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EDITORIAL

Infiel compulsivo procura tratamento

23 | 03 | 2010   21.27H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Uma doença chamada Infidelidade compulsiva? Uma síndrome que torna incapaz de resistir ao jogo da conquista, ou de se manter numa relação saudável, boicotando-a, mesmo quando se pressente que é o abismo do outro lado? Ou uma desculpa como outra qualquer para fugir às consequências de um acto cometido?

O jogador de golfe Tiger Woods relançou a questão ao vir dizer que estava a cumprir uma terapia que tinha como objectivo ajudá-lo a manter-se fiel à sua mulher. Muito sinceramente, a primeira reacção é de náusea. Suspeito que reagiria com cepticismo e muita raiva a um homem que me dissesse que ia tomar uns comprimidos para conseguir deixar de acumular «casos», e não me parece que a reacção da esposa do senhor Woods seja muito diferente.

Mas, simultaneamente, tenho de reconhecer que a mente humana é um lugar obscuro, e que talvez exista de facto qualquer coisa como adicção ao amor e ao sexo.

O jornalista da BBC Andrew Fletcher adiantou-se e fez uma reportagem sobre o assunto. Visitou um centro em que esta «dependência» é tratada da mesma forma que a dependência do álcool ou de outras drogas. Participou numa sessão de terapia com um grupo de homens e mulheres incapazes de manterem relações amorosas saudáveis, ou porque traíam os parceiros ou, mais comum, porque se tornavam obcecados por eles, ao ponto de não os abandonarem mesmo quando eram violentamente maltratados.

Segundo um dos especialistas que trabalham com estes casos, a dependência é mais comum do que se supõe e do que aquilo que os próprios querem admitir. Na sessão a que o jornalista assistiu, os dependentes referiam um sinal que aparentemente partilhavam: uma enorme sensação de vazio e a tentativa de o preencher com a adrenalina causada pelo desequilíbrio das suas relações, pela emoção de um novo encontro, e até pelos desentendimentos e reconciliações.

Uma boa notícia, no entanto, ao contrário dos alcoólicos, que nunca mais podem beber, estes adictos podem curar-se e uns anos depois virem a ter uma relação feliz.

© Destak

5 comentários

  • olha a desculpa dela agora(hoje) quer o divorcio porque ele continua a jogar e nao tem tempo pa familia hehhehe dolares é o que ela quer, claro...
    burra ér se ja nao tem outro ou se nunca teve, quando elas teem outro debaixo de eolho reagem sempre assim e agrediu-o, viloencia domentica tiger , espeta ela na cadeia por agrassoes, faz queixa a apav em portugal e ela enbrulha, será? hehh
    corre ja com ela enquanto é tempo senao queima.te heheh este mal aconselhado em relaçao a elas
    jorge monteiro-algarve | 29.03.2010 | 18.45Hdenunciar comentário
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  • Gostas, não gostas?...
    Roberto | 24.03.2010 | 20.47Hdenunciar comentário
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  • nausea ´hó doutora?
    eu ja maos me recusaria a um tratamento desses.
    primeiro tinham de ir la as mulheres e so depois eu hehhehehe.
    um dos estudos quer li 40% homens infieis e outra tanta percentagem de mulheres infieis, nao há centro que resista a tanto love que por ai vai.
    o tiger que tenha juizo ja tem idade para isso. algum dia ter amantes é tara? eu sou dos grandes tarados de portugal hehheheh
    reuso tratamento, toma e enbrulha hahha
    jorge monteiro-algarve | 24.03.2010 | 18.56Hdenunciar comentário
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  • "O jogador de golfe Tiger Woods..." (exemplo dos Estados Unidos da América)... "O jornalista da BBC Andrew Fletcher..." (exemplo britânico)... Não haverá por aí exemplos portugueses?
    Melro | 24.03.2010 | 09.24Hdenunciar comentário
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  • É verdade, a mente humana é próxima da do macaco. Se a mãe não se põe a pau, também é comida . . . !
    alexandre barreira | 24.03.2010 | 07.18Hdenunciar comentário
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