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EDITORIAL

Isto não vai lá nem com operações Stop

02 | 12 | 2010   20.29H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Ajustificação para a quebra no número de contra-ordenações de trânsito, dada ao CM pelas Associação Socio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) e Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), deixa qualquer um de boca aberta.

Dizem os senhores que há menos 28 milhões de multas nos últimos dois anos porque o «pessoal está todo desmotivado», resultado do atropelo aos seus direitos por parte do Governo. Mais, avisam que 2011 ainda vai ser pior, e que «isto não vai lá, nem com operações stop». Conclusões a tirar:

1. Afinal a quebra nas multas não corresponde a um comportamento mais cívico dos portugueses. Não é, portanto, motivo de regozijo. Pelo contrário, pelo que relatam, guiam pior, falam ao telemóvel, etc., mas os “fiscais” fingem que não vêem.

2. O seu trabalho é objectivamente inútil. A ausência de multas não significa que a malta tenha aprendido alguma coisa com eles, mas apenas que agora já não lhes pagam para andar de olhos abertos.

3. Assumidamente trabalham pouco e mal. Segundo estas duas associações sindicais, os agentes da autoridade em lugar de cumprirem o seu trabalho com o zelo que lhes compete, andam por aí desmotivados, encostados às paredes, à espera da hora de despegar ao serviço. Decididamente uma estratégia inovadora e original de reivindicar o merecimento de um aumento de ordenado.

4. Finalmente, legitimam de uma penada só a ideia de que a sua função é exclusivamente a da caça à multa. Confessam que pediram aos seus associados para serem menos repressivos, como forma de protesto contra o atropelo dos seus direitos.

Posto isto, se um dia for multada devo congratular-me por finalmente os direitos dos polícias terem sido repostos? Pedir-lhe que, já que receberam um aumento de ordenado, me paguem uma bejeca? Sinceramente com defensores destes, quem é que precisa de inimigos!

© Destak

11 comentários

  • Eu, que trabalho na privada, não entendo esta linguagemdas justificações de alguns dos comentarios. Quando não se cumprem objectivos, pior, quando não se executa a função para que se foi contratado, só há um destino:RUA.
    josé camacho | 05.12.2010 | 13.22Hdenunciar comentário
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  • EDITORIAL
    Isto não vai lá nem com operações Stop »»»»»»»»» A justificação para a quebra no número de contra-ordenações de trânsito, dada ao CM pelas Associação Socio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) e Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), deixa qualquer um de boca aberta. Dizem os senhores que há menos 28 milhões de multas nos últimos dois anos porque o «pessoal está todo desmotivado».
    Será que estes Senhores não têm vergonha de dizer: que os seus associados resolveram fazer "uma oculta greve de zelo" ou deixaram de cumprir as normas de conduta para que são pagos pelo erário público.
    As duas dão direito a castigo por lei. Uma por incumprimento, outra por desleixo.
    »»»»»»»»»»»»
    Bem-haja
    Zé Ernesto Gaia | 05.12.2010 | 11.36Hdenunciar comentário
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  • Ora aqui está mais um artigo do sistema, desprovido de qualidade jornalistica, com desconhecimento pela realidade que fala e apenas enquadrado num sistema politico e económico que lhe garante opinião. Apesar de tudo isto temos de respeitar a opinião da Sra, apesar de não concordar, uma vez que a acção dessas associações, foram simbólicas e responsáveis, como forma de combate a um tratamento indigno por parte do poder politico, para com esses profissionais.
    Paulo Santos | 04.12.2010 | 22.39Hdenunciar comentário
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  • Deixo uma solicitação á Srª jornalista qque sei apreciar muito a cultura saxóica. Faça uma trabalho jornalistico acerca da policia inglesa e verifique se necessita de elevados indices de repressão ou antes pelo contrário preveligiam a prevenção.
    Sabe a Srª que os policias portugueses sentem que as "multas" são o suporte esseencial para o pagamento dos seus vencimentos? Quando tal não deveria acontecer. Já pensou se o cidadão automobilista "fintasse" o governo e se portasse bem na estrada durante um largo periodo de tempo? Medite sobre isso e o que iria o governo dizer.
    Teresa Medeiros | 04.12.2010 | 19.07Hdenunciar comentário
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  • Ora aqui est'a um editoriaal de quem no alto do seu palanque e não tendo mais assunto para tratar vem claramante demonstar uma perfeita ignorância no que á materia diz respeito.
    E como se não bastasse aparecem uns tantos paladinos como comentadores com a conversa de sempre quanto ás folgas sindicais, como se tal direito não estivesse consagrado em Lei e usado em todos os organismos sindicais. Se o problema existe não 'e culpa dos sindicatos, mas do Governo que não a altera (porque assim serve os seus intentos de divisão) e da falta de efectivo. Alguém acredita que numa esuqdra ccom 47 elementos, se 1 tirar folga sindical vai agravar a escala. Agrava se o responsavel quiser. pois omesmo acontece se houver baixas (muitas sem doença)trabalhadores estudantes, licenças, e outras dispensas
    Jose' Madeira | 04.12.2010 | 18.53Hdenunciar comentário
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  • Srª jornalista
    A Policia desde que fi servida por pseu-sindicatos que isto anda de mal a pior. Por favor faça uma investigação e acompanhe o trabalho dos representantes do sindicato da Policia e posso já adiantar-lhe que esse serviço será efectuado pelo Natal e pelo Ano Novo. Veja se consegue estar disponivel para fazer esse acompanhamento porque as escalas de serviço nestas datas existem muitas folgas sindicais para defenderem os interesses dos policias.... por tal motivo é que as nossas condições estão cada vez melhores. já me vi inibido em gozar folgas a que tenho direito por causa dos colegas que reivindicam esse direito que só eles têm os outros é para esquecer, esta é que é a verdadeira realidade.
    Faustino Silva | 03.12.2010 | 19.30Hdenunciar comentário
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  • srª jornalista, deveria passar uma semana com uma patrulha e depois fazer um juízo sobre a realidade dos policias, nomeadamente agentes e chefes, deveria ser sujeita ás mesmas provações e pressões.
    é fácil apontar, dificil é compreender...eu também já fui jornalista de meio de comunicação local, antes de ser policia e compreendo a sua análise.
    Jorge Santos | 03.12.2010 | 19.10Hdenunciar comentário
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  • Pois...cara IS, se o director do seu jornal lhe reduzisse ao seu vencimento, em contrapartida lhe aumentasse as horas de trabalho, com 1 fim de semana a cada 4 meses, se a obrigasse a comprar o material para trabalhar, não assumisse os comprmissos e ainda lhe exigisse que pagasse a sua formação eu questiono se ainda se sentia motivada para trabalhar, nomeadamente ao nível da repressão. O k os polícias fizeram foi desempenhar uma missão k tem vindo a ser esquecida, ao k se chama prevenção. O governo para aumentar as suas receitas, habituou-se a sancionar o povinho, a melhorar nas polícias os meios para a caça à multa, esse é um trabalho k deveria ser criticado...até por si.
    Pedro Silva | 03.12.2010 | 11.21Hdenunciar comentário
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  • O endereço da Wikileaks foi "cortado" pelos USA, e, segundo o "The Guardian", Joe Lieberman (ver quem ele é na wikipedia), pediu a qualquer organização que esteja a ajudar a suster a Wikileaks para "imediatamente cortar relações com o site". O novo endereço do site é: http://213.251.145.96/
    NOTÍCIA | 03.12.2010 | 11.16Hver comentário denunciado
  • Muito Bom, temos o Mundo virado de pernas para o ar.
    LB | 03.12.2010 | 09.54Hdenunciar comentário
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  • Minha cara Isabel, é verdade . . . !
    Qualquer dia, por este andar, um automobilista chega ao pé dum "chui" e diz:
    Sr. agente, por favor, multe-me porque já tenho saudades . . . !
    alexandre barreira | 03.12.2010 | 07.05Hdenunciar comentário
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