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EDITORIAL

Tolerância zero à violência na escola

10 | 03 | 2010   21.13H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Durante anos traduzi a palavra bullying por tortura, e apesar da vulgarização que já existe do termo, continuo a achar que em português explicita melhor o fenómeno.

Até porque, no original, bullying é um termo antigo com uma conotação benévola (quantas vezes ouvi a minha mãe dizer a um dos meus irmãos para não se «bully» uns aos outros!).

De facto, só muito recentemente, e à medida que a criança começou a ser olhada com outro cuidado, se tomou consciência de que havia touradas e touradas, e que muitas vezes o que acontecia não era um simples episódio de violência, mas um fenómeno psicológico específico, em que um opressor tortura um oprimido, tendo um e outro características muito particulares, a merecer ajudas também muito específicas.

A verdade é que de desconhecido o termo passou ao outro extremo, ou seja, a estar na moda para definir tudo. Suspeito de que seria mais eficaz dizer, pura e simplesmente, que a escola não pode tolerar nenhuma forma de violência, sob risco não só de a legitimizar, como de a ensinar.

Mas para não nos ficarmos pelas utopias, importa perceber que as escolas precisam de ajuda para lidar com as causas desta violência, nomeadamente a pobreza, a desmotivação, e alguma falta de autoridade que se sente dentro e fora dos estabelecimentos de ensino.

Foi por isso que ontem o Instituto de Apoio à Criança(IAC), mais uma vez, me surpreendeu bem. Numa nota breve, veio recordar que para além de lamentar, é preciso prevenir. É o que o IAC faz já há dez anos através do seu Projecto de Mediação Escolar, que consiste na promoção de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família nas comunidades escolares, compostos por equipas multidisciplinares, e que deveria ser alargado a todo o País.

Simultaneamente, recomendaram que o «crime de ofensas corporais praticado em contexto escolar e de forma repetida, passe a ter natureza pública». Ou seja, passaria a ser dever de todos denunciá-lo.

© Destak

7 comentários

  • Boa tarde, O bullying está a ser visto como um problema das crianças e jovens. Na verdade este assunto ainda é bastante taboo. O bullying é um problema dos adultos. Os adultos fazem e são vítimas de bullying, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional. O que as crianças fazem é um reflexo das acções dos adultos, praticamente em tudo na vida. Para se resolver o bullying nas escolas podem-se e devem-se criar medidas de curto prazo mas é imperativo ter a consciência que este é um problema social. O bullying só será resolvido a partir do topo, ou seja, a partir dos adultos. Só quando estes deixarem de se violentar uns aos outros é que as crianças lhes seguirão o exemplo. Esta forma de violência pode ser mais evidente nas crianças devido às agressões físicas, pois, os adultos usam entre si formas mais complexas de violência, nomeadamente, psicológicas mas não menos prejudicias para a saúde das suas vítimas. Contra este tipo de violência, que se pode chamar moderna e actual, ainda não existe qualquer legislação, qualquer protecção, pelo que os adultos, tal como as crianças sofrem em silêncio, muitas vezes nem admitem que estão a ser alvo de malevolência e, devido ao seu sentimento de impotência, acabam por cometer as mesmas acções que os seus agressores.
    A solução para acabar com o bullying é complexa tal como este fenómeno e passa por acabar com este tipo de violência entre os adultos. Não é preciso ser-se um técnico especializado para se perceber que as crianças que praticam estes actos são influenciados pelos adultos, principalmente, a sua família mais próxima e que ou são, elas próprias vítimas de maus tratos que descarregam nos outros, ou seguem o exemplo de bullying dos seus tutores.
    O bullying é um fenómeno social que existe entre os adultos e para o qual é necessário criar medidas que protejam as vítimas e punam os agressores. É necessária a criação de leis contra a violência psicológica e todas as novas formas de violência da sociedade actual que são complexas, tal como a sociedade é e estão fora do actual alcance legislativo, garantindo impunidade e muitas vezes vantagens aos agressores. Melhores cumprimentos Luís Silva
    Luís Silva | 11.03.2010 | 22.55Hdenunciar comentário
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  • Eu concordo com o GMAIL, basta ver a cerimónia dos oscares quem foi o grande vencedor deste ano: um filme de guerra...depois olhamos para os jogos de computador, as séries de televisão, tudo publicita a violência felizmente os desenhos animados já estão a mudar o dragon ball foi à vida entre outros, por exemplo os desenhos animados dos anos 80 não eram tão violentos, nem os jogos de computador, a Dona Isabel sabia que os atletas olimpicos antes de fazerem as provas VISUALIZÂO-NAS na cabeça deles, é para sair melhor, é o poder da VISUALIZAÇÃO, logo quando as crianças jogam jogos violentos no fundo esta-se a ensinar a ser criminoso ... então um dia uma pessoa levanta-se da cama e diz: "Tolerância zero à violência na escola" oh Isabel santa paciéncia...a Isabel acordou ontem não?
    Charles | 11.03.2010 | 17.57Hdenunciar comentário
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  • Parece que LEITOR ATENTO afinal não está assim tão atento. Primeiro desvia o assunto para uma tema que não tem nada a ver com o que fala a jornalista e depois não diz coisa com coisa. Afinal o que queria este comentador transmitir? Mas confesso que achei piada à referência ao "fomento da promiscuidade homossexual nas escolas". E fiquei a pensar como é que se fomentaria tal coisa.
    LEITOR DESATENTO | 11.03.2010 | 12.16Hdenunciar comentário
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  • Mais tretas, a dizerem à sociedade o que é PRECISO, ou seja, a quererem MANDAR nela, indicando por isso a necessidade de apoiar mai$ projecto$ de e$tudo$ e apoio$ a vítima$, ao mesmo tempo que se recusam entrar num debate sério sobre o problema. Não, estes já SABEM de onde vem o problema e portanto já apresentam SOLUÇÕES para ele. Sempre a mesma técnica anglo-saxónica de dividir para conquistar: primeiro incentivar o aparecimento dos PROBLEMAS, ajudar a criá-los ou mesmo propô-los; depois aparecer com SOLUÇÕES para esses mesmos problemas. Claro que nesse processo passam a assumir cargos chave dentro da sociedade, o que com o tempo torna a influência mais simples e mais eficaz. Eu penso que deve ser por isto que esta senhora está à frente de um jornal. No entanto, quanto ao assunto em questão, nada se fala sobre os verdadeiros promotores de agressividade nas nossas sociedades, que realmente são os que semeiam todos estes comportamentos nas nossas crianças (e adultos também), através de vídeos, jogos, programas de TV, ditos, frases feitas, etc., com que todos os dias invadem os cérebros desses seres ávidos de tudo absorver. Desses criminosos (os verdadeiros) reparem que estes senhores e estas senhoras nunca falam. São outras as SOLUÇÕES que nos trazem, soluções simples, quase gestuais, para enganar, e principalmente possam manter o problema, pois esse sim, é a galinha-dos-ovos-de-ouro. E a coisa já está tão impregnada que a própria sociedade portuguesa já se transformou numa sociedade de bullying, desde as crianças aos adultos, é só quezílias, ninguém se entende, é só gente a maltratar-se, a gritar, a invejar-se, a preparar esquemas de lixar o parceiro, a não deixar ultrapassar, a ignorar, a forçar, a fuçar, a buzinar. Depois que para cá vieram "mandar" os anglo-saxónicos, através das suas "cândidas" sugestões, foi descalabro completo.
    GMAIL | 11.03.2010 | 10.55Hdenunciar comentário
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  • Essa de se falar de bullying e vir para aqui falar do governo, do estado e da homossexualidade é muito engraçada. Dir-se-ia que nem sequer leram o editorial, quanto mais pensaram no assunto ...
    Anonimo | 11.03.2010 | 10.21Hdenunciar comentário
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  • Os cidadãos, pais e mães de família, educadores, pessoas de bem de todos os quadrantes, estão preocupados com a integridade moral, física, espiritual das crianças e jovens, herança de futuro, e temem pelas que estão confiadas ao impessoal Estado. A pretexto de modernidade, o governo apressa-se a expor esta geração a perigos reais, colocando ideologia esquizofrénica à frente da consciência. Indignados perante a rejeição escandalosa de uma Petição Pública com mais de 93.000 assinaturas, no exercício do direito Constitucional, rejeitam a lei do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e o consequente fomento da promiscuidade homossexual nas escolas com dinheiros públicos, e exigem um Referendo antes que a perversa lei seja promulgada.
    Leitor Atento | 11.03.2010 | 09.08Hdenunciar comentário
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  • É verdade, minha cara Isabel . Deveria ser dever de todos denunciá-lo, mas o problema é que muitos vêem e batem palmas . . . !
    alexandre barreira | 11.03.2010 | 07.41Hdenunciar comentário
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