A incógnita
Nos últimos quinze anos, muitos insuspeitos e lúcidos cidadãos têm merecido o apodo de catastrofistos por prenunciarem fatalidades várias.
Todas elas, no entanto, muito aquém da realidade que vivemos. A discussão sobre o mérito e o demérito do recurso ao FMI começa a conformar o retrato do desnorte que se apossou do País.
As divergências publicamente assumidas entre o governador do Banco de Portugal e a sua Administradora Teodora Cardoso agravam ainda mais o estado de intranquilidade que perpassa cada português, família, empresa.
Sentimo-nos emparedados entre concepções absolutas de necessidade extrema ou de rejeição liminar. Por outro lado, a conjugação de notícias veiculadas pela imprensa internacional sobre da iminência da intervenção – questão de semanas, dias ou até de horas - cria um ambiente expectante que paralisa, condiciona e perturba.
Por entre o pântano feito de incertezas e insegurança, ouvimos, estupefactos e incrédulos, responsáveis políticos assegurar a nossa intangida e demonstrada capacidade e competência, parecendo ignorar que vivemos ligados ao oxigénio do BCE, agonizantes e em delírio. Tudo isto é um espectáculo deplorável a que, por resquícios de decoro e dignidade, deveríamos ser poupados.
O FEF e o FMI virão. Por incompetência própria e desconfiança externa. Não sei se para bem ou mal. Mas, seguramente, não propiciarão facilidades, nem optimismos balofos, nem habilidades ardilosas, nem manipulações estatísticas. No meio de tudo isto decorre uma campanha eleitoral que convoca a náusea. Felizmente, o País segue indiferente. Ainda bem. Ao menos não apreende maus costumes.





5 comentários
Ninguém comenta desde dia 12, porquê?
JLS é gestor de um destes fundos? Senão é devia pedir a sua comissãozita porque o seu trabalho fez-lhes ganhar dinheiro. Dinheiro retirado a nós povo português que somos obrigados a ajudar a ganhar dinheiro aos bancos alemães que pagam impostos na Alemanha de que lucra a sociedade alemã, lucrando sem trabalhar e recebendo os dividendos da especulação dos mercados da dívida.
Economia é isto. Seguir a pista do dinheiro, desde que foi emitido, por que mãos passa e em resultado de quê: realização de produtos ou produto de especulação de finórios com amigos como o JLS que finalmente depois do Natal mostrou algum serviço aos seus contratantes directos e escondidos atrás das cortinas.
A campanha eleitoral convoca a náusea . . . !
Mas, repara, a "maltinha" gosta da "caldeirada" e até já têm as "malguinhas" preparadas . . . !