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OPINIÃO

As notícias do país que nós somos

14 | 03 | 2011   20.55H
Luisa Castel-Branco

Perante a nossa estupefacção e horror a cada nova imagem que a tv nos apresenta do terramoto/tsunami no Japão, um medo cego cresce dentro de qualquer ser humano, e no que diz respeito a nós, portugueses, temos razão para que esse medo seja ainda maior. E o que fazem os noticiários de todas as estações? Convidam técnicos para explicarem o sucedido.

O problema é que todos colocam a questão: e se fosse em Portugal? É exactamente isto que necessitamos neste momento. Ou melhor, é isto o melhor exemplo do que são as notícias em Portugal. Quanto mais desgraça melhor, quanto mais a notícia for má, mais audiências. É óbvio que qualquer português se preocupa com a eventualidade de um novo terramoto, mas se nada podemos fazer, de que vale falar do assunto até à exaustão? Não há espaço para boas notícias, para os muitos exemplos de coragem, voluntariado e tantos casos de gente que dá o exemplo de como sobreviver.

Uma coisa é o papel fundamental que devem exercer enquanto informadores da realidade que o poder nos quer esconder, outra é sistematicamente arrastarem-nos para o poço sem fundo da desgraça. Há muitos exemplos na sociedade portuguesa de gente corajosa e vencedora. Mas o êxito não se mede pela riqueza, beleza ou ‘o ser famoso’, mas sim pela ultrapassagem das contingências. Não terá chegado o momento de os Órgãos de Comunicação Social repensarem o seu papel?

© Destak

9 comentários

  • PAULO, andamos todos bastante irritados, e com razões de sobra para isso. Depois de ler todo o seu comentário tenho de lhe pedir desculpas, pois penso só ter falado dos sismos para dar um exemplo da desorganização que se vive no país. Sabe o que muita gente vai fazer, para já? Alegar insatisfação geral com as políticas dos governos, contra o financiamento dos bancos sem consulta popular, entrada na guerra com a Líbia, corrupção generalizada, etc., e por isso não participar em qualquer CENSUS nacional antes de de esses assuntos estarem resolvidos.
    SISMOS? | 20.03.2011 | 13.38Hdenunciar comentário
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  • PAULO, o que tu queres sabemos nós, é dar mais que fazer aos construtores, que andam à rasca, em muitos aspectos. Então as centrais nucleares, que são construções caríssimas e à prova de qualquer sismo, viste como elas reagiram. Queiras que a partir de agora se passasse a gastar o mesmo dinheiro em cada edifício que se fizesse? Tem juízo, deixa a droga e arranja um emprego decente. E pede antes ao pessoal para investigar se esse sismo do Japão não terá por acaso sido provocado por algum navio ou navios especiais a fazerem incidir radiação do tipo HAARP directamente na fenda geológica perto desse local. Há um vídeo que diz que diz que o ministro das finanças do Japão tinha sido antes ameaçado com uma arma sísmica se não aceitasse o FMI... Será por isso que também tu começas a vir para aqui falar dessas necessidades? Gente, há que começar a proteger o nosso belo país das mãos destes gangs de mercenários com capas de democratas. Vigie-se bem vigiados os locais onde podem ser despoletados sismos no nosso território, atentos a variações de radiação electromagnética, etc. Fica com o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YRqcxjdRzGw
    SISMOS? | 20.03.2011 | 13.26Hdenunciar comentário
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  • O assunto não é nada pertinente é acima de tudo previsivel, porque já nos aconteceu e a história que nos contaram não tem nada a ver com o a hitória real e a realidade é que nós só reagimos depois de acontecer, como o velho ditado "...trancas á porta", somos assim somos latinos. Se acontecer um 1755 neste ou noutro momento pois não estamos preparados, Lisboa vem abaixo e não só, veja-se Tóquio está a 300 ou mais klm do epicentro abanou com 8, tal e não caiu imagine-s lisboa perto do epicentro, 1755, a catástrofe seria total pois não temos nem nunca tivemos nem sequer chegaremos a ter uma construção com os cuidados disciplina rigor do povo Japonês. Acima de tudo EDUCAÇÂO/CIVISMO, isto jamais. Lisboa ficaria arrasada e deveria levar os políticos todos.Esta classe que tanto nos envergonha, pois cabe a quem governa decidir, tomar medidas, impor. Veja-se 37 anos de democracia, a corrupção, os interesses a destituição de valores e acima de tudo da EDUCAÇÂO. Sem educação, disciplina e rigor não se vai a lado nenhum.Neste caso, por exemplo, anda-se na escola, forma-se engenheiros a vulso como o nosso PM, e depois graças ás pressões dos interesses económicos constroem-se sem rigor sem disciplina e tudo vem abaixo como se vê em Portugal. A classe política decisora é a imagem da sociedade que temos e não á volta a dar a não ser começar tudo de novo. Nem sequer aprendemos com os erros. E não temos o Nuclear, a construir centrais Nucleares como construimos os nossos prédios, veja-se algumas pontes têm de fazer novos pilares em poucos anos, eheeh, os Países europeus já tinham descarregado areia e betão em cima deste País para o tapar que é sistemáticamente governado por imbecis que só pensam em governar-se.
    Paulo Braga | 19.03.2011 | 12.05Hdenunciar comentário
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  • Um assunto que acho pertinente e muito actual ... Nos tempos que correm ... a liberdade de Imprensa torna-se e define-se pela superficialidade e liberdade de expressão assume mais um carácter ruidoso ... A liberdade de Expressão reside na comunicação ... por em comum... participar... informar... Devia ser tomada como uma transmissão inter-pessoal de ideias... mas muitas vezes isso não acontece ... A liberdade de Imprensa é um facto e esta está implícita na Constituição Portuguesa... é um direito que assiste aos cidadãos e a todos os meios de comunicação... Tv´s, rádios, jornais, revistas... mas está de um modo ou de outro condicionadas pela ética... e também porque o segredo de Estado ainda existe... A comunicação nos seus canais que utiliza... muitas vezes projectada por ruídos que alteram e distorcem a mensagem... não existindo transparência entre o emissor e o receptor... Em algumas notícias existe a informação... logo a seguir a contra informação... as notícias divulgadas a uma enorme velocidade, fazem com que a informação tão depressa seja verdadeira como num curto espaço seja falsa, algumas fazem uma "lavagem cerebral"... por vezes não surtindo o feed-back que desejaria ... O que eu penso é que os meios de comunicação estão um pouco superficiais e o rigor é algo denunciado... a gratificação imediata de audiências e lucro faz do acessório notícia de 1ª. página ou abertura de um qualquer telejornal o principal objectivo... Não se deve limitar a ser mera informação, mas sim possibilitar e garantir a dinâmica necessária quer de determinados grupos ou socialmente... para discussão de assunto de interesse Nacional... de importância vital para denunciar, alertar, fazer serviço público... muitas vezes fica aquém... A manipulação essa existe e não se pode negar de determinados grupo ou social... Apesar de tudo viva a Liberdade de Expressão e imprensa ... é bom poder dizer o que nos vai no pensamento...
    Marluz | 16.03.2011 | 14.49Hdenunciar comentário
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  • Não há nada que possamos fazer? Ponto e vírgula! Basta comparar o número de vítimas no Japão com o nº de vítimas no Haiti ou na Tailândia ou em outro cenário dos recentes sismos/tsunami . O que podia ser feito era preparar o edificado existente para resistir o melhor possível em caso de sismo forte. Mas todos sabemos que só acontecerá após a catástrofe. Sabemos que virá mas como não sabemos quando vamos apostando na sorte.
    Paulo | 16.03.2011 | 11.55Hdenunciar comentário
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  • Esta Luísa parece que está sempre a dormir! Assim não me leva a lado nenhum..Prefiro a Teresa Paiva, pois tem aspecto de ser mais bravia!
    o que eu quero é gajas! | 15.03.2011 | 16.21Hdenunciar comentário
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  • A última frase é excelente Luísa. Mas infelizmente os orgãos de CS são mais uma ferramenta para algumas pessoas atingirem os seus fins, do que um serviço prestado aos seus consumidores. Ainda por cima esta verdade é dura de ouvir para muitas das pessoas que lá trabalham.
    alf | 15.03.2011 | 11.53Hdenunciar comentário
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  • Começo por referir que estou integralmente solidário com o povo japonês. Pelas imagens que nos chegaram, para mim, foi a catástrofe mais horrível que vi até hoje. Mas, ao contrário de nós, este povo é sóbrio na tragédia e humilde nos êxitos. Tal como na segunda guerra mundial eles vão renascer das cinzas. Tudo isto porque são o povo educado, culto, responsável e trabalhador. A eles nem os céus nem os deuses lhes deram nada. Tudo foi conquistado com muita dedicação, labor, sacrifício e muito suor. Quanto a nós, neste domínio, nada de semelhante nos pode acontecer, apesar da ocorrência de 1755.
    Em relação às más notícias divulgadas pelos "mass media", são essas que nos atraem e fascinam. As boas notícias passam-nos ao lado, tão só porque, como diria o filósofo prof. Agostinho da Silva, o homem nasceu para ser feliz. Logo o ser feliz faz parte de nós e é o nosso objectivo de vida. Portanto, notícia será, apenas, tudo o que de tal se desvia. E quanto mais dramática for a notícia, tanto melhor !
    FIFI | 15.03.2011 | 09.02Hdenunciar comentário
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  • Cara Luisa . . . !
    Não se rale tanto . . . !
    E, como sabe . . . !
    THE SHOW MUST GO ON . . . !
    Para mal dos . . . !
    Nossos pecados . . . !
    alexandre barreira | 15.03.2011 | 07.45Hdenunciar comentário
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