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OPINIÃO

O caminho certo

05 | 06 | 2019   22.39H
João Paulo Saraiva (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa)

No início do próximo ano letivo, a CML vai estender a oferta do Navegante Escola a todo os alunos do 2º e 3º ciclo. Já disponibilizado no 1º ciclo, este cartão passará a abranger mais 37 mil crianças e jovens, de 88 estabelecimentos públicos e privados da cidade de Lisboa. É uma boa notícia para os encarregados de educação e para as famílias, a ter em conta no ato de matrícula que está a decorrer ainda este mês.

São várias as valências do Navegante Escola: cartão de identificação do aluno e título de transporte válido em toda a rede de transportes públicos dos 18 municípios da Área Metropolitana (de utilização gratuita até aos 12 anos), possibilita ainda acesso a equipamento culturais da EGEAC.

O seu alargamento a mais níveis de ensino integra um conjunto de medidas que visam melhorar a mobilidade e a segurança dos alunos, ajudando a evitar o uso de carros particulares nas deslocações escolares. Todos sabemos que nos períodos de férias o tráfego diminui cerca de 20%. Um inquérito realizado pelo Município mostra porquê: a maioria dos estudantes respondeu que vai para a escola, com os pais, de automóvel (43% dos inquiridos), cerca de um terço (31%) desloca-se a pé ou de bicicleta e só 24% usa o transporte público.

É preciso, para mudar esta realidade, continuar a investir no transporte coletivo; dar mais autonomia aos alunos, aprofundando o seu conhecimento das redes públicas e das formas de as usar com segurança; incentivar o uso de vias pedonais e cicláveis – tendo a CML criado um programa, Lisboa sem Rodinhas, para ensinar as crianças do 1º ciclo a andar de bicicleta na cidade, de forma correta.

Com estas medidas, poupamos desde logo no orçamento familiar, mas também o planeta. Temos de pensar hoje no ambiente que queremos deixar para as próximas gerações. E, muitas vezes, até são elas que nos mostram o caminho certo.

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