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HORA BOLAS

No estádio da rádio

10 | 06 | 2019   18.25H
João Malheiro

Foi há dias, na cidade da Maia. Num programa radiofónico, dirigido por Gabriel Alves, intervim em direto, durante duas horas, sobre a capacidade competitiva do Benfica, novo campeão nacional, num espaço com participação dos ouvintes. Foi numa das primeiras edições da Rádio Estádio, novo empreendimento de comunicação, ao qual vou deferir colaboração regular.

Há mais de três décadas, iniciei as minhas lides nas ondas hertzianas. Foi na Rádio Comercial, a convite do Manuel Costa Monteiro, figura incontornável e sapiente da comunicação com origem na cidade do Porto. Num ápice, comecei a comentar jogos de futebol, ainda na esplendideza da juventude, por vontade do legendário Artur Agostinho, tarefa que há época era um exclusivo de comunicadores com muitos anos de microfone, casos de Alves dos Santos, Neves de Sousa ou Wilson Brasil.

Na Rádio Comercial, a minha primeira aventura, em simultâneo com o jornal O Jogo e a RTP, à qual se seguiram a Antena Um e a TSF, encontrei jovens valores que respondiam pelos nomes de José Alberto Carvalho, Álvaro Costa, Nuno Santos, Carlos Daniel, José Carlos Castro, Jorge Gabriel, Paulo Garcia, José Carlos Soares e, entre outros, os já consagrados Fernando Correia e Jorge Perestrelo. Ainda hoje, a rádio é a menina da minha voz e dos meus mais tributados afetos.

A Rádio Estádio preludiou numa altura em que a televisão monopoliza as opções e os jornais estão em boléu vertiginoso, salvo raras exceções. Foi uma decisão do Bruno Costa Carvalho, um empresário de sucesso, magnífico empreendedor, que decidiu, corajosamente, navegar rádio contra a maré alta televisiva. Há anos que jornalistas e amantes da causa desportiva ansiavam por um projeto desta natureza. A Rádio Estádio só pode sair vitoriosa no estádio que espicaçou. E desafiou.

© Destak
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