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EDITORIAL

Urgência hospitalar em 'drive-in'

30 | 01 | 2011   21.29H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Recorrer à urgência dos hospitais não é um exercício isento de riscos. Com tempos de espera longos, sobretudo se o problema não for prioritário para a triagem, ou porque há um número imenso de gente para atender, há fortes hipóteses de ser contagiado na sala de espera com uma doença que não trazia de casa.

Espera-se mais, mas também há uma impaciência cada vez maior com a espera, diz um estudo feito nos EUA e publicado pela Time-online, que classifica este fenómeno de McDonalds Medicine, ou seja, uma medicina que se pretende rápida, versão fast food, barata e à medida do cliente. Agravada pela forma como os hospitais privados lidam com este tempo em que o doente aguarda atendimento: alguns dão bilhetes de cinema grátis ou outros brindes a quem é obrigado a aguardar mais do que uma ou duas horas.

E como os clientes não tendem a conformar-se com menos do que aquilo que esperam receber, o hospital de Standford decidiu fazer uma experiência piloto, no mínimo divertida: uma urgência hospitalar em versão ‘drive-in’, em que o doente é visto no pró-prio carro, por uma enfermeira da triagem, que depois o manda passar à frente na fila se decidir que é urgente, ou aguardar vez na fila. Avançar não para dentro do hospital, mas para uma garagem aquecida onde, ainda dentro do veículo ou numa maca, um médico faz o diagnóstico definitivo.

Se concluir que se justificam mais exames ou internamento, manda-o entrar no hospital propriamente dito, senão receita-lhe o que entender ou simplesmente manda-o seguir para casa. A verdade é que a experiência piloto provou que a espera diminuiu uma hora e meia, em média, evitando contágios, o que, lembram os promotores da ideia, é particularmente importante em tempos de epidemia. Decididamente o fast food da medicina veio para ficar.

© Destak

4 comentários

  • o alexandre barreira é que é um grandíiiiiissimo.... COIRATO...!
    Quando é que a PJ prende este imbecil ?!....
    phonix... | 01.02.2011 | 00.15Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Não! Não é um exercício isento de riscos. Convido a Isabel Stilwell a perder algum tempo com um exercício de observação e interpretação dos diferentes sentires, e a ir às Urgências do Hospital Santo António no Porto. Se fizer o papel de acompanhante de um doente, terá direito: a esperar na saleta de entrada à entrada para a recepcção; ou de pé, se tiver lugar, junto à recepcção; ou ainda, da parte de fora da entrada. Se estiver frio ou chover: vá para casa! Sim! Se estiver frio ou chover vá para casa porque, mesmo lá dentro, não vai estar bem. Nem a Isabel Stilwell nem os doentes, ...porque, como não existe divisória nenhuma a proteger os doentes do frio e das correntes de ar, está sujeita a contraír alguma constipação ou pneumonia. Ora acontece que foi precisamente isso que aconteceu à minha sogra (de oitenta e dois anos) no dia vinte e sete de Dezembro de dois mil e dez: entrou por volta das oito horas com uma pneumonia; apesar de se queixar de pontadas e dores no peito e nas costas, e estar "branca", o "enfermeiro" que lhe fez triagem deu-lhe a pulseira verde; dez horas depois foi atendida e diagnosticada uma pneumonia já com líquido nos pulmões, e colocada nos Cuidados Intensivos, de onde saíu para os Cuidados Intermédios, uma semana depois. E se ela tivesse morrido!? ...de quem era a culpa?! Elaborei duas queixas. Uma, por ela, questionando a falta de atenção e cuidados para com uma doente que, consta do seu processo no Hospital, com esta ser a terceira vez (esta foi a mais grave) que contrai pneumonias, e tudo apontar para que estivesse a ter outra pneumonia. Colocado o problema ao médico-chefe de serviço, fiquei a saber que só tinham dois médicos a atender (fiquei com a ideia que poderia haver um terceiro médico a prestar assistência). A segunda, pela falta de condições de recepcção e espera, tanto para os doentes como para os acompanhantes, ...tanto mais que já no interior, para além do bufete, existe uma sala de espera para as Consultas, três a quatro vezes maior do que a das Urgências: «quase às moscas»! ...e aquecida! Entrementes, assistiu quem estava com atenção, por duas vezes, um "casal" jovem (um deles estrangeiro) ser atendido na triagem e já não voltar. O comentário feito por alguns dos presentes era a de que o atendimento rapidissimo dos jovens se devia ao facto de serem estrangeiros e para não parecer mal e «ficarem bem na fotografia» lá fora, ter de ser ou ser conveniente. Considerei o que se passou com a minha sogra, uma falta de respeito Portanto, não vá para a sala de espera do Hospital Santo António. Quanto ao "drive-in" entendo ser "surrealista" esse tipo de atendimento. Só falta lá colocar uma tela de cinema e projectarem uns filmes, um "self-service" e uma máquina há entrada de preservativos. Se assim fôr: quem sabe (...!?!), aumente o número de doentes que não se importe de lá passar a noite (?!?...).
    serafim cunha | 31.01.2011 | 17.10Hdenunciar comentário
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  • Felizmente quase nunca precisei de ir ao hospital mas sei como são as esperas... LONGAS! E para piorar é que corremos o risco de apanharmos outras doenças que não tinhamos e passar a tê-las só porque estamos numa sala cheia de engripados a espirrarem por todo o lado ou outra coisa. Resultado, podemos acabar por apanhar a doença. Porreiro, pah! Deve ser esse o objectivo do hospital para ganhar mais uns trocos à pala da nova doença que apanhamos... Agora essa nova ideia espero que seja bem aproveitada e mantenha a qualidade do serviço e não ser feita às três pancadas, obrigando-nos a ter de lá ir de novo.
    GS | 31.01.2011 | 10.18Hdenunciar comentário
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  • Minha cara Isabel . . . !
    E, então, se o hospital tiver uma "tasca" com copos de 3 e unos "coiratos" . . . !
    Pode crer que até as abstenções nas próximas eleição baixarão substancialmente . . . !
    alexandre barreira | 31.01.2011 | 07.03Hver comentário denunciado
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