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OPINIÃO

Forte investimento e contas certas

01 | 05 | 2019   22.53H
João Paulo Saraiva (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa)
As contas do município não são um fim em si mesmo. O que de facto importa é a melhoria da qualidade da vida das pessoas, que habitam, visitam, trabalham e investem na cidade. Esse, sim, é o objetivo. Mas, para preparar o futuro, há que acautelar o saneamento de “heranças longínquas” e olhar com realismo e responsabilidade intergeracional para o presente. O que nos dizem as contas de 2018? 4 coisas da máxima importância: 1) temos a menor dívida do séc. XXI (conseguimos reduzir 522 M€ (-55%) em 11 anos) e, pelo 2º ano consecutivo, receitas médias superiores à dívida; 2) pagamos aos fornecedores a tempo e horas - fechámos o ano com prazo médio de pagamento de 3 dias e dívida de 1,9 M€ (números que há 12 anos eram de 324 dias e 459 M€); 3) temos há 7 anos seguidos as taxas e impostos municipais mais baixos da Área Metropolitana - Lisboa devolve mais IRS (50%), tem o IMI mais baixo permitido por lei (0,3%) e as menores taxas de saneamento e resíduos urbanos; e 4) mantemos há 3 anos o investimento em torno dos 150 M€, que ampliaremos em 2019 para mais de 200 M€, em áreas estruturantes, aumentando a oferta de habitação (nomeadamente pública a custos acessíveis), na qualidade dos equipamentos (escolares, de saúde e culturais), do transporte público, do ambiente, dos apoios aos mais desfavorecidos e das cada vez mais exigentes funções de cidade. Os sinais da vitalidade da economia são inequívocos; como a criação no ano passado, em Lisboa, de 7000 empresas (número mais alto da década), a par da descida do desemprego, que na AML foi das maiores na Europa. A cidade está em profunda transformação na sustentabilidade e competitividade - aquilo a que direita (PSD/CDS) gosta de chamar reformas estruturais e eu gosto de apelidar de revolução tranquila. Lisboa pode encarar o Futuro com ambição, porque tem contas certas, equilibradas e sustentáveis!
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