Fantasia lusitana
Fantasia lusitana é o título de um documentário de João Canijo que mostra Portugal nos anos 40. Em Lisboa, que acolhia refugiados de todo o mundo, vivia-se uma fantasia de paz e felicidade em contracorrente com as capitais da Europa atingidas pela invasão nazi. Incrédulos, os jornalistas estrangeiros perguntavam-se quando é que este povo, orgulhoso e contente de si próprio, acordaria do sonho de felicidade após o primeiro bombardeamento.
O bombardeamento nunca existiu e o povo não acordou. Continuou sonâmbulo, por mais de três décadas, a curtir uma alegria melancólica. No 25 de Abril, cansado de dormir, despertou para a realidade. Mas fê-lo em contracorrente. Habituado a sonhar, virou-se para as utopias distantes e viveu a última das revoluções românticas.
Mais uma vez o mundo se virou para este estranho país, augurando a desgraça. Moscovo aceitava o desastre da guerra civil em troca da influência sobre Angola. Washington defendia a tese da terra queimada para servir de vacina à Europa. Mas nada disto aconteceu: o País restabeleceu-se e influenciou o fim de todas as ditaduras europeias.
Estamos de novo no centro de uma guerra onde as transacções financeiras substituíram as armas. Os profetas da desgraça cercam-nos por todo o lado e instalam-se entre nós. Mais uma vez, porém, quem prevê um bombardeamento iminente engana-se dia após dia. Talvez o sonho nos tenha ajudado a resistir. O problema é saber quando acabará o conflito.





9 comentários
Mas há sempre a esperança, não é?
Um sorriso para si também!
E a propósito o que acha de um horário semanal com 5 horas diárias? Será que se resolvia o problema do desemprego? Será que o tempo livre estimularia a indústria e os serviços dos tempos livres? Será que aumentava a competitividade? Será que as pessoas eram mais felizes? E a economia da felicidade sabe como funciona? com os gastos de saúde, gastos partilhados e diminuídos na família em vez dos gastos somados nos "casais" divorciados? E o tempo para a promoção individual através da formação ou de realização de exercício físico que poupava nos 30% dos gastos da saúde que são relativos à diabetes, e também nos punha mais bonecos, não era?
Peço desculpa se o meu texto anterior abusou da sua boa fé. Mas, sem lha querer aplicar ou ofender, sempre lhe vou lembrando aquela história da lua, do apontar para a lua e do imbecil que fica a olhar para o dedo.
MALGUINHA LUSITANA . . . ? !
Horários de trabalho de 8 horas (5h dia chega) são anacrónicos e escravizantes. Uma melhor divisão do trabalho disponível pelo totalidade da população resolve muitos dos problemas existentes. Acabar com a estupidez dos regulamentos que dão acesso ao ensino superior público que limita o número de vagas em cursos com muitas necessidades como a medicina e apoia cursos com muitas vagas como "Relações Internacionais". Onde pelos vistos o que de mais relevante se aprende é exigir e utilizar o facebook.