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EDITORIAL

Combater a pobreza para nosso bem

22 | 06 | 2010   22.15H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

«Só as redes sociais e de vizinhança têm impedido que a situação social portuguesa expluda», afirmou o bispo do Porto no lançamento do livro O que sabemos sobre a pobreza em Portugal, que aconteceu ontem na Faculdade de Economia daquela cidade. E depois avisou: «Não podemos pensar em termos imediatos. Precisamos de ter cuidado e abrir os olhos, sendo mais solidários, porque é da nossa própria sobrevivência que se trata.»

Aura Teixeira, uma das três coordenadoras da obra que reúne textos de oito grandes especialistas na área, lembrou que combater a pobreza de uns (e são muitos) é contribuir para a riqueza de todos. Afinal, quantos mais portugueses tiverem acesso à educação, à saúde, ao trabalho, mais irão produzir e consumir, contribuindo para um pais mais rico, de que seremos todos usufrutuários.

Num primeiro momento estranhamos este «combater a pobreza para nosso próprio bem». Estamos mais habituados ao apelo à solidariedade altruísta, em que se dá sem olhar ao que se recebe.

Mas D. Manuel Clemente e Aura Teixeira usam uma estratégia mais inteligente para o momento actual. Quando as pessoas estão assustadas, porque perderam de facto qualidade de vida ou porque temem vir a perdê-la, fecham-se sobre os seus problemas, sitiando-se atrás de muralhas, o azeite a ferver preparado para lançar sobre os inimigos, reais ou imaginários. As desgraças dos outros tornam-se secundárias, e é fácil embarcar num “salve-se quem puder”.

Provavelmente, só se quebra este egocentrismo deixando claro que tudo o que diz respeito aos outros nos diz respeito a nós, porque a vida em sociedade é uma teia complexa em que não é possível puxar um fio sem que os outros venham atrás. Talvez a estratégia resulte. Talvez o medo dos efeitos do nosso egoísmo nos faça abrir os olhos. Se calhar é isto o “Deus escreve direito por linhas tortas”.

© Destak

4 comentários

  • QUE SE CUIDEM OS RICOS PORQUE OS POBRES ESTÃO A CAMINHO DA PROCURA DO COMER.
    tocorreia | 29.06.2010 | 16.31Hdenunciar comentário
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  • Quando vejo Portugal a entrar em decadência, e a geração do Maio de 68 falar ou escrever a palavra solidariedade, fico com vómitos. Se a geração do Maio de 68 fosse solidária, também fazia uma mudança séria nas reformas que recebem ou qu vão receber em breve, e que sabem que as gerações vindouras nunca vão receber.
    O estado a que este país chegou também é responsabilidade deles, mas eles não querem saber de nada. Os velhos escapam com todas as benesses, e os jovens sofrem com as irresponsabilidades dos mais velhos.
    Geração do maio de 68 = Geração de merda
    Roberto | 23.06.2010 | 15.52Hdenunciar comentário
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  • Aonde está a justiça o juiz do tribunal de cascais decide sobre a providencia cautelar do despedimento colectivo de 112 familias do casino estoril no dia 22 – 06 -2010
    Este sr. juiz o mesmo da primeira providencia cautelar disse que estas providencias cautelares entraram atrasadas o juiz que da primeira disse que entrou cedo demais isto é a justiça que temos e bem diz o bastonário dos advogados não há justiça em portugal caro AMIGO.
    Ministério do trabalho não quer saber , Fiscais do trabalho viram as ilegalidades no terreno mesmo dentro do casino estoril e nada fazem , Juiz que contra-diz as suas sentenças por fim Politicos de todas as partes em portugal que tapam os ouvidos fecham os olhos e nada fazem sobre o desemprego em portugal e em concreto sobre o despedimento colectivo e selvagem o de 112 familias do casino estoril .
    A minha unica razão de viver neste país é que esta podridão de governo e compadrio tambem morrem não ficam eternamente sobre a terra .
    ISTO NÃO SE FAZ EM PAISES CIVILIZADOS.
    ferreira | 23.06.2010 | 08.02Hdenunciar comentário
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  • É verdade minha cara, é uma bomba que quando explode, pode fazer muitos estragos e é difícil de controlar . . . !
    alexandre barreira | 23.06.2010 | 07.55Hdenunciar comentário
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