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EDITORIAL

Por tolerância zero ao rapto parental

25 | 05 | 2010   20.30H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Somos um dos países do Mundo onde é melhor ser criança, revelou um estudo recente da Save the Children.

Apesar de não sermos ricos e de haver uma franja de pobreza muito preocupante (e que a crise económica tem vindo a agravar), a taxa de mortalidade infantil baixou de forma espantosa nas últimas décadas, os cuidados médicos pré-natais e na primeira infância são bons, nomeadamente a cobertura de vacinação, e o ensino primário é para todos.

É claro que estas avaliações têm sempre mil lacunas, mas se deixam de fora algumas realidades más, também omitem as boas. E de todas as boas, se calhar uma das melhores é a segurança em que vive a maioria das nossas crianças. Continuamos a ser um país seguro, com uma criminalidade baixa e em que os raptos e os desaparecimentos de menores «não resolvidos» são muito poucos, com uma polícia que se esforça por se tornar mais eficaz e que conta com o apoio de organizações como o IAC, que ajudam a sinalizar e a prevenir os riscos.

Há, no entanto, um tipo de rapto que ainda parece contar com alguma benevolência das autoridades, o rapto parental, excluído das situações em que se acciona o alerta geral previsto para situações de desaparecimento de menores. Num debate sobre o assunto, um responsável do Ministério da Justiça explicou-me que se parte do princípio de que o pai ou a mãe que desaparece com o filho não lhe fará mal, daí não haver a mesma urgência em encontrá-lo.

Muito sinceramente, pareceu-me um absurdo, não só porque há pais e mães que maltratam e matam os filhos, como porque a angústia do progenitor que não sabe da criança é insuportável, como ainda porque um tal desrespeito por uma decisão de um tribunal não é admissível. Mas sobretudo por respeito à criança, que não pode ser um objecto nas mãos de ninguém.

© Destak

9 comentários

  • Caso você chegue em um hospital com seu filho ensaguentado, provavelmente ele será imediatamente atendido. Caso você segue com o seu filho todo machucado em um tribunal, provavelmente providências seram tomadas para punir o agressor. Mas estas agressões causam sangramento interior, não facilmente visivel, somente olhos aguçados e experiêntes seriam capazes de ver tal dano, situações como a que você relata, causam danos internos e muitas vezes irreversíveis, mas não são visiveis ao olhos despreparados, dai a inércia da grande maioria do judiciário. Deveras triste.
    Edson Guimarães Silva | 27.05.2010 | 02.18Hdenunciar comentário
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  • Grande parte da culpa cabe aos tribunais. Primeiro, um processo de custódia de uma criança pode demorar seis ou sete anos, segundo, há muitas vezes um péssimo aconselhamento da parte das(os) assistentes sociais que olham mais ao nível económico dos progenitores do que ao verdadeiro interesse ou amor pela criança, e aí o Juiz deveria ser mais criterioso e cuidadoso na análise dos processos. Tudo isto leva a que se cheguem a situações extremas que no fundo ninguém quer chegar mas... Depois há as histórias mal contadas que fazem com que as coisas parecem ser de um modo, mas que não o são, e o que parece um rapto não passa de um fazer valer dos legítimos direitos do pai ou da mãe, que cansados da lentidão, das mentiras e dos enganos levam a fazer justiça fora dos tribunais. Eu em alguns casos que conheço lastimo que tenham que chegar a esse ponto mas concordo plenamente com esses "raptos".
    pedro lindo | 26.05.2010 | 21.19Hdenunciar comentário
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  • O rapto parental em Portugal pelos vistos continua a não ser crime.Os casos que tenho conhecimento próximo são mais as mulheres a fazê-lo que os progenitores pais.
    Ao fim de 36 anos pós 15 abril, aquela frase do Sr. Alexandre Barreira continua a ser usada e permitida:entre marido e mulher n metas a colher e entre filhos e pais...normalmente a mãe é que tem todos os direitos!!!!
    Tenho pena...mas estas gerações novas n têm nada a ver com o passado e também querem ser PAIS a tempo inteiro, mesmo depois das separações!!!
    maria duarte | 26.05.2010 | 16.42Hdenunciar comentário
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  • A mãe do meu filho raptou o meu filho.
    Eu fui fazer uma queixa-crime mas o Chefe da PSP tentou, durante quase meia hora, demover-me de o fazer.
    Claro que fiz a queixa-crime. Quando a mesma chegou ao Tribunal emperrou logo...
    Com qualquer das múltiplas queixas-crime apresentadas pela mãe do meu filho com falsas acusações e calúnias o tribunal deu-lhes total cobertura...
    É Portugal no seu pior...mas é a realidade,ainda, nos nossos tribunais...
    X | 26.05.2010 | 15.07Hdenunciar comentário
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  • O representante do M. Justiça deve ter-se esquecido de refeiri que os tribunais partem do princípio de que os pais tratam bem dos filhos mesmo quando os raptam ( e alienam do outro progenitor...) se forem mães... se forem pais (homens) terão a Polícia logo atrás... neste país à beira-mar plantado ainda há uma grande diferença entre a aplicação da Lei e os preconceitos...
    Igualdade Parental ainda é um mito...
    Alienação parental é considerada uma não doença, logo não existe...
    Os meus filhos são alienados de mim e da minha família há mais de 10 anos e no tribunal e na Segurança Social o tema Alienação Parental ( que eu desconhecia o que era e de que havia pessoas capazes de o fazer...) é um verdadeiro tabu...
    AA | 26.05.2010 | 14.51Hdenunciar comentário
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  • Em Portugal o rapto parental é um crime que compensa.
    Com a desculpa de proteger o filho, foge-se com ele e cria-se uma situação de facto consumado. A policia não se preocupa com o caso, porque considera que a crinaça está em boas mãos(?) e ao fim de algum tempo já se criou mais um orfão de pai vivo. Não conheço nenhum caso de condenação pelo tribunal desse crime. A desculpa é que se pretende proteger o filho. o objectivo escondido é conseguir uma vingança magoando o outro progenitor e pouco importa se de caminho se magoa e prejudica irreversivelmente o filho. Para quando a cadeia para este crime? Obrigado Isabel Stilwell pela coragem e pelo bom trabalho.
    Luis Gameiro | 26.05.2010 | 12.52Hdenunciar comentário
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  • As ambulâncias passam os dias a causarem-nos problemas nos tímpanos. No entanto, na Suécia, elas raramente gritam e colocam música clássica no seu interior para baixar o stress a toda a gente, e primeiramente ao doente. Os macacos daqui não pensam assim. Gostam é de criar stress À sua volta, por onde passam, porque se divertem com isso. São seres primitivos, alguns patamares abaixo do actual estado de evolução. Há que ter tanta paciência com a macacada, principalmente depois de lhes terem dado óculos escuros!
    DAAA-SSEEE | 26.05.2010 | 12.47Hver comentário denunciado
  • Minha cara, o rapto parental é um "cancro" que muitas vezes se desenvolve através de instabilidade familiar e não só.
    Mas o mais grave e como o disse e bem, é ainda existir uma certa benevolência das nossas autoridades.
    A velha história do "naõ metas a colher entre marido e mulher" ou entre "pais e filhos", tem que mudar radicalmente . . . !
    alexandre barreira | 26.05.2010 | 07.57Hdenunciar comentário
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  • boaaaa.... ainda há instituições especialistas em raptos parentais, são tipo terrorismo começam a morrer e acabam a matar, mas garantem ganhar o rapto. o Ministério da justiça e da Segurança Social,que não se coidem, que um dia dá bronca. criam-se mosntros que teem de ser alimentados. fala quem sabe
    jorge Monteiro-algarve | 26.05.2010 | 05.56Hdenunciar comentário
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