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EDITORIAL

Sócrates Araújo Pereira enfrenta motim no PE

13 | 12 | 2007   08.16H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Ponho as mãos no fogo que não foi José Sócrates a enfrentar, ontem, o motim de eurodeputados em Estrasburgo, que o interrompeu sucessivas vezes, quando discursava na cerimónia de proclamação e assinatura da Carta dos Direitos Fundamentais. Cá para mim era, de certezinha absoluta, Ricardo Araújo Pereira, contratado para fazer a cena, até porque, como toda a gente sabe, hoje o primeiro-ministro já vai ter um dia agitado a fazer, novamente, de alegre anfitreão dos «colegas» que vêm a Lisboa, assinar o tratado e andar de eléctrico à borla.

Se não acredita vá ver o «filme» ao Youtube ou ao site da SIC. Tem os tiques todos do Gato Fedorento, o ritmo das palavras embaladas pelos gestos teatrais que tão bem ficam nesta quadra natalícia. Sócrates/Ricardo, rodeado por uns senhores, com idade para terem juízo, vestidos de T-shirts pretas, empunhando cartazes a dizer «referendum», e a fazerem uma chinfrineira dos diabos. Entre gargalhadas, praticamente provocaram um ataque de cardíaco ao pobre do presidente do PE, um senhor que se dá pelo nome de Hans-Gehrt Poettering, e que, bem vistas as coisas, tinha muitas semelhanças com o Diogo Quintela! E que bem deve ter lamentado que o discurso não fosse antes proferido por Angela Merkel, a quem ninguém levanta a voz.

De qualquer forma, Sócrates Araújo Pereira não se deixou intimidar, explicando, como quem dá uma lição a um Jardim de Infância, «que por muito que (os meninos) gritem, esta é uma data fundamental da história europeia». Suspeita-se, porém, que tenha feito chegar o seu veemente protesto à governadora civil lá do sítio, porque francamente se até na Covilhã a polícia consegue calar os manifestantes na véspera, como é que uma coisa destas se admite «lá fora»?

À saída do PE lá disse: «Eu gosto destes momentos parlamentares.» É de homem! Coitado, por cá só há um Louçã, um Santana Lopes e um Portas. Quanto ao referendo, poupem-me. Quanto muito deveria ser prerrogativa dos países que pagam, nunca dos que só recebem! Fim do sketch.

© Destak

5 comentários

  • Bela analogia repleta de piada!
    João Tomé | 14.12.2007 | 09.45H
  • "...deveria ser prerrogativa dos países que pagam..."

    Mas que frase... miserável. Mais uma vez, você mostra a sua brilhante capacidade intelectual. Como é que alguém que escreve para milhares de portugueses, diz algo assim? Sinceramente, não sei. Você passou todas as marcas.

    Isabel, você conhece a história de Portugal? Então vá aprender e depois venha ler o restante! Você acha que os países como, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, dão dinheiro por pena dos mais pobres? Você não acha que estes países, têm o interesse em que todos os outros sejam parecidos com eles?
    Agora que já sabe a história de Portugal e os interesses dos países acima referidos, diga-me: acha que Portugal deve ser tratado assim? Melhor: acha que os portugueses devem permitir esse tratamento?

    Foi a última vez que escrevi no Destak. Isabel! E você?
    x | 13.12.2007 | 19.04H
  • eh, eh, eh... bem visto este artigo...
    JS, Lisboa | 13.12.2007 | 11.14H
  • É O MELHOR ARTIGO QUE JÁ LI DA SUA AUTORIA!
    Por isso lhe dou os parabéns.O artigo tem graça,não ofende e é reflexo genuino do sucedido.Já agora,que é feito da sua indefectível defensora,a CAT?Gosto tanto quando se empertiga em bicos de pés em sua defesa!...
    jovemvidente | 13.12.2007 | 09.42H
  • SINCERAMENTE, MINHA SENHORA, NÃO PERCEBI NADA DO QUE ESCREVEU. JULGO QUE O "FILME DE FICÇÃO" QUE QUIS DAR À COISA, À MODA DOS STATES, COM PASSADEIRA VERMELHA E TUDO, FICOU MUITO À QUEM DOS FILMES PRODUZIDOS EM PORTUGAL.
    COM OS MEUS MELHORES CUMPRIMENTOS.
    O JUSTICEIRO | 13.12.2007 | 09.30H
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