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OPINIÃO

O Mercado

25 | 03 | 2010   21.44H
J.L. Pio Abreu

O leitor já alguma vez jogou na bolsa? Duvido que agora o faça, mas é possível que tenha cedido à tentação num momento em que todos ganhavam com isso (um “bull market”). Seguramente, andou um pouco ganancioso enquanto tudo corria bem, mas acabou por perder porque outros mais gananciosos o fintaram.

Dizem que o Mercado é o lugar onde os interesses dos cidadãos se equilibram harmoniosamente, mas não é. Apenas uma minúscula parte dos cidadãos opera directamente no Mercado. De todos, são os mais gananciosos e truculentos. São mestres do ofício de dar mais dinheiro a quem já o tem, a começar por eles próprios.

Os agentes do Mercado podem convencer-se de que trabalham para fundos de pensões, dando ganhos aos reformados e aforradores que neles confiaram. No fundo, porém, estão a pensar na sua extravagante comissão. Arriscam tudo e arriscam, sobretudo, o dinheiro dos outros, sabendo que o mais que arriscam, da sua parte, é o despedimento com uma choruda indemnização. Nunca ficam pobres como aqueles que fazem empobrecer.

A população trabalhadora e pacífica sempre se sujeitou aos invasores e cúmplices locais que, sendo minoritários, eram suficientemente agressivos para imporem a sua lei gananciosa. Com a democracia, pensámos que nos livrávamos deles. Mas não. A minoria agressiva disfarça-se hoje de agentes do Mercado. Com grande sofisticação, ela destrói pessoas, empresas e nações. Poderão os políticos democratas lutar contra ela? Talvez não. O mais que podem, tal como dantes, é fazer acordos e enviar sinais para os acalmar.

© Destak

25 comentários

  • No início de 2009 foi revelada uma fraude científica em que ao longo de 12 anos, 21 trabalhos publicados de investigação clínica tinham sido feitos com resultados forjados. O seu autor foi um médico Americano chamado Scott Reuben. Esta fraudeestá quantificada em biliões de dólares de medicamentos consumidos com base em evidência destas publicações fraudulentas. Os media Norte Americanos comentaram e noticiaram o assunto. Scott Reuben foi rebatizado o Bernie Madoff da medicina. A desconfiança sobre o sector farmacêutico e a honestidade e rigor no mundo da medicina ficou abalada. Poderemos nós dizer que a classe médica agressiva e a indústria farmaceutica destrói pessoas, empresas e nações? podemos lançar a suspeição e atiçar o ódio a esses sectores de um modo genérico? Poderemos agora, que um escândalo destes rebentou e há provas suficientes para incriminar a medicina e os laboratórios, dizer que estes são mestres do ofício de dar mais dinheiro a quem já o tem, a começar por eles próprios? É claro que não. Não se pode tomar a parte pelo todo nem destilar ódios sobre todo oum sector que tem a sua utilidade e a sua função na sociedade.
    João M | 28.04.2010 | 18.43Hdenunciar comentário
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  • Este Ministro das Finanças foi em tempos o Presidente da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o regulador e fiscal da Bolsa de Valores portuguesa. Ele não estava lá de graça e nesse tempo entendia o mercado bolsista como um instrumento das emopresas se financiarem em alternativa à banca, e dessa forma poderem expandir-se, modernizar-se e captar recursos para inovarem na produção de bens ou serviços. Pelo lado dos aforradores a Bolsa serve também como alternativa ao depósito bancário ou aos títulos de Dívida Pública. Para o Estado é a única forma que têm de privatizar empresas e dessa forma equilibrarem os seus défices e a sua dívida, quer pela emissão de ações de empreas até aí públicas, quer pelo recebimento posterior de dividendos e a tomada de mais-valias que o Estado obtém dessa forma. Agora o Estado vai afastar o pequeno investidor e aforrista do mercado bolsista e torná-lo muito menos atractivo. Os grandes, ou seja, o próprio Estado, os bancos e as grandes companhias, vão continuar a estar no mercado e possívelmente arranjarão maneiras de nem sequer serem tributados.
    velha história de sempre | 16.04.2010 | 14.08Hdenunciar comentário
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  • Cadê, o doutor. Já tenho saudades das suas crónicas. Por acaso foi saneado?rsrsrs. Os que deviam ir embora mantêm-se: o bolas, o moedas, a gata borralheira... Espero bem que esteja de férias e regresse breve. As minhas saudações assentes no respeito, admiração e estima.
    SONECA | 08.04.2010 | 18.49Hdenunciar comentário
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  • Efectivamente há nos mercados agentes indesejáveis e oportunisticos. No mercado imobiliário, nos mercados de capitais, no mercado das telecomunicações, no mercado energético e em tantos outros mercados. Mesmo áreas como a política ou a justiça estão repletas de agentes indesejáveis, é um facto. Esses indesejáveis devem ser denunciados e combatidos por todos, a começar pelas entidades e autoridades regulatorias e fiscalizadoras competentes, pois elas existem e funcionam. No caso dos fundos de pensões realmente é estranho haver certas pessoas a gerir tanto dinheiro dos outros aplicado em produtos de risco. Se esses gestores de fundos fossem assim tão bons profissionais do investimento não tinham perdas tão elevadas como muitos têm tido nas épocas de crise, e provavelmente saberiam viver bem investindo unicamente o seu próprio dinheiro, não o dos outros. Desconfio sempre de brokers, dealers e outros intremediários que não são profissionais do investimento coisa nenhuma, mas simples agentes que quer nos ganhos como nas perdas estão sempre prontos a cobrar taxas e comissões aos seus incautos clientes, pois é só disso que vivem. Há excepções e existem alguns fundos de sucesso e rentabilidade continua, bem geridos por pessoas sérias e profissionais, mas não são a maioria e o cidadão comum não os conhece ou não tem possibilidade de ter acesso a eles. Há também investidores privados de sucesso no mercado, que gerem basicamente o seu próprio património e não me parece justo criticá-los, talvez invejá-los seja mais tolerável e apropriado.
    MFC | 08.04.2010 | 13.15Hdenunciar comentário
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  • Uma coisa é ser-se intelectualmente deficitário, outra, muito mais grave e dolosa, é ser-se intelectualmente desonesto. O mercado serve os interesses dos Estados, incluindo o Francês (que detém ações de empresas cotadas tais como BNP Paribas, Air France, EADS, TOTAL, Safran, EDF, Areva) e o Português. Quando se privatizam empresas através de OPVs (oferta pública de venda) emitindo ações no mercado que por sua vez irão ter cotação diária e atribuir dividendos provenientes de lucros distribuídos aos novos acionistas, o Estado usa o mercado e aplaude a sua função encaixando receitas que podem ser usadas com diversos objectivos, como reduzir dívida pública. Além disso o Estado Português detém ações de oito empresas cotadas no mercado, mais concretamente na Euronext Lisbon. São elas BCP, Cimpor, EDP, Galp, PT, REN, Zon e Inapa. Isto através de três entidades públicas: Caixa Geral de Depósitos (banco do Estado que apesar de não estar cotado no mercado é detido pelo Estado que é o seu único acionista e dele recebe todos os anos parte dos lucros), Parpública e ainda pela Capitalpor. No ano de 2009 o encaixe financeiro para o Estado através de dividendos atribuídos por ação detida por este e cotada obviamente no mercado, somou um total de 249 milhões de euros livres de impostos. As pessoas não são Estados, mas fazem os Estados e têm o mesmo direito de gerir as suas finanças se assim o desejarem, e quer sejam profissionais do sector financeiro ou não.
    O Mercado | 07.04.2010 | 01.45Hver comentário denunciado
  • E se então esses jogos não são para todos, vão passar a jogá-los nos casinos, em vez de andarem a jogá-los com o dinheiro de todos. A lógica está certa. Apliquem-na. Querem brincar, brinquem à vontade com a vossa pilinha, ninguém está contra. Não se metem é com a dos outros.
    SONIUS | 06.04.2010 | 16.48Hver comentário denunciado
  • SÁ, o mercado alimenta-se de crimes. Abre-lhes as portas para eles acontecerem, e depois cria os métodos de punição para os castigar. Nessa roda, quem ganha são os que se alimentam de crime e os que se alimentam do castigo, que no fundo são amigos uns dos outros, e são quem pelada a roda gigante. Desculpem, mas a humanidade deseja outra coisa, por muito que a determinados indivíduos convenha esse sistema.
    ASIMETRIA | 06.04.2010 | 16.43Hver comentário denunciado
  • Ó meu amigo, quem não sabe o mínimo de economia, finança e gestão, e não tem tempo para estudar as empresas e as cotações, não se deve meter a investir no mercado porque aquilo não é, precisamente, um jogo. E para mais deve assumir o risco que qualquer investimento comporta, seja um investimento num restaurante seja numa ação, obrigação ou num carro novo. Ninguém é obrigado a comprar um Toyota ou um iPad pois não? Um dentista não executa transplantes de fígado pois não? Se não sabe nem quer, não se meta nisso e jogue no euromilhões já que o consegue entender melhor do que ao mercado, mas por amor à verdade, reflita antes de criticar. Há coisas, que ao contrário do totoloto, não são para todos.
    errata | 06.04.2010 | 12.32Hver comentário denunciado
  • Aqui está uma análise que eu gostaria de ter feito.Subsrevo-a,inteiramente.
    Parabéns ao dr.Abreu!
    É um retrato fiel do que se passa actualmente nas bolsas.São sempre os mesmos a lucrar e os incautos a pagar as favas...
    Eu infelizmente também já caí na esparrela, mas serviu-me de lição. Agora prefiro jogar no totoloto e no Euromilhões.Ao menos quando perco, sei que estou a contribuir para ajudar quem precisa.
    pacóvio | 06.04.2010 | 01.01Hver comentário denunciado
  • Raj Rajaratnam, fundador do Galleon Group - criminoso no mercado de capitais - situação: investigado e detido.
    Bernard Madoff, broker no mercado de investimentos - criminoso no mercado de capitais - situação: investigado e detido.
    Jerome Kerviel, trader na Societe General -criminoso no mercado de capitais - situação: investigado e detido.
    Invejas à parte, o mercado não só funciona como investiga e penaliza o crime e os criminosos, e deixa crescer quem trabalha, arrisca, investe, empreende e/ou produz. Podem-se refinar estas ou aquelas regras, normas e leis, mas não há sistema mais repleto de oportunidades, democrático, meritocrático, digno, justo e eficiente do que este.
    Sá | 05.04.2010 | 13.45Hver comentário denunciado
  • O Madoff está na cadeia depois de ter feito o MAL não resolve o problema. Tem de se arranjar um sistem (e não é o comunista, sem dúvida) que não deixe sequer que coisas destas aconteçam. O grande problema do capitalismo liberal é esse mesmo, permite tudo e depois pune os culpados (quando pune). Não, não. Não é isso que o mundo civilizado deseja. Deseja-se que, por norma, essas coisas não aconteçam. Ora, actualmente, é só gangs de políticos organizados precisamente ao saque, e depois alguns deles serão punidos, com muito pouca probabilidade aqui em Portugal. Pelo que o capitalismo não serve! Nem o capitalismo nem o comunismo. Necessitamos de voltar a uma "terceira-via".
    3VIA | 04.04.2010 | 12.05Hver comentário denunciado
  • Não tenho pena nenhuma de gente assim. Fiquem lá com os vossos dogmas marxistas-leninistas e a vossa corrente de pensamento única e uniformizada. Todas as vezes que chegaram ao poder foram escurraçados, assassinados ou auto-retrataram-se por verem quão errados estavam e quanta miséria, privação e injustiça criaram. Jamais serão dignos de "operar" no mercado porque não entendem que o livre capitalismo com regras é a força motriz do desenvolvimento e do progresso. Casos criminais são para ser resolvidos pelas autoridades competentes. Nenhum empreendedor, investidor ou industrial sério e de sucesso defende o crime económico, a corrupção ou a fraude, e isso não é culpa do mercado per si. O Madoff está na cadeia, foi privado da sua fortuna ilícita, e não vai sair de lá tão depressa. O Kreviel da Societé General também foi apanhado e está a pagar. Só o Estaline, o Machel, o Fidel e o Hoxa, pecaram, roubaram e nunca foram condenados! Talvez porque estivessem bem acima das regras e das leis de mercado. Eles faziam as suas próprias regras. Eram criaturas que também não viam nenhuma virtude no mercado. Vá, e agora mandem a STASI ou o KGB atrás de mim. Encontram-me em Wall Street.
    JM | 03.04.2010 | 20.38Hver comentário denunciado
  • Apesar de tardiamente "parabéns" mas como o
    Sr. sabe os culpados não são só os gananciosos que descreve,eles tornam-se gananciosos porque as leis são feitas ás medidas que mais lhes convém e desta maneira são aconselhados pela classe política a roubar os desfavorecidos, aqueles que pensam em ter mais uns cêntimos ao fim de cada ano, mas infelizmente assim não é porque os poderes políticos e financeiros do globo estão sempre a pensar qual a melhor maneira de tirar benefícios daqueles que muitas vezes passam anos amealhar para uma velhice sem as dificuldades visíveis de todos os dias e a falta de escrúpulos dos homens que se dizem democratas acabam por deixar maior parte destas poupanças só ocas.
    domingos soares | 03.04.2010 | 20.33Hver comentário denunciado
  • Aos que tanto defendem o mercado e de forma tão pouco elegante, para não dizer malcrida para com quem tem opiniões contrárias, designadamente as do autor do artigo de opinião, aconselho vivamente a leitura de livros "Um só Mundo" ou o "Império". Caso não chegue posso referir os autores.
    NB. Os autores não são nem comunistas nem socilistas, são de estrato social, pelo menos, médio - alto!!
    ME | 03.04.2010 | 13.11Hver comentário denunciado
  • Há porcos em todas as facções políticas e estratos sociais, evidentemente. Mas tomar a parte pelo todo é típico dos comunistas que são, antes de mais nada, invejosos e cobiçadores do bem-estar alheio...e às vezes porcos. A história comprova-o. Deixa a PJ combater o crime económico, quando este existe, e os tribunais julgarem os casos. Deixa a SEC e a CMVM actuarem que sabem fazer o seu trabalho. Os tribunais populares são muito propensos ao erro e à asneira, pela sual falta de parcialidade, método e rigor.
    JM | 02.04.2010 | 12.38Hver comentário denunciado
  • Se calhar é que esses capitalistas de que falas são mesmo porcos, não?
    BMW | 02.04.2010 | 11.35Hver comentário denunciado
  • Cala-te, depois não te queixes que a tua casa é pequena e mal localizada e que só os outros é que andam de BM. Mentalidades assim ou têm muita sorte ou passam a vida a falar mal do mercado, dos investidores e dos "porcos capitalistas".
    JM | 01.04.2010 | 16.54Hver comentário denunciado
  • És um mentiroso, JM!
    CALA-TE | 01.04.2010 | 13.45Hver comentário denunciado
  • Pois fique sabendo que o mercado bolsista garante que ideias inovadoras se transformem em empresas de sucesso com beneficio para toda a sociedade sob a forma de mais e melhores bens e serviços. O mercado bolsista permite que a sua ideia adquira financiamento para passar de projecto a realidade. O mercado bolsista é um mercado de empresas e ideias, onde as boas florescem e as más, evidentemente deixam de existir. O mercado bolsista permite ainda que pessoas comuns como eu ou você lucrem, sob a forma de dividendos/lucros distribuidos com o sucesso empresarial de quem empreende com qualidade. O mercado bolsista valoriza o que é um bom negócio de produção de bens e serviços e condena ao desaparecimento os que são maus. O mais engraçado é que qualquer pessoa pode enriquecer a par com os bons se neles souber investir. O mercado está cheio de exemplos de sucesso empresarial que por conseguinte tanbém terão sido excelentes alternativas de investimento, bem mais rentaveis do que um depósito a prazo ou um certificado de aforro gerador de dívida pública. Google, Microsoft, Gilead Sciences e milhares de outras empresas são o que são devido à função de financiamento do mercado e distribuiram lucro e geraram valor em beneficio de qualquer cidadão que não tenha tido um ódio irracional ao mercado.
    JM | 28.03.2010 | 03.32Hver comentário denunciado
  • Este mercados são um "pântano" cheio de areias movediças ... onde existe tanta manipulação ... especulação ... Condenável porque muitas vezes desrespeita a dignidade da pessoa humana ... muitas vezes o bem comum ... subordinados à actuação ...
    Se reparamos a nossa bolsa é de meia dúzia ... Há muitos "Maddoffs" em ponto mais pequeno em Portugal ... o preço do capital ...
    Marluz | 26.03.2010 | 15.10Hver comentário denunciado
  • Parabéns! Sempre em grande forma!!!
    Manuel Tavares | 26.03.2010 | 12.43Hver comentário denunciado
  • Os mestres de Wall Street estiveram sempre na origem dos crashs económicos, não é só deste. O organismo de onde provém o problema está identificado. É preciso agora identificar quem produz o LOGOS desse mecanismo. Leia-se a obra política de Henry Ford, pode ser que ajude. Bela crónica e belo comentário também, o anterior.
    Henry | 26.03.2010 | 12.15Hver comentário denunciado
  • Esperava mais de si, doutor. Esperava que dissesse que o mercado é uma fraude. É um casino onde só ganham os seus proprietários. Como em todos os jogos, os viciados saiem sempre a perder. Toda a gente sabe que os mercados são manipulados pelos seus tubarões e que estes fazem subir e descer as cotações a seu belprazer, sempre para lixar o "apostador" incauto. Interessante este modelo económico em que ninguém é dono de nada e uns quantos mandam. Quem representa os pequenos, em oposição aos especuladores que com 2, 5 ou 8% já têm assento nos Conselhos de Administração, Assembleias, etc. Claro que eles podem participar, mas na prática isso é impossível. São sempre os mesmos a decidir. E a informação privilegiada dos ditos cujos? Sinceramente, acho que essa estória das bolsas deve acabar. Aliás, são elas que estão na verdadeira origem deste crash económico.
    LEIGO | 26.03.2010 | 10.59Hver comentário denunciado
  • Bolas que não consigo criticar este homem! Que excelente crónica! Foram os mesmos "minoritários" que provocaram a crise, aqueles que hoje nos baixam o rating obrigando a sacrifícios que eles próprios causaram. E vamos ter que os continuar a aturar enquanto a economia for o que é.
    Anonimo | 26.03.2010 | 10.16Hver comentário denunciado
  • Bela análise, sim senhor. Mas, infelizmente, para alguns só conta o "mercado do bulhão" . . . !
    alexandre barreira | 26.03.2010 | 07.48Hver comentário denunciado
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