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EDITORIAL

As gémeas e o risco do rapto parental

14 | 02 | 2011   22.06H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

O rapto, desaparecimento e provável homicídio das gémeas suíças, pelo pai, provoca uma angústia sem nome. Aos apelos da mãe, que mesmo depois da carta em que o ex-marido confessa o crime continua a apelar a quem possa saber do seu paradeiro, é de partir o coração.

Imaginar o sofrimento daquelas crianças, já suficientemente crescidas para perceberem que o pai as leva à força, e que estava louco, é insuportável.

Mas o pesadelo deveria trazer à discussão a questão do Rapto Parental, que continua a ser tolerado, ao ponto de nem sequer merecer o nome de rapto, mas apenas de «subtracção» ou, eufemisticamente, de «rapto civil» por oposição ao rapto criminoso, como distingue a própria Convenção de Haia.

Aliás é tratado com tal benevolência que até é excluído das situações em que se activa o Sistema de Alerta de Rapto de Menores, que prevê a máxima difusão, no mais curto espaço de tempo, de uma mensagem com a fotografia e os dados da criança desaparecida.

Neste caso a Interpol agiu depressa, ignorando as convenções, e o alarme foi dado internacionalmente apenas duas horas depois da denúncia feita pela mãe. Mas podia não ter sido assim, se o responsável pela investigação pensasse, como um dia me disse um responsável do Ministério da Justiça em Portugal, que não é preciso agir depressa no rapto parental porque quando as crianças estão com o pai ou a mãe, mesmo que à revelia de uma decisão judicial, estão bem.

O que este, e tantos outros casos, provam que não é verdade.

Mas toda a questão parece-me mal equacionada, porque o que está aqui em causa é encontrar uma criança de que o progenitor que detém a sua guarda não sabe o paradeiro. Uma vez encontrada, então que um juiz decida se quem a levou tinha razões, ou atenuantes, para o fazer. Mas isso é só depois de a saber sã e salva.

© Destak

5 comentários

  • Os pais das gemeas sao culpados, pois sabem fabricar e nao se respnsabilizam. Nao por amor e que eles querem as filhas. Sao doidos.
    jesus | 22.02.2011 | 13.08Hdenunciar comentário
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  • Para a parolada: Latin=Sector; Francês=Secteur; Espanhol=Sector; Inglês=Sector; Alemão=Sektor; Português=Sector; Acordo-de-caca=Setor?
    PAROLADA PARA FORA DO PAÍS | 15.02.2011 | 19.00Hdenunciar comentário
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  • muito interesante este artigo eu enconto-me na mesma situaçao sempre com o coraçao nas maos nimguem quer saber com quem a criança fica bem e e feliz
    norbindahenriques | 15.02.2011 | 18.49Hdenunciar comentário
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  • nao acredito na historia de loucura nem de morte das crianças!Ninguem viaja para outro Pais para ir mater os filhos se esta louco!
    Esta foi uma historia de venda de crianças com o aval da mae/familia, e o pai foi assassinado para nao falar e , para nao se repetir o caso Maddie!se os corpos aparecerem dou a mao a plamatoria mas, ate aposto que nunca aparecerao!
    loulou | 15.02.2011 | 10.03Hdenunciar comentário
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  • Minha cara, Isabel . . . !
    Muito bem . . . !
    Mas, escrever "direito" por linhas tortas . . . !
    Não é fácil . . . !
    E muitas vezes o que está escrito . . . !
    Nos "canhanhos" . . . !
    Não se "coaduna" com a realidade . . . !
    Das coisas . . . !
    alexandre barreira | 15.02.2011 | 07.23Hver comentário denunciado
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