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EDITORIAL

A música que lhes vai embalar o berço

12 | 05 | 2010   21.27H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

No meio das multidões do Terreiro do Paço e nas cerimónias em Fátima, transmitidas pela televisão, dei por mim a reparar nas mulheres grávidas, que apesar da confusão insistem em estar presentes. E a pensar em que medida é que as vozes dos coros que cantam, a voz das orações da mãe chegam ao bebé, ou bebés que estão lá dentro, mergulhados no líquido que os rodeia, muito mais confortavelmente instalados do que as progenitoras.

Talvez por isso dei tanta atenção a uma notícia que dava conta de um novo estudo que comprovava que os bebés reconhecem durante pelo menos um ano, as músicas favoritas da mãe, ouvidas nos três meses antes do seu nascimento.

Sabe-se que os fetos a partir das 20 semanas ouvem perfeitamente, embora o som lhes chegue ligeiramente distorcido por ter de atravessar a água que os rodeia, mas pelos vistos não tão distorcido que não o memorizem.

O estudo formou dois grupos, um de bebés a quem as mães tinham cantado ou tocado uma mesma música durante três meses da gestação, e outro que não tinha sido exposto a esta experiência musical. Onze meses depois, todos os bebés foram expostos a várias músicas, que eram emitidas a partir de uma aparelho colocado em cima e à direita do berço.

Percebeu-se então que as «cobaias», quando tocava a música que conheciam, se agitavam e olhavam intensamente para a fonte do som, manifestando-se uma muito maior indiferença às que não conheciam. Os bebés que não tinham sido sujeitos à experiência reagiam da mesma forma a toda a selecção musical.

Mas, dizem os autores do trabalho, que é mais o ritmo da música do que o estilo que fica. Ou seja, insistem, pode cantar-lhe a 5.ª Sinfonia de Mozart ou uma balada dos U2. Importante é, de preferência, associar à música um momento de calma. É que depois essa mesma música vai ser capaz de o sossegar.

© Destak

6 comentários

  • Editorial pobre. Muito pobre. De uma pobreza franciscana, digna de acompanhar o Papa estes dias.
    pedro lindo | 13.05.2010 | 19.10Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Comentários nojentos como o "Editorial de mau gosto" deviam ser censurados e não publicados, por revelarem um lado negro e reles da sociedade que ninguém beneficia em que exista e se mostre. Aprecio o fairplay de IS, mas ninguém ganha nada com isto.
    Guedes | 13.05.2010 | 08.22Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • E isto para não falar da música que nos cantam todos os dias . . . !
    alexandre barreira | 13.05.2010 | 07.03Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Isabel, sempre muito medíocre... Para esta anornal de primeira categoria, quem não vota num partido central, defende a tradição (seja lá o que isso for) e goste de U2/Xutos & Pontapés, não é digno de respirar o mesmo ar que ela... aliás, só de lhe olhar as trombas, rapidamente concluo que ela cheira bufas e o odor pestilento que deve exalar do seu corpo mal-amanhado... um nojo completo! Por isso eu me revolto contra os terrorista da ETA e da Al-Qaeda: porquê matarem gente que não conhecem, quando têm tantos motivos para fazerem evaporar gentalha que EFECTIVAMENTE é uma merda??!!! Olhem para esta foto: http://www.imvf.org/fotos/editor2/AF_Isabel%20Stil well.jpg. Sinceramente, quem é que é o anormal que não deseja esmurrar um focinho preconceituoso destes? A sorte desta cabra preconceituosa é que há-de ter um filho mais paneleiro que o Carlos Castro e uma filha mais desbocada/desbrochada que a Cinha Jardim... depois vai morrer, não vai ter importância nenhuma no mundo e Deus vai empurrá-la com um pontapé para os ínferos nauseabundos - um odor e um contexto que, de resto, ela não deverá estranhar...
    Editorial de mau gosto | 12.05.2010 | 23.05Hver comentário denunciado
  • lx
    kjahsl | 12.05.2010 | 22.11Hver comentário denunciado
  • Comovermo-nos
    comomelhordenós
    É muito difícil escrever sobre
    emoções, sobre o nó que sentimos
    na garganta, sobre as lágrimas que
    nos saltam aos olhos, sobre aquela
    mistura de alegria e tristeza em
    que somos assaltados por memórias,
    as mais antigas e as mais recentes
    num turbilhão de sentimentos
    que nos tiram o fôlego e nos
    fazem irromper em soluços. Comovermo-
    nos pelo melhor que há nos
    outros à nossa volta e pelo melhor
    que há em nós, vencidas as barreiras
    que vamos erguendo para sermos
    mais produtivos, mais funcionais,
    mais eficazes, mas que acabam
    por nos impedir de sentir.
    No Terreiro do Paço, ontem, frente
    ao Papa, frente ao Tejo, uma multidão
    de portugueses desligou o piloto
    automático, esqueceu os problemas
    imediatos e deixou-se emocionar.
    Deixou-se envolver nos cânticos,
    na alegria, no azul do céu, nos
    bebés ao colo das mães, nos sorrisos
    que se trocavam, nos gestos, no
    toque, na emoção que se encontra
    quando outros olhos inesperadamente
    fitam os nossos, no boné que
    se tira em cumprimento ou respeito,
    no gesto de reconhecimento que
    se faz, no abraço que se dá à
    pessoa do lado, sem que importem
    editorial@destak.pt
    I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I
    EDITORIAL
    idades, etnias ou mesmo religião.
    Unidos desta vez não no grupo de
    amigos, nem sequer na nossa família,
    nem mesmo no facto de sermos
    portugueses, mas acima de tudo
    porque tomamos consciência de
    que somos todos e acima de tudo
    pessoas. E que pertencemos a um
    tempo e a um lugar.
    As boas experiências fazem-nos
    querer ser melhores. Fazem-nos
    esquecer rancores, ódios e críticas,
    e desligar, nem que seja por momentos,
    a ânsia de encontrar
    razões para desconfiar, de encontrar
    contradições que fundamentem
    o nosso cepticismo. As experiências
    de comunhão, por muito
    conotada que possa estar a palavra,
    incendeiam em nós o desejar
    mudar e, mais do que isso, a acreditar
    que vamos ser capazes.
    Porque ontem fomos capazes. Ontem
    concretizámos um projecto, fomos
    capazes de nos organizar para
    que tudo corresse sem sobressaltos,
    aliámos a estética ao ritual, fomos
    pontuais, estivemos uns com
    os outros sem lamúrias, juntámos
    as vozes numa só voz, em redor de
    um homem de 83 anos, de sorriso
    divertido, e sapatinhos encarnados.
    Ainda bem.
    .../... | 12.05.2010 | 22.01Hver comentário denunciado
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