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OPINIÃO

Adeus não, Artur!

28 | 03 | 2011   20.52H
Luisa Castel-Branco

Falar de Artur Agostinho é colocar um sorriso. Mesmo agora que partiu não pude deixar de dizer à sua mulher e filhas o enorme orgulho que seguramente sentem por terem amado e sido amadas por alguém como este homem. Era bom, amigo e solidário. Não gostava de ouvir dizer mal e tinha sempre, mas sempre uma palavra amável para os outros.

No seu velório duas jovens acercaram-se da família e apresentaram-se como tendo trabalhado com o Artur nas novelas e antes de conseguirem falar mais, desataram num pranto, que a juventude tem muito mais medo da morte do que as pessoas como o Artur, sábias pela escola da vida. Mas esta emoção é partilhada por todos os que o conheceram e pelo grande público que ao longo de gerações o recebeu.

Era uma pessoa bem-educada, de modos e sentimentos, na forma como era atento aos outros. E possuía com 90 antes uma lucidez surpreendente, um sentido de humor notável. Era tão fácil gostar dele como é impos-sível esquecê-lo. Porque mesmo neste tempo em que tudo é volátil e perene, o Artur e o seu sorriso continuaram a acompanhar-nos, porque a memória de um povo é feita de gente assim.

Esta responsabilidade de fazer parte da alma portuguesa ele sempre a soube, e sempre viveu de acordo com a ética. Ao deitar no esquecimento que um dia foi injustamente preso, que teve de abandonar a sua família e refugiar-se além fronteiras de um país em momentos de loucura, deu-nos a maior lição. E que Portugal estaria e virá a estar muito melhor. Até um dia Artur. Para si, adeus, nunca!

© Destak

5 comentários

  • Ó Artur, com todo o respeito, tu é que tens sorte, que ja ca nao vais estar para levar com outro FMI. Olha, mete uma cunha pelos portugueses e pede a Deus um terramoto de escala maxima para a assembleia quando os deputados todos la estiverem. Sei que é dificil, não por causa do terramoto, mas porque os mamões quase nunca la estão, mas olha, entao pede 2 milagres. Um, o terramoto, o outro que eles estejam la todos.
    anticristo | 07.04.2011 | 22.57Hdenunciar comentário
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  • Viver é arte subjectiva perante a objectividades das pessoas e coisas... A coragem é uma prova subliminar de criar o nosso quotidiano ...e a visão do Mundo mais bonito perante um postura essência... aliar tudo às relações humanas onde reside a comunicação, o gosto e uma atitude profissional no desempenho ... teremos certamente o Ser Humano que sorriu para a vida ... e a vida sorriu para ele ... e tudo o resto acontece ... Uma vida importante noutras vidas que a morte nunca apagará das suas memórias ... e aprenderão algo sempre ... como dizia o poeta "há momentos inesquecíveis e pessoas incomparáveis" ... e o Sr. Artur Agostinho é certamente incomparável e inesquecível ...
    Marluz | 29.03.2011 | 15.51Hdenunciar comentário
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  • Luísa: Como habitualmente, identifico-me com o seu artigo de elogio a Artur Agostinho. Sou da geração que lhe sucedeu e desejo que os meus filhos, netos e talvez os meus 4 bisnetos se aproximem da pessoa humana que foi Artur Agostinho. Por isso, tem razão quando diz que ao invés do "Adeus", devemos dizer "Sempre presente". Obrigado e continue a escrever. R.S.
    Rui Serrano | 29.03.2011 | 14.28Hdenunciar comentário
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  • Morreu um grande senhor da comunicação e, ao mesmo tempo, um grande homem, quiçá, o melhor dos melhores. Pequeno no corpo mas grande na alma, ele vai imortalizar-se na memória de todos aqueles que dele gostavam ou o amavam. Eu era um deles. O único senão, era ser leão. rsrsrs Mas todos nós corremos o risco de nos paixonar por quem não devemos. rsrsrs Vá lá que se safou desta última vergonha no palácio do visconde! rsrsrs Lamento, apenas, uma coisa: como ele próprio há pouco referia, a maioria dos amigos eram oportunistas ou de ocasião. Os verdadeiros, e muitos deles anónimos, estarão com ele no seu coração para sempre. PAZ À SUA ALMA
    FIFI | 29.03.2011 | 09.43Hdenunciar comentário
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  • Cara Luisa . . . !
    Em 1973, esta eu em Angola . . . !
    A "defender a pátria ditosa" . . . !
    E um belo dia, na "Verssalles", em Luanda . . . !
    Encontrei o Grande Artur a tomar o "mata bicho" . . . !
    Pode crer, cara Luisa . . . !
    Tive muito prazer em falar com ele . . . !
    Velhos tempos . . . !
    Mas o tempo não volta para trás . . . !
    E devemos seguir em frente . . . !
    De cabeça levantada . . . !
    E sempre com . . . !
    A "malguinha" em riste . . . !
    alexandre barreira | 29.03.2011 | 07.40Hdenunciar comentário
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