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EDITORIAL

A maré baixa deixa ver quem anda nu

28 | 10 | 2010   20.16H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

O dinheiro faz falta. O dinheiro vai fazer-nos muita falta no próximo ano. Mas aprender a viver com menos, desde que esse menos seja digno, não é necessariamente mau. A verdade é que valorizamos mais as coisas quando são bens escassos, e fazer omoletes sem ovos até nos pode obrigar a ser mais criativos e a alocar recursos com mais inteligência.

Por tudo isso, não são orçamentos mais apertados que me metem medo, mas sim a irracionalidade e a falta de visão que alguns cortes revelam, a falta de carácter e a incompetência que as dificuldades deixam mais evidente, porque como disse um político britânico há dias, «Quando a maré baixa deixa ver quem nada sem fato de banho». De facto, quando há dinheiro, a desorganização interna do Estado, das empresas, e mesmo a das famílias, passa despercebida.

Mas, no dia em que é preciso definir prioridades, decidir qual é, afinal, o negócio principal da empresa, ou os valores que regem uma família, fica claro que os elementos daquela equipa, que aparentemente trabalhavam por um objectivo comum, têm afinal “agendas” muito particulares. E se não houver a capacidade de traçar um plano claro, e de consenso, a estrutura que parecia tão sólida vai partir-se aos bocadinhos, para não deixar nada. Nessa altura, vão culpar os bancos, as bolsas, o político do dia, mas a verdade é que a culpa é interna, é só delas.

E é esse o lado mais sinistro da crise que vivemos e aquele que, de um dia para o outro, nos pode deixar sem chão, realmente perdidos. E é contra este perigo que devemos lutar. Até porque a instabilidade que a mudança provoca, a incerteza que deixa, torna o clima emocional explosivo. Mais do que nunca é preciso que as relações sejam leais, que os amuos e os rancores fiquem no quarto de brinquedos, e que as injustiças dos actos e das palavras não sirvam de rastilho. Essa é a crise que me assusta.

© Destak

13 comentários

  • E o tempo passa e eu sem encontrar o meu burro!!!
    Só me impingem burros "chico-espertos". Será que não encontro um genuíno!?
    HELP,please.
    pedro lindo | 01.11.2010 | 22.10Hdenunciar comentário
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  • Onde estão os jornalistas e os comentadores que diziam que os gastos do Governo estavam dentro da média Europeia? O País mais pobre e desgraçado da Europa devia gastar como tal e não como rico.
    Milhazes | 30.10.2010 | 12.50Hdenunciar comentário
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  • PEDRO LINDO, já sei onde podes encontrar um burro genuíno e até escolhê-lo. Vai a casa do ZÉ FEIO e do HAJA PACIÊNCIA e encontras dois!!! Depois é só escolher qual deles é o mais burro! :)
    :))) | 30.10.2010 | 11.26Hdenunciar comentário
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  • Meus caros !
    A caldeirada já está pronta . . . !
    E quem não a provar é "burro" ou é "esquizofrénico" . . . !
    Por favor, deixem-me uma "malga" . . . !
    alexandre barreira | 30.10.2010 | 08.22Hdenunciar comentário
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  • Oh Pedro Lindo,podes comprar o Alexandre Barreiras,que ele é mesmo um burro genuino!Tens é que ter cuidado que ele é esquizofrénico...e morde.
    zé feio | 30.10.2010 | 01.02Hdenunciar comentário
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  • O Alexandre Barreira deve ser um génio.Os comentários dele têm uma profundidade de pensamento que nos deixa perturbados!...É como a outra que disse que estar morto é o contrário de estar vivo...eheheheheheh.
    OH Alexandre,trata-te,e não faças comentários idiotas....
    haja paciência... | 30.10.2010 | 00.57Hdenunciar comentário
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  • A chegada à adolescência traz, frequentemente, muitas crises. Esta é a primeira. Em que finalmente se percebe que a esperteza saloia de quem sempre tinha (e vendia) soluções rápidas para tudo, e que ainda agora continua a proceder da mesma forma, mas já só por hábito de o fazer, afinal não passava de gente pouco esclarecida, ignorante, e saloia, portanto... durante várias décadas eles foram os reis da bicharada, os que se riram da inteligência, os que menosprezaram os sábios, os que se armaram em arrogantes e massacraram com bulling os lúcidos de espírito. Hoje, esse mar de gente acriançada sente-se finalmente a entrar em crise, numa crise de orgulho, dado ver-se finalmente chegado às portas da realidade. Uma realidade que é belíssima, diga-se de passagem, mas que esse mar de gente nem sequer consegue entender como tal, devido à cegueira em que o traz as ilusões da infância e da puberdade.
    VENDEDOR DE BUNKERS | 29.10.2010 | 13.34Hdenunciar comentário
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  • Apreciei o comentário fleumático do ALEXANDRE BARREIRA, hehe. Mas se pensarmos bem o mexilhão também tem uma concha que pode usar como bunker... É só usá-la também.
    VENDEDOR DE BUNKERS | 29.10.2010 | 13.12Hdenunciar comentário
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  • Já que este editorial é mais um daqueles vulgares e que nada acrescentam ao já diariamente dito e cansado de dizer, faço um apelo:
    Alguém me diz onde posso comprar um burro?
    Não me digam para ir a Belém nem à A.R., porque não quero burros armados em espertos, quero um burro genuíno, que saiba que é burro e se assuma.
    Estou a fazer um pedido sério, quem souber diga-me por favor.
    pedro lindo | 29.10.2010 | 12.13Hdenunciar comentário
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  • Para mim, não existe crise! O que existe é uma aproximação da realidade, porque o que esta sociedade está, ou estava a criar, era um desfazamento da realidade que criou ilusões e asneiras que, espero, sejam agora pensadas e corrigidas!
    anónimo | 29.10.2010 | 11.01Hdenunciar comentário
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  • Bom dia Isabel, Parabéns pelo editorial de hoje e de todos os dias... É alvo de comentário quase diário entre mim e as minhas colegas... Nunca o deixe de fazer pois é o artigo que mais gosto de ler... Deve ser um orgulho trabalhar com alguém como a Isabel. Bom dia de trabalho.
    Filipa Freitas | 29.10.2010 | 10.32Hdenunciar comentário
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  • E já diz o velho ditado:
    Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão . . . !
    Normalmente. os outros "moluscos" estão sempre protegidos nos "bunkers" . . . !
    alexandre barreira | 29.10.2010 | 07.11Hdenunciar comentário
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  • OLá Isabel Stilwell!...mais um comentário, espero que leia!
    Fernão de Magalhães ficou na história universal como "O Grande Conquistador dos Mares". Muitas foram certamente as suas cartas náuticas e os seus itinerários de viagens. Fernão de Magalhães também atravessou por algumas marés baixas...acabando por oferecer sua empresa à Espanha, pois também em Portugal existiu alguma causa sinistra de crise...
    Não nos devemos assustar com instabilidades que mudanças consequenciam. Estou certo que partilha da mesma opinião!Somos todos racionais...caberá aos Verdadeiros Estadistas... aqueles que nos governam e desgovernam acatarem, de uma vez por todas, a função de elevada responsabilidade que vão exercendo...As mudanças tem de ser reais, mudanças de CORAGEM, próprias dos Verdadeiros Estadistas...
    Geir conflitos supervivientes, aprendi com um professor universitário o seguinte: Devemos estar sempre ao nível dos desafios e temos de nos pôr ao nível, que é o mais complicado...é só mesmo para Os Verdadeiros Estadistas; Gerir conflitos resultantes das mudanças caberá principalmente aos meios de comunicação em geral....As transformações mentais já são reais, o díficil é os Verdadeiros Estadistas Revelaram-se!
    Precisamos de "UMA NOVA CARTA NÁUTICA", à Fernão Magalhães!!!....
    Não me assusta a crise, mas sim a carência de Verdadeiros e Puros Estadistas. Os verdadeiros Estadistas estam a marinar...Um beijinho, Paulo Patrício
    Paulo Patrício | 29.10.2010 | 04.53Hdenunciar comentário
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