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EDITORIAL

As razões dos nossos piores arrependimentos

27 | 03 | 2011   21.40H
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Todos nos arrependemos de algo. Do que fizemos ou que deixámos de fazer. Por vezes, voltamos atrás, sarando as nossas feridas e as dos outros, noutras fica apenas a mágoa. Mas os investigadores estavam convencidos de que o arrependimento seria tão mais doloroso quanto mais a situação que o provoca fosse reversível, porque acreditavam que a ‘função’ deste sentimento era motivar um comportamento que corrigisse a causa do sofrimento.

Contudo, um estudo de dois psicólogos norte-americanos, revelado pela Time, diz que não é assim. Ao que parece, o que mói mesmo são as oportunidades perdidas para sempre. Os investigadores interrogaram 370 americanos, dos 19 aos 103 anos, e enumeraram as principais causas de arrependimento.

A 1.ª, dizia respeito a um amor perdido ou nunca realizado – bem dizem os que juram que, na hora da morte, ninguém se arrepende de não ter trabalhado mais, mas sim do amor que não deu ou recebeu. Em 2.º, estavam os arrependimentos familiares, particularmente quanto à infância e irmãos. Seguem-se os que se arrependem de não ter seguido outra carreira, de não terem estudado mais.

O arrependimento ligado ao dinheiro vêm só em 4.º, e o de terem sido maus pais, em 6.º. Quando se olham os dados à lupa, há arrependimentos típicos de idades, de homens e de mulheres. Os mais novos, arrependem-se de “não terem tido melhores notas”, os que estudaram menos, de não estudar mais, os que estudaram muito, de não avançarem na carreira como sonhavam.

Quanto aos sexos, elas falam mais do que eles em amor (44% contra 19%), enquanto o sexo masculino tem mais arrependimentos profissionais (34% contra 27% nas mulheres). Os mais velhos, gostariam de ter passado mais tempo com os filhos e menos a trabalhar. Uma boa indicação para quem ainda vai a tempo...

© Destak

7 comentários

  • Minha senhora, vou dar uma alternativa aos leitores à sua crónica. Vão ao Google ou youtube e digitem conferencia de imprensa de Paulo Futre. É de ir às lágrimas de tanto rir. É bacorada atrás de bacorada. E é ver a cara do Dias Ferreira a meio da conferência como que a dizer "Ó meu Deus onde eu me fui meter..." Surreal.... Arrependimento deve ser o dele de ter contratado este energumeno para ser director desportivo quando este homem NEM SEQUER SABE FALAR!!!!
    Manuel Rebelo | 28.03.2011 | 20.15Hdenunciar comentário
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  • Poucas vezes não cometo erros com os quais aprendo. Agora arrepender-me ? É tempo que passou ,perdido e não vale a pena perder mais. A vida é curta e temos que a viver com intensidade e sem arrependimentos, porque cada segunda que passa jamais é recuperado,
    jpz | 28.03.2011 | 17.56Hdenunciar comentário
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  • Mas esta crónica tem alguma razão de ser neste momento?? Numa altura em que os portugueses não sabem o que vai acontecer, estamos preocupados com o arrependimento?? Jesus!!!!! De arrependimentos e boas intenções está o inferno cheio. Talvez os portugueses estejam arrependidos de terem votado nesta jorda de politicos portugueses que arrastaram o país para a lama em que está hoje. É melhor falar de coisas concretas e objectivas quando o país precisa de lucidez, não de meras divagações do que podia ter sido.... Para sua informação, mesmo que passe a vida a falar nisto e a ter cuidado com as suas atitudes para não se arrepender, garanto-lhe que até ao fim da sua vida, quer queira quer não, ainda vai fazer muita asneirinha.... É próprio do ser humano. Sejamos lucidos e objectivos e deixemos a conversa fiada para os mafiosos dos politicos.
    Manuel Rebelo | 28.03.2011 | 16.54Hdenunciar comentário
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  • Parabens, Isabel. O tema é muito complexo. Já
    Fernando Pessoa dizia que mudava de opinião
    dez vezes ao dia acerca de uma coisa ou de ideia. Mas o arrependimento é muito subjectivo.
    Eu, por exemplo arrependo-me de ser burro,
    aquí neste canto à beira mar...
    Antonio Deodato Batista Milhano | 28.03.2011 | 16.05Hdenunciar comentário
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  • Arrependimento? Muitas vezes é relativo pois há certas coisas que pensamos que deveriam ter sido diferentes mas que na realidade foram o apropriado para nós e para o mundo.
    Pessoalmente já fiz e disse muita coisa na vida que a maioria das pessoas acharia reprovável mas que para mim foram boas, até fantásticas, que me fizeram muito bem a nível pessoal e, por tabela, a nível profissional, familiar e nas relações inter-pessoais fazendo com que pudesse ajudar a melhor a vida de muita gente.
    Se me arrependo dos meus "pecados"?
    Não. Sinto muito se magoei alguém ou a mim mesmo nesta caminhada pela vida mas não perco tempo a "chorar o leite derramado", não resolve nada, pelo contrário, só complica e baralha a mente.
    O que está feito está feito. Poderia ser melhor? Talvez, mas também poderia ser pior. Nunca se sabe, só fazendo não sonhando.
    pedro lindo | 28.03.2011 | 12.08Hdenunciar comentário
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  • Muito bem, cara Isabel . . . !
    E, não haja dúvidas . . . !
    Os cemitérios estão cheios . . . !
    De arrependidos . . . !
    alexandre barreira | 28.03.2011 | 06.59Hdenunciar comentário
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  • boa noite drªisabel, novamente gostei do tema e do texto e que acabou com chave de ouro:-Uma boa indicação para quem ainda vai a tempo... isto faz me lembrar o balanço de umas vidas, passadas ingloriamente....alguns oensam que voltam cá outra vez, pois...gostei!
    jorge monteiro - algarve | 28.03.2011 | 03.22Hdenunciar comentário
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