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EDITORIAL

Antidepressivo faça você mesmo

15 | 03 | 2010   21.34H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

A crise está a bater-nos à porta como o lobo mau a dizer que sopra e sopra e a nossa casa vai abaixo. Por muito que tivéssemos a certeza de que a construção resistiria a todos os ventos, a verdade é que agora treme dos alicerces ao telhado.

Não admira que os especialistas em saúde mental garantam que as depressões, as crises de pânico e a ansiedade estão a aumentar. O que fazer? Se os sintomas forem graves não hesite em procurar ajuda profissional, de um médico ou de um terapeuta. Não é vergonha nenhuma. Mas caso se sinta apenas «em baixo», aceite as sugestões da revista Health (www.health.com). Pus-me a lê-_-las e decidi partilhar algumas delas consigo.

Adeus à culpa. Não vale a pena afogar-se em «ses». A vida é como é, e a culpa só rouba energia. Precisa é de ser pró-activo, paciente e persistente. Encontrar saídas demora tempo. Aceite que não está em forma, e não exija de mais de si mesmo.

Fale sobre o que sente. Não tente disfarçar a sua tristeza e desânimo. Escolha alguém com quem sente empatia e descreva--lhe aquilo por que está a passar. Acredite que quando der voz aos seus problemas eles lhe vão parecer menores.

Faça exercício físico. O exercício queima toxinas, liberta adrenalina e deixa-o a sentir-se mais vivo e capaz de superar obstáculos.

Adie decisões importantes. A depressão afecta a nossa maneira de ver o mundo. Não é boa altura para opções radicais. Adie-as até melhorar.

Crie rotinas. Quando estamos em baixo não apetece obedecer a horários. É um erro, porque as rotinas ajudam-nos a cumprir objectivos, e quando o fazemos sentimo-nos melhor connosco próprios. Mantenha-as.

Evite drogas e álcool. É uma tentação afogar as mágoas e esquecer, mas a ressaca é ainda mais dura, e os problemas continuam lá, só que ainda mais graves.

Invista nas relações humanas. Não lhe apetece ir a uma discoteca? Compreende-se, mas vá a um jantar de família, combine almoçar com amigos. Discuta com eles este artigo, mas não se isole.

© Destak

6 comentários

  • Para além das sugestões do artigo, não devemos esquecer que quem nos diz que estamos em crise, são os que não sabem o que isso é.
    Por isso arautos da desgraça, vão estudar história e verão que há milhares de anos que se diz “ A continuar assim, não sei onde isto vai parar” e ainda andamos por cá. Por isso, podemos e devemos rejeitar este estado em que nos colocámos e enquanto sociedade civil ser criteriosos na análise das noticias que recebemos e se imprensa escrita, rádios e televisões insistem em serem papagaios de grupos de interesse, façam como eu, não consumam a dita “informação de referência” e procurem juntar as pontas soltas que existem fora dela. Dá trabalho, ficamos mais bem informados, para além do gozo de ver os barómetros aflitos a inventarem audiências….
    Jonas | 16.03.2010 | 15.21Hdenunciar comentário
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  • Umas cabeçadas numa esquina, também fazem efeitos antidepressivos . . . . !
    alexandre barreira | 16.03.2010 | 14.42Hdenunciar comentário
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  • Há um certos tipo de indivíduos, incluindo femininos, que sempre passaram a vida a aplaudir e a fomentar a irreverência em troca da inteligência. Chegaram mesmo ao ponto de esquecer o que era inteligência só para se focarem na importância da irreverência, um pouco como fazem os meninos de colo mimados. Mais tarde, quando se apercebem de que o mundo em seu redor se desmorona devido a tanta irreverência sem causa, e os afecta a eles, uuuhhhh!, vem o pânico das depressões. Ou seja, mesmo assim não pensam, pois passam a gastar o tempo a pensar nas depressões. Como técnica de sobrevivência, os meninos irreverentes dizem então para si próprios com ar o mais possível cândido: adeus à culpa, a vida é como é, e a culpa só rouba energia. Nem sequer se apercebem da energia que durante todo o anterior processo roubaram ao edifício que agora se desmorona sobre eles próprios. De facto, ultimamente a humanidade tem-nos revelado coisas incríveis, uma delas é que a maioria dos seres humanos actuais ainda é, efectivamente, demasiado estúpida, não se sabe se por opção própria ou como resultado de uma tão longa endoutrinação nesse sentido. Sim, sejam pró-activos! Mexam-se muito, e vão ver que a crise passa mesmo sem terem de pensar no que fazem e como procedem. E, principalmente, corram para os psiquiatras e terapeutas que vos esperam de braços abertos. Isso, e riam muito..................... eu, por mim, prefiro chorar, chorar toda esta estupidez humana que durante as últimas décadas se nos apresentou como promessa de glória colorida, que afinal era colorida por fora mas podre por dentro, como muitos dos alimentos actuais. Prefiro chorar, deixar a tristeza derramar-se corpo abaixo como um mar emporcalhado até que de mim saia o que é detrito e comece de novo a sentir o prazer do espírito limpo. Medo, vergonha? De quê? E depois levantem-se e vão simplesmente caminhar por um belo sítio, com alguém de quem gostem, sem necessidade de conversas ou disfarces. Retornados a casa, vão ver a leveza que sentem. O problema humano é mental, e o objectivo primeiro de cada ser é resolver esse problema mental. Nunca o conseguirá, no entanto, enquanto não se libertar do orgulho narcisista que hoje nos domina. Animem-se, gentes! Somos afinal vítimas de nós próprios! E, sendo assim, é simples resolver o problema: deixando de ser estúpidos e passar à razoabilidade. Boa sorte para todos.
    BOA SORTE | 16.03.2010 | 11.59Hdenunciar comentário
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  • Caríssimo ontem junto da SIC em e mail enviado ao cuidado do Sr. Manuel Santos a conselho da estação de TV (SIC ) fiz saber que a organização do espectáculo esta mal porque quem quer acompanhar a vossa digressão devia de haver um pacote para entrada nos espectáculos assim como incluído viagens e estadia era mais barato e certo e tinham apoio de quem gosta-se de apoiar os seu Ídolos que seria o meu caso rever sítios aonde vão…e depois ver o espectáculo isso não foi feito por isso a barraca que deu no Campo Pequeno ( Não Cheio ) como é sabido pelo facebook o roubo das crianças etc etc… eu como profissional de segurança nem me importava de arranjar mais 4 pessoas e fazer segurança aos locais aonde vão porque nem tudo é igual como sabes, muitos não se importam de ir para o gamanço como infelizmente vimos….
    Portanto o Sr. Moura devia ter pensado melhor e ao pormenor no espectáculo nestes aspectos e no 1º pelo menos acompanhar os Ídolos estive a ver uma viagem aos Açores são 460,00 € uma pessoa só… se for em comitiva e muito mais barato visto que o voo e charter não foi pensado esta mal aqui fica o meu desagrado pela organização.
    Pedro | 16.03.2010 | 11.32Hdenunciar comentário
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  • Curioso o contraste entre este editorial e o artigo de opinião da Inês CB. Se calhar é mesmo propositado ... ânimo, pá!
    Anonimo | 16.03.2010 | 10.28Hdenunciar comentário
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  • Como é ninguém comentou pois devem ter ido "mas vá a um jantar de família" :) eu dou um ultimo conselho comprem todos os livros de anedotas que encontrem e riem a plenas bochechas, se nao tiverem dinheiro podem procurar na net ha montanhas de anedotas e videos para rir na net grátis
    Charles | 16.03.2010 | 01.31Hdenunciar comentário
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