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EDITORIAL

Como reagia a estes discursos políticos?

22 | 04 | 2010   21.12H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Vamo-nos fiando em que a História não se repete, mas para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa. Como reagiria o bom povo português se surgisse agora um político a proferir, com convicção, os discursos do Dr. António Oliveira Salazar que se seguem? Mas há mais, para quem quiser consultar a compilação dos seus discursos públicos, depois de ler, obviamente, os relatos do País nos últimos anos da I República.

«Vão passados sete anos de lutas contra o espírito de desordem, contra a corrupção da administração pública, contra a intolerância da demagogia, contra o parlamentarismo anárquico, contra a guerra de classes, contra o aviltamento nacional, contra a esterilidade das lutas partidárias, contra o desaproveitamento dos melhores valores nacionais, contra o abandono a que foram votadas as necessidades fundamentais do País, contra a não realização das suas melhores aspirações no campo da inteligência e da moral, contra o abandono dos povos, o desprezo das reivindicações do traba-lho, a falta de incentivo, disciplina e protecção da nossa actividade económica, o desânimo que invadira tudo e todos, tirando à Nação não já a vontade de progredir, mas parece até que a vontade de viver.»

«Debalde, porém, se esperaria que milagrosamente, por efeito de varinha mágica, mudassem as circunstâncias da vida portuguesa. Pouco mesmo se conseguiria se o País não estivesse disposto a todos os sacrifícios necessários e
a acompanhar-me com confiança na minha inteligência e na minha honestidade – confiança absoluta mas serena, calma, sem entusiasmos exagerados nem desânimos depressivos. Eu o elucidarei sobre o caminho que penso trilhar,
sobre os motivos e a significação de tudo que não seja claro de si próprio; ele terá sempre ao seu dispor todos os elementos necessários ao juízo da situação. Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar.»

© Destak

34 comentários

  • O que me mete medo é que por metade dos comentários que li, muito pouca gente percebeu o editorial. Cheguei a ver comentarios do género "Diz que a historia não se repete mas está enganada". Um problema da actual democracia é a cegueira e a raiva que se cria quando não se gosta de uma pessoa. Perde-se completamente o sentido racional e vai-se pelo lado emocional. Assim foi eleito Hitler. E serão estes, os que saltam sem pensar, os eleitores do nosso próximo ditador. O que prova que o editorial faz sentido. Eu (sem conhecer) não gosto, nem concordo com quase nada que li da Sra. Isabel mas há que ser racional...
    Luis Silva | 01.03.2011 | 01.10Hdenunciar comentário
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  • Muito bem, Parabéns cara Isabel!
    De facto, Salazar foi um homem brilhante e muio fez por Portugal, conseguiu mudar o trágico fado em que nós viviamos devido à desgraçada 1.ª REPUBLICA.
    É para uma situação dessas que estamos de novo a caminhar, devido a esta corja de politicos, só que já não há Salazar.
    Abel Santos | 26.02.2011 | 14.39Hdenunciar comentário
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  • O "brilhante" editorial da Srº. Dona Isabel é, como ela próprio o sabe, um rasgado exercicio de manipulação por que os discursos citados, feito há 70 anos, num dado contexto, e com um preciso objectivo, conduziu a 38 anos de diatdura, conducinamento industrial, guerra colonial, supressão de liberdades democra´ticas, etc.
    O resto é conversa para que "a croja" não desperte quando alguém de o passo para "por em ordem a casa" como fez o "botas"
    Kassefazemkasepagam | 01.05.2010 | 00.04Hdenunciar comentário
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  • É pena não ter havido escutas ao Salazar e aos grupos económicos de então e às grandes fortunas feitas à sombra da censura e julgarmos esses conluios pelos parametros de hoje.... O que é preciso é ter lata
    Pimpão | 30.04.2010 | 17.29Hdenunciar comentário
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  • O grande problema de Portugal é que com o 25 de Abril, derrubou-se o regime fascista da política mas não se derrubou o fascismo político da cabeça de certas pessoas. 25 de Abril SEMPRE! Abaixo Salazar e Caetano! Viva o Grande Vasco Gonçalves, Militar do povo!
    Nelson Ricardo | 26.04.2010 | 15.44Hdenunciar comentário
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  • Pois, enquanto não há vida há esperança...
    Pois pois | 26.04.2010 | 13.41Hdenunciar comentário
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  • Todos sofremos. O mesmo ferro oculto Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta O mesmo sal nos queima os olhos vivos. Em todos dorme A humanidade que nos foi imposta. Onde nos encontramos, divergimos. É por sermos iguais que nos esquecemos Que foi do mesmo sangue, Que foi do mesmo ventre que surgimos.
    Pois enquanto há vida, há esperança | 25.04.2010 | 17.27Hdenunciar comentário
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  • Dobrar na boca o frio da espora
    Calcar o passo sobre lume
    Abrir o pão a golpes de machado
    Soltar pelo flanco os cavalos do espanto
    Fazer do corpo um barco e navegar a pedra
    Regressar devagar ao corpo morno
    Beber um outro vinho pisado por um astro Possuir o fogo ruivo sob a própria casa
    numa chama de flechas ao redor.
    Salazar nada tem a ver com a vida | 25.04.2010 | 17.26Hdenunciar comentário
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  • Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor! É ter de mil desejos o esplendor
    E não saber sequer que se deseja!
    É ter cá dentro um astro que flameja,
    É ter garras e asas de condor!
    É ter fome, é ter sede de Infinito!
    Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
    É condensar o mundo num só grito!
    E é amar-te, assim, perdidamente...
    É seres alma, e sangue, e vida em mim
    E dizê-lo cantando a toda a gente!
    25 de Abril = Poesia = Sonho = Esperança | 25.04.2010 | 17.25Hdenunciar comentário
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  • Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
    E um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
    Para ver quem é,
    Enquanto o sangue gorgolejar das artérias abertas
    E correr pelos interstícios das pedras, pressuroso e vivo como vermelhas minhocas
    Despertas;
    Enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
    Órfãos de pais e mães,
    Andarem acossados pelas ruas
    Como matilhas de cães;
    Enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
    Com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
    Num silêncio de espanto
    Rasgado pelo grito da sereia estridente;
    Enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
    Cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
    Amassando na mesma lama de extermínio
    Os ossos dos homens e as traves das suas casas;
    Enquanto tudo isso acontecer, e o mais que se não diz por ser verdade,
    Enquanto for precido lutar até ao desespero da agonia,
    O poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:
    Salazar = Prisão = Medo = Morte | 25.04.2010 | 17.25Hdenunciar comentário
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  • Meu amor que eu não sei. Amor que eu canto. Amor que eu digo.
    Teus braços são a flor do aloendro.
    Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo.
    Teus olhos são da cor do sofrimento. Amor-país.
    Quero cantar-te. Como quem diz:
    O nosso amor é sangue. É seiva. E sol. E primavera.
    Amor intenso. Amor imenso. Amor instante.
    O nosso amor é uma arma. E uma espera.
    O nosso amor é um cavalo alucinante.
    O nosso amor é um pássaro voando. Mas à toa.
    Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa,
    Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.
    O nosso amor é como a flor do aloendro.
    Deixa-me soltar estas palavras amarradas
    Para escrever com sangue o nome que inventei.
    Romper. Ganhar a voz duma assentada.
    Dizer de ti as coisas que eu não sei.
    Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.
    Amor-verdade. Amor-cidade.
    Amor-combate. Amor-abril.
    Este amor de liberdade.
    25 de Abril = Amor; Salazar = Castração | 25.04.2010 | 17.24Hdenunciar comentário
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  • Pelo sonho é que vamos,
    Comovidos e mudos.
    Chegamos? Não chegamos?
    Haja ou não frutos,
    Pelo Sonho é que vamos.
    Basta a fé no que temos.
    Basta a esperança naquilo
    Que talvez não teremos.
    Basta que a alma demos,
    Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
    Chegamos? Não chegamos?
    -Partimos. Vamos. Somos.
    25 de Abril = Liberdade = Vida | 25.04.2010 | 17.23Hdenunciar comentário
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  • Era um Abril de amigo Abril de trigo
    Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
    Abril de novos ritmos novos rumos. Era um Abril comigo Abril contigo
    ainda só ardor e sem ardil
    Abril sem adjectivo Abril de Abril. Era um Abril na praça Abril de massas
    era um Abril na rua Abril a rodos
    Abril de sol que nasce para todos. Abril de vinho e sonho em nossas taças
    era um Abril de clava Abril em acto
    em mil novecentos e setenta e quatro. Era um Abril viril Abril tão bravo
    Abril de boca a abrir-se Abril palavra
    esse Abril em que Abril se libertava. Era um Abril de clava Abril de cravo
    Abril de mão na mão e sem fantasmas
    esse Abril em que Abril floriu nas armas.
    Salazar = Fascismo = Morte | 25.04.2010 | 17.22Hdenunciar comentário
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  • Era uma vez um país de tal maneira explorado pelos consórcios fabris pelo mando acumulado pelas ideias nazis pelo dinheiro estragado pelo dobrar da cerviz pelo trabalho amarrado que até hoje já se diz que nos tempos do passado se chamava esse país Portugal suicidado.
    Fascismo Nunca Mais! | 25.04.2010 | 17.22Hdenunciar comentário
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  • Tejo que levas as águas correndo de par em par lava a cidade de mágoas leva as mágoas para o mar
    Lava avenidas de vícios
    vielas de amores venais
    lava albergues e hospícios
    cadeias e hospitais Afoga empenhos favores
    vãs glórias, ocas palmas
    leva o poder dos senhores
    que compram corpos e almas Das camas de amor comprado
    desata abraços de lodo
    rostos corpos destroçados
    lava-os com sal e iodo
    25 de Abril sempre! | 25.04.2010 | 17.21Hdenunciar comentário
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  • Concordo como o MAIS: o verdadeiro democrata revela as FONTES das citações que faz, de outra forma está a esconder qualquer cisa, o que um verdadeiro democrata não faz. E então, afinal, não nos quer esse comentador aqui dizer quem é o autor desse tal depoimento sobre Salazar?
    LÓGICA DA BATATA | 25.04.2010 | 10.32Hdenunciar comentário
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  • não reajo simplesmente, porque sei que todos os regimes politicos são transitórios e a democracia sê-lo-á também. só sei que quem povoar este pais no futuro vão se rir dos nossos discursos também. alguém duvida? eu gostaria de avinhar que regime politico substituirá a democracia, mas que também acaba quase tenho a certesa.... depois os futuros habitantes deste pais irão rir-se com toda a certesa....
    jorge monteiro-algarve | 25.04.2010 | 04.20Hdenunciar comentário
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  • É espantoso! Tirando o Sr. Paulo Pereira, parece que quase ninguém percebeu nada! Assim se percebe a razão do sermão aos peixes. São mais inteligentes.
    Orlando Simas | 24.04.2010 | 23.35Hdenunciar comentário
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  • Isso querias tu saber, ó MAIS salazarista e fascista. Eu sei que custa muito, mas é melhor fazeres o teu trabalhinho de casa. Antes de te oferecer mais deste grande depoimento sobre o teu querido "doutor salazar" digo-te com inteira fanqueza que sou pelo 25 de Abril e como muitos democratas e homens livres deste país digo "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!" Nasci para viver a liberdade e a livre expressão que o teu querido "doutor salazar" fez questão de suprimir durante 4 décadas da nossa história. Foram muitos os que sofreram e até morreram. O que tens a dizer sobre aqueles que sofreram a tortura na António Maria Cardoso? Sabes quem comendava os torturadores? Sim, não fujas à tua vergonha e à tua miséria que está escondida nessa tua mentalidade "comezinha" e até ignorante. Era nem mais, nem menos do que o teu querido "doutor salazar". O tal que a Dona Stilwell quis neste texto cobarde e indigno, fazer uma espécie de homenagem. É preciso mesmo ter lata para numa altura destas falar em salazar quando aquilo que comemoramos é o fim dessa era obscura que tanto fez mal ao nosso País e ao nosso povo.
    A miséria de Salazar | 24.04.2010 | 22.20Hdenunciar comentário
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  • E, como verdadeiro democrata, esqueceu-se de nos dizer quem é o autor de todo esse depoimento sobre Salazar? É que isso é fundamental, sem isso o que diz não significa absolutamente nada.
    MAIS | 24.04.2010 | 21.13Hdenunciar comentário
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  • (continuação) "Salazar deve ter sido um dos portugueses que mais fundamente desprezou os seus contemporâneos, a começar por aqueles que melhor conhecia - os seus partidários. Mostrou sempre uma singular predilecção pelos fracos de carácter, pelos corruptos, pelos que revelassem no seu comportamento qualquer falha ou mesmo qualquer tara sexual! Certos traços da sua personalidade - reservada, fria, distante, implacável - lembram o temperamento castelhano de certos inquisidores e, como os espanhóis, usou o nome, ao contrário do que é habitual nos portugueses, com o apelido da mãe no fim..." (Há mais. Salazaristas e amigos da Dona Stilwell: não me obriguem a escrever o resto deste depoimento, pois é extenso. De qualquer modo, se o faço é pelo respeito que tenho por aqueles que lutaram e sofreram os anos da ditadura. Tenho muita pena que a Dona Stilwell não tivesse consagrado um texto seu em memória aos que, por exemplo, fugiram de Peniche em 3 de Janeiro de 1960, poque ao fazê-lo estaria a viver esta data histórica com alguma dignidade. Em vez disso, preferiu a provocação cobarde que ganha simpatias em espíritos que nada têm a ver com o progresso e a generosidade humanas.)
    Depoimento sobre Salazar | 24.04.2010 | 16.53Hdenunciar comentário
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  • (Sobre Salazar) "Incapaz por natural carência psicológica, de aceitar o diálogo, mesmo no ambiente restrito de um conselho de ministros - e muito menos ainda a franca discussão de ideias dos grandes debates políticos - insusceptível de comunicar com o Povo, impenetrável às ideias novas e às sugestões do tempo, o seu longo consulado conduziu-o a um progressivo ensimesmamento, cristalizando num orgulho desmedido, quase inumano, radicalmente hostil a qualquer evolução ou novidade.(...) Alérgico a todas as formas de crítica, ainda as mais bem intencionadas e moderadas, impos ao País um longo reinado de silêncio, servido por uma censura implacável (que pessoalmente dirigia) e aniquilou, pela acção da polícia política (que também directamente comnandava), todos os centros de possível contestação - partidos, movimentos cívicos, associações culturais, meros círculos de estudo... A ordem que impos ao País foi semelhante à «ordem dos cemitérios», pois como esta, implicava a morte de todas as formas genuínas de vida cívica, política e intelectual.(...)
    Depoimento - Leiam! | 24.04.2010 | 16.41Hdenunciar comentário
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  • Paulo Pereira, mas porquê um discurso do Salazar, logo neste período em que a Dona Isabel foi de fim-de-semana? Não acha isto uma provocação? Quer dizer, podia escolher um discurso de um democrata ou até de alguém pluralista e defensor do debate e das liberdades cívicas... e no entanto, foi logo escolher a figura do Salazar! O que mais me espanta, é a forma como o fez, o que deixa a dúvida se foi uma mera provocação aos que fizeram e defendem o 25 de Abril.
    25 de Abril Sempre! | 24.04.2010 | 16.30Hdenunciar comentário
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  • pelos comentários que li anteriormente, acho que nenhum dos comentadores entendeu o significado do artigo brilhantemente escrito pela Isabel Stilwell. Para mim, a autora alerta para um discurso que foi escrito à mais de 70 anos, ser tão aplicado à realidade actual do pais em pleno 2010. Ou seja, mesmo com todas as liberdades que, felizmente, nós temos hoje, deixámos "cair" Portugal nos mesmos problemas que os nossos avós viveram no inicio do século passado.Talvez o problema não seja politico (questões de esquerda e direita) nem da forma de governar (monarquia, ditadura ou ou governo democraticamente eleito), mas sim de nós mesmos, do próprio comportamento adormecido e acomodado do povo enquanto nação.PARABÉNS ISABEL.
    Paulo Pereira
    Paulo Pereira | 23.04.2010 | 23.46Hdenunciar comentário
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  • na realidade do tempo passado, tudo pode ter
    sido mau, "acredito" mas acredito também que
    toda a sociedade sabia que vivia numa ditadura, e não éramos os únicos por toda a Europa e não só eram os regimes da época,mas o que me faz mais confusão é que foi feito a pouco tempo a escolha da
    maior figura do século XX ? não sei bem
    se foi isso, mas o tal António deOliveira
    Salazar foi nomeada a figura portuguesa
    mais importante do século, será que só votaram fascistas? será que temos tantos
    fascistas em Portugal? ou será que as pessoas de todas as idades que votaram
    são dementes? a história está escrita e
    não só escrita depois de 25 Abril de 1974
    escrita por todo o tipo de pessoas, e de certeza que muita gente se orientou pela
    história, e por alguns comentários de pessoas avulsas da sociedade que tem
    opinião do tempo que viveram em ditadura e o tempo que tem.em vivido desde então, e pessoalmente só posso dizer que se a democracia implantada após o 25 Abril de 1974 é o que vivemos todos os dias
    com corrupção, com empresas publicas vs privadas a sacar todos os cêntimos que
    mal ganhamos, os administradores das mesmas a ganharem tanto num mês como um trabalhador qualificado ganha em 25 anos, se os governos governam o país só com gente do partido em vez de gente
    qualificada, se os governos só governam
    para arranjar tachos para os amigos, só quem for do partido com ou sem qualificação é considerado capaz para toda a estrutura do estado, se se puserem os boys a ganhar fortunas para fazer
    campanha eleitoral todo o mandato de um
    governo, se uma democracia não defende o seu povo em detrimento dos grandes grupos se uma democracia chega ao estado calamitoso em que o nosso pais
    se encontra então meus amigos, os
    democratas deste país deviam de ter vergonha de se dizerem democratas,
    deviam de ter vergonha de não ter sido um democrata a ser eleito a figura do
    século XX , a onde estão os heróis que
    fizeram o 25 Abril? os Soares os otelos e capitães de abril? aonde estão tantos
    heróis? é que os democratas aqueles que cavaram, voltaram para correr com os heróis e fazerem a democracia fraudulenta
    a medida dos seus interesses e levaram
    o país para o estado em que se encontra,
    e mesmo neste caos continuam a ser heróis nas suas mentes, por isso amigos votar no tal Salazar como um herói não fez afrontas a esses democratas esses sim verdadeiros ditadores da ruina
    deste cantinho a beira mar. Por isso minha senhora a história vai ser escrita e todos esses que dizem ser os
    defensores do povo e defensores dos desfavorecidos vão ficar esses sim como
    os verdadeiros carrascos do povo em
    detrimento de uma meia dúzia gananciosos onde eles mesmos estão incluídos.
    domingos soares | 23.04.2010 | 22.36Hdenunciar comentário
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  • Eu acho que vou ficar indignado se o João Malheiro continuar com as suas benfiquices a pôr em causa a imparcialidade do Destak!
    Alex | 23.04.2010 | 20.57Hdenunciar comentário
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  • Sra. D. Isabel, para começar uma correcção; quando diz que a história não se repete comete um erro crasso, a história repete-se sim, e repete-se pelos tempos sem olhar a quem viva no planeta e o que faz dele. Qualquer historiador lhe diz que se quer saber o futuro estude o passado. Podem mudar algumas "nuances", alguns modos de fazer o presente, mas é, e sempre será, uma repetição do que já sucedeu no passado. Quanto ao Salazar, ninguém no seu perfeito juízo pode aceitar uma ditadura isso até uma criança sabe, nem estas aceitam uma ditadura dos pais, nem devem.
    pedro lindo | 23.04.2010 | 18.51Hdenunciar comentário
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  • Para os verdadeiros velhos do restelo, nostálgicos de um passado obscuro, seres de vistas curtas, tais como "É cada um", "Salazar" e "Alexandre Barreira", deixo aqui parte de um testemunho (que é uma grande verdade) pertencente a um bom documento sobre os tempos do fascismo: “Até 1945, o regime politico português a que chamo por comodidade, salazarismo, visto que foi personificado e mantido por um único homem, à volta do qual tudo girou, teve uma certa lógica interna e determinado dinamismo próprio. A partir daí, foi uma longa e trágica sobrevivência, um anacronismo que se perpetuou para além de todos os limites razoáveis, com Salazar agarrado ao poder como lapa indestrutível, interessado tão-só na sua conservação, surdo e indiferente à evolução do mundo e às nuvens de mau presságio que o seu longo imobilismo foi deixando perfilar no horizonte nacional.” Viva o 25 de Abril!
    Abaixo o fascismo | 23.04.2010 | 18.37Hdenunciar comentário
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  • Olha este a apontar o dedo a sociedades em decadência, como se não vivesse numa delas...
    é cada um | 23.04.2010 | 14.30Hdenunciar comentário
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  • Um homem da craveira de Salazar??? É mesmo um discurso bacoco e vindo de uma dessas consciências de café, futebol, muito "Correio da Manhã" e algum bagacinho...
    Está feita a provocação da Dona Stilwell, em vésperas do 25 de Abril... nem uma palavra pelos que sofreram a ditadura. É típico de uma sociedade em decadência, onde os inseguros e os idiotas são eleitos para gerir os melhores cargos. Viva o 25 de Abril!
    salazar nunca mais! | 23.04.2010 | 13.31Hdenunciar comentário
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  • Não se engane ó ALEXANDRE BARREIRA, não se se deu conta mas, estes últimos 36 anos foram vividos já sem qualquer influência desse tal senhor Salazar, pelo que não lhe deitar-lhe ainda por cima as culpas do que neles foi feito é tentar esconder o que os "verdadeiros democratas" que vieram depois não conseguiram fazer. Se reparar, para além de auto-estradas e de programas de informática, praticamente passaram o tempo a destruir o que estava bem feito, creio agora que por simples ódio ao regime anterior. Mas se estao à espera de que volte um homem da craveira do Salazar, esqueçam, que não vai mais voltar. Os povos pagam aquilo que fazem. Estamos a ser comprados por todos os lados, e qualquer dia vem o FMI também, dar-nos dinheiro a troco da hipoteca dos nossos monumentos, ruas, edifícios melhores, centrais de energia, etc., etc., etc. Espero que saiba entender o que isso quer dizer. Mas ajudo: Portugal perdeu a soberania, o domínio sobre si próprio, e foi indirectamente comprado pelos senhores de Wall Street, que farão deles aquilo que muito bem entenderem. Se qualquer dia começar a ver famílias a serem desalojadas das partes interessantes das cidades para nelas colocarem belos apartamentos para onde irá morar gente de fora, lembre-se disto.
    SALAZAR | 23.04.2010 | 10.45Hdenunciar comentário
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  • "Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar.» Este excerto poderia fazer parte do discurso do nosso Primeiro,não acham?
    "Errare humanum est"...o que é preocupante é quando não aprendemos com os erros! E Portugal vai acreditando nos contos de fadas ...
    Marlene Cavaleira | 23.04.2010 | 09.57H
  • ERRATA: "ditadura democrática".
    alexandre barreira | 23.04.2010 | 07.23H
  • Sim senhor, muito lindo ! Descansa em paz, porque passados 36 anos ainda choram lágrimas de sangue pela "diatadura democrática" que estes "patriotas iluminados" nos impingiram . . . !
    alexandre barreira | 23.04.2010 | 07.21H
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