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EDITORIAL

Enquanto Superman não salva a escola...

27 | 09 | 2010   22.21H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

O filme à Espera de Superman, sobre o estado da educação nos EUA, estreou em Nova Iorque, entre polémica acesa. Realizado por Davis Guggenheim, é um documentário sobre o que não funciona nas escolas americanas, com a vantagem de mostar o trabalho daquelas que conseguem sair da mediocridade.

O argumento parte da pergunta chave: porque é que, apesar do investimento, de turmas pequenas, e de mais professores, os resultados no ranking da OCDE continuam a deixar os EUA em 24.º lugar? No trailler, Portugal figura na imagem, por décimos de segundo, porque está logo abaixo, em 25.º lugar, provavelmente por razões de fundo semelhantes.

É mais fácil perceber as consequências de um mau sistema de educação do que as causas. Mas as consequências são tão graves (quem não completa o liceu tem oito vezes mais probabilidade de acabar na prisão, diz o filme) que é fundamental encontrá-las.

E “Superman” levanta muitas pistas. Deixa claro, por exemplo, que é possível ensinar todas as crianças, mantendo níveis de exigência altos, como acontece numa escola pública de Los Angeles onde os alunos superam todas as outras do mesmo Estado, embora 95% sejam pobres.

Deixa claro, ainda, que os bons professores fazem a diferença, e que quando há a coragem de ultrapassar o bloqueio dos sindicatos e implementar programas de avaliação que têm em conta o progresso escolar dos alunos, os resultados permitem distinguir o trigo do joio, impedindo que um mau professor estrague o futuro a uma criança.

Aliás, a crítica subjacente ao papel dos sindicatos dos professores fez subir o tom, com vozes a acusar Guggenheim de os tornar nos bodes expiatório do caos instalado, e outras a defender que é tempo dos sindicatos “deixarem de proteger os maus professores e começarem a ajudar os bons”. Sem data para a estreia em Portugal, espera-se que “Superman” chegue depressa e faça pensar.

© Destak

9 comentários

  • कट्टर à presidencia, viva a कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर कट्टर
    Charles | 29.09.2010 | 09.06Hver comentário denunciado
  • É claro que me ando a repetir porque ando a dizer isto há imenso tempo, mas não sei do que é, sinto que quero pensar e dizer algo de novo mas sai-me sempre esta lenga-lenga... Será que será demência, dona Isabel?
    कट्टर | 28.09.2010 | 23.18Hdenunciar comentário
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  • Já é altura o DESTAK fazer como o record e correiomanha,quem quiser comentar tem que registar,senão vem aqui gente aos insultos e provocações,dá uma má imagem ao DESTAK.Se isso continuar assim não venho mais.Obrigado
    "Também aqui vigora a lei portuguesa, nomeadamente no direito ao bom nome. Não são aceites comentários ofensivos a pessoas ou instituições.
    Reservamo-nos o direito de eliminar os comentários que sejam considerados insultuosos ou não digam respeito ao tema em questão.
    ,Para mais informações, por favor leia as condições legais de utilização."
    anónimo
    कट्टर | 28.09.2010 | 21.21Hdenunciar comentário
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  • A Arbitagem, não sei se é da dita Liga ou da Federação está de tal maneira em crise, por querer comparar um Ser Humano a arbitrar e um video a colher imagens seguidas de de um trabalho. Enquanto um julga em segundos o video julga, regride e voilta a julgar, julga em câmara lenta, etc.. O Presidente vem repreender em Praça Pública os seus subordinados.
    Como eles neste momento dependem dos chorudos ordenados e prémios. E convocatórias internanionais. Não se podem dar ao luxo de não aparecerem para arbitrar.
    Segundo a antiga lei de arbitragem, do chamado desporto Rei, quando faltava o Juiz da Partida era escolhido entre o público um já Árbitro ou alguém que pudesse fazer esse posto. Agora tudo parece uma peça de teatro com transmissão em directo ou em diferido. O Futebol do tempo em que os portugueses negociantes de vinho generoso iam ao Reino Unido e viam um dérbi de Futebol e ficavam de boca aberta e olhos arregalados está morto e enterrado nos campos pelados de outrora.
    Bem-haja
    Zé Ernesto Gaia
    कट्टर | 28.09.2010 | 21.19Hdenunciar comentário
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  • Essa do "quem não deve não teme" depende do conceito de DEVER e que QUEM define o que é DEVER. Repare que se quem definir o que é o DEVER for um DITADOR, ou um grupo de DITADORES, usar a ideia de "quem não deve não teme" seria simplesmente uma forma de permitir perpetuar a DITADURA. Os ditados são paus de dois bicos, cuidado, antes de os usarmos devemos limpar bem o terreno de acção. Segundo, os professores são sistematicamente avaliados pelas direcções das escolas. Já os políticos são um descalabro, pois eles não são sequer avaliados nas eleições, como diz. Uma eleição não avalia um político, concede-lhe é mais crédito ou não. Só que os políticos de hoje esgotaram o crédito. A maioria deles são mentirosos e entram e saem em cena só porque o tempo passa e as pessoas se esquecem da porcaria que eles fizeram, e porque não há para aí um mercado de políticos onde pudéssemos ir buscar outros melhores do que aqueles que temos, como há de professores. Os políticos são a frente dos lobbies, mais nada, o país não lhes interessa. Gente dessa não tem sequer categoria para ser avaliada como guardiões ou benfeitores da coisa pública, mas unicamente como malfeitores dissimulados. Mas podia-se inventar algumas formas de avaliação. Por exemplo, para começar, deveriam ser publicadas diariamente nos órgãos de comunicação social as presenças na Assembleia da República. Os professores que não estiverem presentes levam faltas. Os nossos políticos também? Mostrem aos cidadãos as faltas dos políticos que eleitos! Diariamente! E depois há muito mais que pode ser feito. E depois passem à avaliação da comunicação social, e da sua responsabilidade no facto de os alunos se estarem cada vez mais nas tintas para os estudos e para o dinheiro que os pais gastam com eles. Pano para mangas... cumprimentos.
    AVALIEM OS POLÍTICOS | 28.09.2010 | 13.26Hdenunciar comentário
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  • Oh PROFESSORES MELHORES QUE ALUNOS os politicos são avaliados numas coisas chamadas: ELEIÇÕES agora se as pessoas não votam o problema já nao é dos politicos, na nossa sociedade a única classe que não é avaliada são os professores, mas porque os professores nao querem ser avaliados? quem não deve não teme, os bons professores nao deviam de temer a avalição se calhar quem não quer ser avaliado são os MAUS professores...
    Charles | 28.09.2010 | 12.47Hdenunciar comentário
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  • Estranho agora haver até necessidade de lutar contra a mediocridade de certas escolas de hoje. No Estado Novo não havia sequer escolas medíocres... evolução? Grande treta!!! Depois, como o senhor Guggenheim é de origem judaica, o pessoal fica a pensar se esta coisa de ir contra o ensino público não seja uma forma de tentar afrontar e criar problemas a Obama, dado o presidente parecer não estar muito por os ajustes com as políticas de expansão de colonatos de Israel... quanto ao nível a que se encontra Portugal ser igual ao dos USA, não admira, pois que nas últimas décadas o que se fez foi implementar sistemas baseados na imitação dos USA. E esse maniqueísmo estúpido que o filme parece espicaçar diz-nos tudo. É propaganda para um dos lados da coisa. Não será, por isso, um filme documental, mas mais um filme de propaganda que vai ser passado também em Portugal. Reparem que está de acordo com a onda dos media de tentarem atirar as culpas para os professores! Pode haver professores fracos, mas sem dúvida que muito mais fracos ainda são os políticos, os alunos e as teorias de muitos que na sociedade têm voz e influência nos media. Esses sim, deviam ser avaliados.
    PROFESSORES MELHORES QUE ALUNOS | 28.09.2010 | 12.15Hdenunciar comentário
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  • Pera aí mas o Socrates queria avaliar os professores para quê? para que o ensino melhora-se para que "como acontece numa escola pública de Los Angeles onde os alunos superam todas as outras do mesmo Estado, embora 95% sejam pobres" para que com os super professores ensinem super alunos??? naaaaa deixa-te disso Socrates deixa a mediocridade vigorar assim é melhor...
    Charles | 28.09.2010 | 08.32Hdenunciar comentário
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  • Afinal a fraqueza do super homem não é a kryptonita, mas sim os professores . . . !
    Então, é por isso que deixaram de fazer filmes do superman . . . !
    alexandre barreira | 28.09.2010 | 07.17Hdenunciar comentário
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