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ESTRANHO QUOTIDIANO

Os 'realistas'

04 | 12 | 2009   08.22H
J.L. Pio Abreu

Desde há algum tempo que em Portugal apareceram uns espécimes de sucesso. Classificam-se a si próprios de realistas mas, na verdade, são uns pessimistas desbragados. Para eles, tudo vai mal e não há solução para este país. O seu sucesso pessoal vem da procura que têm na Comunicação Social, onde assinam colunas e programas. Literalmente, alimentam-se daquilo que escrevem ou dizem. Imagino que leiam ou oiçam as suas próprias opiniões e, tão deprimidos ficam, que a próxima sairá mais negra ainda.

Os realistas-pessimistas têm história. No passado estiveram perto do poder, com oportunidade de aplicar na prática as ideias que apregoavam. Resta saber se o conseguiram ou não, porque uma coisa é dizer, outra é fazer. Mas todos saíram de lá e nota-se que estão zangados. Chega-lhes agora o palco mediático e o convencimento de que alguém tome por boas as suas negras profecias.

Como a mudança é permanente e o futuro uma incógnita, os pessimistas até podem estar certos. Não pelas razões que aduzem nem com o fim que profetizam, pois cada um tem a sua opinião. Mas temos pela frente o aquecimento global, a superpopulação, a falta de água, os terramotos, o princípio da entropia e, evidentemente, o facto mais do que seguro de que todos nós haveremos de morrer.

Não faltam realidades para os argumentos pessimistas. De facto, as pessoas saudáveis são pouco realistas e preferem as suas ilusões. Mas são essas pequenas ou grandes ilusões que nos fazem viver e, com altos e baixos, alcançar o que antes parecia impossível.

© Destak

11 comentários

  • Pois...
    pois | 10.12.2009 | 11.33Hdenunciar comentário
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  • JOSÉ M COSTA, a mim parece que as tuas perguntas só por si já são tão estúpidas que se fosse eu ao tal SOPRO nem sequer perdia tempo a responder-lhes. Mas não sei, quem sou eu para falar pelos outros...
    SINALISTA | 09.12.2009 | 16.16Hdenunciar comentário
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  • Sopro, se o sistema de educação está assim tão mau e cada vez pior, se o sistema dos nossos pais era infinitamente melhor que o nosso, alguém me explica porque é que o desemprego afecta mais as pessoas acima dos 40 anos?
    Dito de outra forma, o que é melhor: um sistema obcecado com a memorização que "mandava fora" mais de metade da população ao fim de 3/4 anos, ou um sistema reconhecidamente deficiente mas que dá uma formação minimamente decente a toda a gente, desde que haja esforço por parte do aluno nesse sentido?
    José M Costa | 09.12.2009 | 10.53Hdenunciar comentário
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  • Verdadeiro. Mas esse pessimismo tornou-se cultura portuguesa. País cinzento é a visao de fora que veio de dentro.
    Putin | 09.12.2009 | 07.56Hdenunciar comentário
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  • Acompanho este ponto de vista. Mais um bom artigo na linha a que nos habituou.
    Marta Tavares | 08.12.2009 | 23.27Hdenunciar comentário
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  • Que parvoíce de artigo! Este gajo é um básico de primeira linha... ser realista é ser pessimista, porque o mundo, a vida e as pessoas são, efectivamente, uma m***a. Qual é o problema em se assumir isso? As pessoas "saudáveis" - Meu Deus! Ele auto-inclui-se nesta categoria? - com suas ilusões da treta fazem-me sempre lembrar a mediocridade, a mentira, a insipidez. Tal como este artigo. Tal como este figurão.
    Chiiiiiiiiiiii!!!!!! | 07.12.2009 | 22.15Hdenunciar comentário
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  • SÃO OS REALISTAS DA REALIDADE QUE TEMOS ! ! ! !
    alexandre barreira | 06.12.2009 | 08.17Hdenunciar comentário
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  • Por outro lado, encontra-se desde há anos em plena actividade outros espécimes de sucesso, que aliás sempre foi quem mais de SUCESSO falou, por tudo e por nada. A qualquer pequena onda positiva, a coisa era já um sucesso, mesmo que se estivesse no fundo, e mesmo que logo a seguir se afundasse ainda mais sem sequer ter percebido porquê, pois a inteligência era pouca e o sucesso, afinal, um simples rato face à montanha que poderia ter sido. Chama-se a isso mediocridade. Sistema educacional? Pfff, para essa trupe, diria quase GANG, a educação sempre esteve a ser um sucesso, as coisas a rodar na sua plenitude e rumo àquela tal "ilusão saudável" de que fala o cronista. Tanto sucesso que nem sequer se aperceberam que estavam a destruir a educação, como o país pode obviamente constatar, e como para o facto muitíssima gente alertava na altura. Por outro lado, essa mesma espécie de gente "alegre" e estranhamente quase sempre "bem disposta", no exercício daquilo a que se chama "hipocrisia social", com grande alarido gritara aos sete ventos a ideia do "Capitalismo Liberal" como o sistema último, mesmo não tendo sequer sido suficientemente minuciosos e perspicazes para perceberem que na sua definição de oferta/procura o modelo estava errado. Não entenderam o modelo. Simplesmente repetiram-no por ouvirem outros falar dele. Quais máquinas de repetição desmioladas. Provavelmente, alguns até perceberam que o modelo estava convenientemente errado, por isso havia que explorar ao máximo esse erro, o que para já levou ao Saque Monumental dos Banqueiros. Claro que a ilusão em que vivem os banqueiros, por exemplo, ou quem se habitua a viver de Saques, é muito mais "saudável" do que a depressão em que se habituaram a viver aqueles que são roubados. Por isso, depois os primeiros mostram-se incomodados com o tom zangado e desacreditado dos segundos, ou desses a que o cronista chama "Realistas". No The Guardiam de ontem vinha um interessante comentário que basicamente dizia: "parece que os senhores banqueiros ainda não interiorizaram o quanto estão zangados os cidadãos. Os cidadãos estão zangados ao ponto de desejarem as vossas cabeças penduras nos portões das instituições e ao longo das auto-estradas." Como vê, senhor cronista, não valerá sequer, no contexto actual, falar de História e de ter também havido "Realistas" no passado, pois o melhor é segurarmo-nos dado o que está a acontecer ser novo, não aconteceu ainda na História, e não há conhecimento anterior que nos valha, como na chegada de um novo amor. Isto para não falar noutras "alegres e saudáveis criações" de outros especimes do tipo, como a dos "alegres ilusionistas" atacarem e desfazerem um país soberano como o Iraque e terem enforcado o seu presidente eleito pelo povo, mentindo descaradamente na ONU para tentarem dar mais "Realismo" ao assunto... Não será, senhor cronista, aquilo que aqui nos diz, uma espécie de malabarismo com bolas de sabão lançadas para o ar enquanto se alimenta do que diz e do que escreve?
    SOPRO | 04.12.2009 | 12.49Hdenunciar comentário
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  • Pode ser-se optimista e ter um espírito crítico bem afinado. A questão é que determinado pessimismo pode ser muito conveniente. Até politicamente conveniente.
    Anonimo | 04.12.2009 | 12.11Hdenunciar comentário
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  • O realismo pessimista também faz parte da vida e ajuda a precaver o futuro e a ter espírito crítico. Um mundo de opiniões consonantes seria um mundo à beira do absismo.
    João | 04.12.2009 | 10.39Hdenunciar comentário
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  • É por este tipo de artigos que vale a pena ler o Destak!
    Anonimo | 04.12.2009 | 09.51Hdenunciar comentário
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