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EDITORIAL

Em busca de vacinas contra a pobreza

15 | 11 | 2010   20.15H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

São as boas ideias que nos podem salvar. O desafio do futuro não é despejar mais dinheiro em empresas e organizações que já provaram não servir, mas inventar outras, que apontem um novo caminho. Infelizmente, é quando mais precisamos de mudar, que menos vontade temos de o fazer, porque o conhecido, por muito mau que seja, parece-nos sempre mais confortável e seguro do que uma aventura de resultados imprevisíveis. Por isso é que é ainda mais importante que pessoas credíveis se juntem em redor de ideias novas com potencial, e mostrem o caminho.

Foi o que aconteceu com a invenção da Bolsa de Valores Sociais (BVS), uma ideia criada no Brasil, e que há um ano funciona em Portugal. ABVS obedece aos conceitos de uma Bolsa de Valores normal, com a diferença de que as empresas cotadas são organizações sociais criteriosamente seleccionadas. Or-ganizações que são apresentadas a “investidores sociais” (dadores) que, ao adquirirem “acções sociais” (através de donativos), passam a acompanhar o uso dos recursos financeiros doados através de relatórios de resultados e de impacto social. Com uma diferença: a totalidade da doação chega ao projecto cotado, porque a BVS não cobra comissões, sendo os custos operacionais suportados pela Euronext Lisbon, Fundação EDP, Fundação Gulbenkian (co-fundadora) e Caixa Geral de Depósitos (o banco oficial).

Para ser cotada, e já há 22 projectos que o são e 600 investidores, a organização apresenta uma proposta sólida, que se for validada entrará na plataforma da BVS (www.bvs.org), ficando acessível aos investidores. Mas ontem, a primeira Assembleia Geral de Investidores Sociais deixou claro que a BVS vai privilegiar aqueles que agem junto das causas e funcionam como laboratórios, em busca de “vacinas”. Vacinas que um dia possam integrar um “plano nacional de vacinação”, que liberte o país da pobreza e da exclusão, em lugar de apenas a remediar.

© Destak

5 comentários

  • A Caridade só existe verdadeiramente se for olhos-nos-olhos.
    anónimo | 17.11.2010 | 18.52Hdenunciar comentário
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  • Oh meus amigos aqui nesta bolsa a gente coloca o nosso dinheiro e nunca mais o vê em forma de dinheiro de novo... que lucro é que então se tem? o lucro de ver uma sociedade mais justa e equilibrada... mas vocês dirão o que eu ganho com isso? simples: se houver muitas pessoas felizes no mundo o mundo fica melhor... e quem sabe se a pessoa que vão ajudar não vai mais assaltar um banco aonde iria matar a vossa mãe à queima roupa ... hummmm estão a perceber... o lucro é haver menos crimes, menos sofrimento, o sofrimento que fazemos aos outros mais tarde ou mais cedo vem de novo para nós ou para os nossos filhos ou netos... porque acham que se criou a al-queda? porque os americanos nos anos 70 e 80 fizeram sofrer muitos arabes... estão a perceber o odio que os arabes tem aos americanos mais nao é do que o sofrimento que os americanos fizeram, já a minha tetravo dizia CA SE FAZEM CA SE PAGAM....sejam mais superiores, pensem foram o contexto
    Charles | 17.11.2010 | 11.57Hdenunciar comentário
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  • A dona Isabel ainda possui uma costela de vendedora da banha da cobra. Primeiro, uma introdução eloquente e a chamar ao coração, se possível. Depois apontar o produto a comprar. Mas desta vez, nem há sequer produto, tudo fica no domínio dos malabarismos financeiros, mais um delas. Agora trabalha para os primos de Wall Street?
    LÁGRIMA DE WALL STREET. | 16.11.2010 | 15.45Hdenunciar comentário
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  • Pura demagogia, proíbam os gigantes financeiros de roubar que a miséria acaba de vez, proíbam o governo de roubar para dar a sabemos bem quem que a miséria acaba.
    No Brasil o governo comprou os "pobres" para tal como cá atacar a classe média porque sabem muito bem que a classe média é esclarecida e sabem bem o que eles são!
    Sephiroth | 16.11.2010 | 09.32Hdenunciar comentário
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  • Cara Isabel, a ideia não é má de todo . . . !
    Mas, se porventura, essas "vacinas" forem do "tipo" BPP e BPN, presumo que só a "anti-rábica" poderá surtir efeitos . . . !
    Com o surto de "raiva" que por aí anda . . . !
    alexandre barreira | 16.11.2010 | 07.01Hdenunciar comentário
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