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OPINIÃO

O ritual das sanguessugas

14 | 04 | 2011   18.49H
J.L. Pio Abreu

Odoente até não estava muito mal. Tinha andado a comer de mais para prevenir a penúria que lhe fora imposta por Wall Street. Mas estava sob controlo. Os antigos diziam que era bom engordar antes de crescer, mas a nova medicina preventiva diz que não. Então, cumpridor, o doente começou a fazer dieta. E lá ia andando numa difícil mas visível recuperação.

O problema é que não falava a uma só voz e, enquanto a consciência lhe sussurrava esperança, as vozes subterrâneas queixavam-se, e bem. O doente tornou-se hipocondríaco e ficou indeciso quanto ao que fazer. Neurótico, entrou em autoflagelação e as hemorragias internas puseram-no nas mãos dos médicos oficiais.

Vieram os médicos, por acaso bem gorduchos. Os médicos do regime são assim. Desconfiam dos antigos tratamentos e prescrevem as novas receitas: transfusão de urgência e sanguessugas pelo corpo fora. Ingénuos, esperam que o doente produza o seu próprio sangue. Mais, não sabem.

O doente estava fraco e exangue. Nem concordava com este tratamento, ele até tinha tentado as medicinas alternativas, mas já não tinha voz activa. Foi definhando, coitado. Os médicos do regime acompanharam-no até ao fim. Elevando os olhos para o Céu, entoaram os cânticos. Desejaram paz à sua alma. Depois retiraram as sanguessugas e arrumaram-nas nas suas caixinhas. Ao todo, traziam mais sangue do que aquele que fora usado na transfusão. No fim, e por um desígnio oculto da medicina moderna, entregaram o corpo aos cães.

© Destak

23 comentários

  • Percebo que tenhas gostado MANUEL TAVARES, acredita, e não estou mesmo nada a gozar. Conhece-se bem quem se é pelo estilo daquilo que de se diz e escreve e pela retórica que se utiliza. Há escolas, e tu sabes disso. E eu conheço a tua escola. Por isso, manjo-te e acho-te piada ao mesmo tempo. Sem quaisquer ressentimentos, a alguma empatia até, mas adversários naquilo que se defende, possivelmente, cumprimentos. E boa Páscoa! Oops, sem ofensa...
    ALLIEN32 | 24.04.2011 | 14.39Hdenunciar comentário
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  • Allien, comentário fixe, sim senhor! Não dizer nada é uma arte. Cultiva-a e serás grande.
    A tua escrita tem um ritmo quase poético. Usas boas imagens, adorei a do peido junto da leve aura perfurmada. E o espectral e o vácuo também vão muito bem juntos. Ainda dizem que o sitema educativo vai mal. Que tolice, agora até os broncos-kid se parecem a Pessoa.
    Allien tem um toque metálico. Quando cresceres vais perceber a beleza da porcelana. Até lá bons cheiros. E não fiques todo lixado, isso não é nada boa onda!!! Vai mas é dar uma ... que isso passa-te.
    Manuel Tavares | 24.04.2011 | 00.25Hdenunciar comentário
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  • @VITORIA S.: se mantém a sua opinião, é porque está bem com ela. Boa sorte. Cumprimentos.
    NÃO-VOTAR = DEVER CÍVICO | 20.04.2011 | 19.30Hdenunciar comentário
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  • NÃO-VOTAR = DEVER CÍVICO: li o seu comentário, mas, na verdade, continuo a pensar o que expressei, pelos fundamentos que expus. De qualquer forma, obrigada por ter partilhado comigo a sua opinião.
    Cumprimentos
    Vitória de Samotrácia | 20.04.2011 | 17.54Hdenunciar comentário
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  • Será este MANUEL TAVARES mais um bobo da corte, que afinal nada diz a não ser não dizer nada? E o pessoal ri-se! É deste tipo de gente que Portugal se encheu. Gente enfastiada por uma espécie de soberba patética e cuja mensagem se reduz à falta da própria mensagem, a um vácuo de fastio que a revela como gente meramente incomodada. É este tipo de ser espectral que, depois da merda feita numa sociedade, da própria merda se eleva em bicos de pés com os certificados de ter lido esta e aquela obra, o que é perfeitamente irrelevante, e que no fundo com fingida educação se arroga a insultar quem se exprime. Fala como se se peidasse, mas numa leve aura perfumada. Pio Abreu, não vou sequer pedir-lhe que ignore estes seres tão incomodados com as suas crónicas... e espero também que seres destes não andem para aí a rondar os nossos parlamentos, e as cúpulas das nossas instituições, a "pedir" que façam isto em vez de aquilo...
    ALLIEN32 | 20.04.2011 | 16.01Hdenunciar comentário
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  • Caríssimo Doutor.
    Como analisará Vª Exª a personaltdade dos vulgo chamados Yes Men?
    Cá para mim, ou padecem daquele esfado de alma "ledo e cego", conforme aos que estão apaixonados, ou então situam-se naquele "escol" de gente que, mal o "líder " é confrontado com fundamentadas opiniões diversas, se erguem, de insulto em riste, e não escondem o desejo de ostracizar os que ousam expressar o seu modus cogitum. Neste escol incluiram-se todos os inquisidores, membros das SS, do KGB, da Pide, ...
    Esta é a minha mui modesta opinião, mas muito gostaria de conhecer a sua sabedora e profissional análise.É que estou sempre aberta e disposta a aprender mais.
    Antecipadamente grata
    Vitória de Samotrácia | 20.04.2011 | 12.34Hdenunciar comentário
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  • Exmo. Professor Pio Abreu.
    É com alguma tristeza que no meu singelo entender percebo uma tendência regressiva na qualidade das suas crónicas!!!
    E o que dizer dos comentários? Depressivos, limitados, muito egocêntricas, como se os comentadores gozassem de uma ligeira esquizofrenia associada a personalidades de indivíduos muito sabedores e competentes que conseguiam fazer muito melhor que qualquer "incapaz" político.
    Como se chama em psiquiatria a este quadro patológico de auto-convencimento de sabedoria que para olhares externos revela pobreza de espírito e mediocridade? O "maluco das malguinhas" é talvez o mais coerente e poupado na sua síntese de entendimento do mundo!!!
    Foi o professor que foi atraído pela psiquiatria ou será que o professor é que tem uma propensão natural para atrair para sí os maluquinhos? A cada crónica mais subjectiva, cibernética, mitológica ou com laivos esotéricos, somam-se os comentadores com a náusea do subúrbio.
    Por tudo isto e porque aprecio muito a qualidade e interesse das suas crónicas venho pedir-lhe o favor de voltar ao registo da informação rara que não aparece na espuma dos "mass-media", à análise simples, sem tábus e sem complexos e medos de confrontar as ideias e "verdades" dominantes.
    Penso que desta maneira poderei usufruir "à borla" de boa informação (uma das minhas poucas adições) conseguindo também desta forma afugentar as mentes "complicadas" que aqui comentam. Tenho medo que a "sabedoria" deles se pegue!
    Para conseguir isso aconselho-o a um bom mergulho (a água dá-nos sempre a sensação do renascimento pessoal) e depois de se rir um bom bocado com qualquer coisa, volte a escrever e vai sentir-se muito melhor com a diferença na qualidade das crónicas (Penso que é num auto de Gil Vicente que alguém (talvez o bobo) dá conselhos ao bispo sobre o que deverá dizer para ultrapassar o S.Pedro e entrar no Paraíso. Este conselho tem o mesmo atrevimento, mas é também uma forma de pagar as boas crónicas que de si tenho recebido).
    Manuel Tavares | 19.04.2011 | 22.34Hdenunciar comentário
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  • @VITORIA DE S.: o branco para os políticos não conta, não querem saber dele para nada. É como um voto inutilizado. São desperdícios. Esse é o problema. Quando conforme os brancos colocarem na assembleia da república as respectivas cadeiras brancas onde ninguém se poderá sentar, isso sim, o que diz faz imenso sentido. Mas desta vez não faz. Desta vez o "não-votar" é mesmo um dever cívico. E depois, o senhor presidente da república descalçará a bota também, com toda a certeza. Não será muito difícil, dado haver no país gente independente capaz de o gerir com seriedade. Basta o senhor presidente chamar essa "troika" em vez de a "troika" que já para aí anda do FMI. Repare, a que propósito é que já andam para aí com o FMI se ainda não perguntaram aos portugueses se querem endividar-se mais ainda? Se tem filhos, diga-lhes que cada um deles já deve pelo menos vinte e tal mil euros. E ensine-lhes sobre o que acontece se os credores decidirem querer de volta esse dinheiro. Fale-lhes de liberdade e também de escravatura. E de como facilmente se cai da primeira para a segunda, pois o caminho é fácil e sempre a descer. Aliás, às gentes deste país devia ter-se ensinado uma regra simples que desde há 30 anos é ridicularizada: os caminhos fáceis conduzem com toda a simplicidade à escravidão. Mas são mais fáceis, claro.
    NÃO-VOTAR = DEVER CÍVICO | 19.04.2011 | 10.52Hdenunciar comentário
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  • Caríssimo Democracia Directa,
    Li atentamente o seu comentário e fui mesmo ouvir a entrevista, dada por Marinho Pinto à TSF. Permito-me, todavia, discordar da proposta do Sr. Bastonário, que o caríssimo subscreve. Passo a explicar: o momento histórico que vivemos é delicadíssimo e mesmo muito perigoso. É propício à instalação de toda a espécie de radicalismos, que não subscrevo e que, na minha modesta opinião, são de evitar a todo o custo.
    Num quadro relativamente semelhante, Hitler ganhou as eleições e foi o que se viu... Sou adepta da democracia, mas repudio a partidocracia em que este país caiu, sob a capa de democracia. Essa partidocracia conduziu-nos paulatinamente ao descalabro em que nos encontramos. Todos são, somos responsáveis. Ninguém está inocente. Uns mais do que outros, sem dúvida. Falta-nos patriotismo, orgulho de sermos quem somos e há que recuperar
    conscientemente, esse atributo. Concordo em absoluto, que urge dar cartão vermelho a estes partidocratas, que se degladiam pelo melhor pedaço, mas sem comprometer o regime democrático que, pese embora estar desvirtuado, é uma das melhores heranças da civilização europeia. A abstenção pode ser lida, não como uma afronta a esta pseudo"elite" dos nossos pseuso"responsáveis políticos" (Marinho Pinto), mas sim como um não ao regime democrático. Assim sendo, parece-me que o verdadeiro cartão vermelho seria o voto em branco, nem sequer o nulo. Exerce-se o poder que o regime aufere aos cidadãos, e estes afirmam inequivocamente que assim NÂO! Depois de levarem essa bofetada de luva branca, que cá para mim alguns precisavam mesmo era de levar uns bons bofetões, esses senhores que pensem, que pensem, e o Senhor Presidente da República que descalce a bota, porque se foi eleito é para fazer algo de jeito por este país e pelo seu povo. Os que são honestos, competentes e patriotas, que os há ainda graças a Deus,
    agarrem, por favor, o desígnio de endireitar este país. E a cada um de nós cabe dar o seu melhor.
    Vitória de Samotrácia | 18.04.2011 | 19.10Hdenunciar comentário
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  • Para Manuel Lopes: conforme prometido, já respondi à sua interpelação em "Os Invejosos".
    As minhas desculpas pela demora. Cumprimentos
    Vitória de Samotrácia | 18.04.2011 | 18.17Hdenunciar comentário
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  • Caríssimo Toupeiras, sobre as toupeiras nojentas atrevo-me a recomendar, dentre outros, este artigo de Paul Krugman: http://www.nytimes.com/2009/09/06/magazine/06Econo mic-t.html?ref=paulkrugman .
    Mais acrescento: Edgar Morin, na sua obra “ Repensar a Reforma Reformar o Pensamento A Cabeça Bem Feita” afirmava em 1999: « Ora o conhecimento pertinente é aquele que é capaz de situar toda a informação no seu contexto e, se possível, no conjunto em que se inscreve. (…) Assim, a ciência económica é a ciência humana mais sofisticada e formalizada. Contudo os economistas são incapazes de acordarem as suas predições que, muitas vezes, são errróneas. Porquê? Porque a ciência económica isolou-se das outras dimensões humanas e sociais que lhe são inseparáveis. Como diz Jean-Paul Fitoussi4 , «Hoje, muitos disfuncionalismos procedem do próprio enfraquecimento da política económica: a recusa em afrontar a complexidade»... A ciência económica é ainda mais incapaz de encarar o que não é quantificável, isto é, as paixões e as necessidades humanas. Assim, a economia é, simultâneamente, a ciência mais avançada matematicamente e a mais atrasada humanamente. Hayek disse: «Ninguém pode ser um grande economista sendo apenas economista». Acrescentou mesmo que: «um economista torna-se prejudicial e pode constituir um grande perigo».» Sublinho que isto foi escrito em 1999! Os factos falam por si, não é verdade?
    Atrevo-me a recomendar vivamente esta obra de Morin a quem se interesse verdadeiramente, em particular, pelas questões da educação e em geral pelas questões da política, da intervenção cívica consciente, da mudança de paradigma desta sociedade estafada.
    Para aqueles que tanto criticaram e criticam os professores, busquem informar-se devidamente sobre as políticas que a tutela veio impondo e cotejem-nas com o pensamento deste autor. Claro está que há professores(as) que nunca o deviam ser, como aliás acontece com todas as categorias profissionais.
    Vitória de Samotrácia | 18.04.2011 | 18.05Hdenunciar comentário
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  • No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada São os mordomos / Do universo todo / Senhores à força / Mandadores sem lei / Enchem as tulhas / Bebem vinho novo / Dançam a ronda / No pinhal do rei Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada" Excerto da música Os Vampiros in José Afonso: textos e canções, Assírio e Alvim, 1983
    José Vieira II | 18.04.2011 | 07.57Hdenunciar comentário
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  • A primeira fase da resolução de um problema é a detecção desse problema. Essa fase já passou. O problema está já mais que detectado, e um grande número de estruturas nacionais que criam o problema está já bem identificado. Faltará depois identificar as estruturas internacionais que contribuem para ele também, mas lá se há-de chegar um dia. No entanto, talvez seja agora o momento de passar à fase da actuação, ou seja, de fazer qualquer coisa. E isso só pode ser feito pelos cidadãos como um todo, pois são eles os únicos que afinal possuem legitimidade real para decidir sobre o que fazer do seu país. A proposta de Marinho Pinto que ontem vinha expressa no jornal Público passa a ser a última hipótese para o garante da independência e soberania nacionais, e essa proposta é o povo desta vez fazer "greve às eleições". Levar esse "silêncio eleitoral" a todo o mundo através dos media estrangeiros que estão hoje tão atentos a Portugal seria, por um lado, revelar a unidade deste povo português, e, por outro, envergonhar perante o mundo inteiro, todo o planeta, esses políticos perversos que levaram o país à decadência. Já nem voto branco nem voto inválido interessam. O que os políticos merecem é que ao abrirem as portas das juntas de freguesia para a próxima votação eles percebam que é a última votação, e que ninguém, absolutamente ninguém, lá aparecerá. As práticas políticas perversas levaram à debandada geral dos cidadãos. Essa é a realidade mais honesta, mais séria, mais reveladora da situação de desgaste a que os políticos conduziram o povo português, que até à última confiou neles, mas que mesmo assim foi por eles brutalmente ignorado. Há que repensar o regime de forma a torná-lo mais frugal, e também mais sólido em termos de representação de um povo com a nossa história.
    DEMOCRACIA DIRECTA | 17.04.2011 | 11.36Hdenunciar comentário
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  • O doente ficou à morte por causa das sanguessugas. Precisamente! E sabemos todos quem elas são: parcerias público-privadas, institutos públicos, empresas públicas, funcionários públicos excedentários, fuincionários públicos multibonificados, derrapagens orçamentais em obras públicas, jobs for the boys (vulgo tacho), consultadorias extrenas inúteis e pagas a peso de ouro e diamante, e por fim os RSI fictícios, as bolsas de estudo de ajuda para filhos de empresários e profissionais liberais cheios de massa, e recuperação de bancos e banqueiros criminosos. Que rico banquete andaram as sanguesssugas a fazer. Olhe, caro Pio, aconselho-o a ler factos bem fundamentados na publicação: "O estado a que o Estado chegou", publicado pelo diário de Notícias e à venda em qualquer livraria digna desse nome.
    JM | 17.04.2011 | 01.00Hdenunciar comentário
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  • Ironicamente, e para mal dos pecados de muitos países, essas toupeiras nojentas, como diz a comentadora anterior, só vão tornar-se visíveis quando as fizermos passar pela fome. E para tal a única solução seria admitirmos deixar cair o nosso próprio país na banca rota, como o está a fazer a Islândia, para depois o levantarmos por nós próprios, e em plena consciência de todos esses processos e causas, tal como por exemplo a Alemanha se levantou de uma guerra em pouco mais de 5 anos. É de povos conscientes que emana essa força interior, e os que conhecem a desgraça sabem disso, só que o povo português há muito foi perdendo a consciência, tendo nos últimos 30 anos sido embrulhado em papel de fantasia que agora insiste em desfazer-se. As toupeiras incitaram ao "pecado" e venderam toda essa fantasia. Agora vêm de novo, mas punir quem se deixou levar por tanta fantasia. É esse o "ciclo" típico de comportamento das toupeiras. Devíamos todos saber disso.
    TOUPEIRAS | 15.04.2011 | 18.21Hdenunciar comentário
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  • Caríssimo Doutor, para médico erra demasiado no diagnóstico, mais uma vez. É que o doente já estava muito, mas muito mal! Estava mesmo, ao contrário do que afirma, num descontrolo mascarado, bem como mascarada, era a recuperação que classifica como "visível"!
    Concedo concordar consigo quando fala de vozes subterrâneas, só que não serão talvez as mesmas vozes. Mas que são subterrâneas, lá isso são e urge pô-las à superfície. É que se tal não acontecer e rápido, essas toupeiras nojentas vão tomar conta do mundo, fazendo de qualquer guerra atómica uma mera brincadeira.
    Vitória de Samotrácia | 15.04.2011 | 17.35Hdenunciar comentário
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  • Amigo Pio Abreu, desconfio que o sangue que as sanguessugas chuparam já não era do doente mas sim das várias transfusões feitas ao longo de vários anos. Identifico quase todas as personagens da alegoria, com algumas dúvidas quanto a saber quem são os cães...
    Maria cecilia louraço | 15.04.2011 | 17.00Hdenunciar comentário
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  • Mais uma excelente Opinião ... Chegaram os Homens não de Negro, mas da massa, das contas, da austeridade…
    Chegou agora o dito milagroso…e a recessão …sendo em 2012 o único País no Mundo com ela atrás…
    E quem vai comandar o resgate, o governo em gestão, o Presidente da Nação distraído diria chutando ao lado, a oposição… o diz e o desdiz que chegamos à conclusão não saber o que dizer e pensar… De quem é a culpa ... A culpa essa costuma morrer quase sempre solteira … Será da Merkl…
    Queríamos o quê nós??
    Que a União Europeia preterisse os interesses do capital financeiro envolvido na onda especulativa em detrimento dos gastadores desenfreados…
    E nos entretanto manipularam-se os ratings… Entretanto os grandes bancos Ingleses ou franceses financiam-se escandalosamente junto do Banco central Europeu a taxas de juro de 1% para depois adquirirem divida publica cobrando 6, 7 e até 8%ao estado Português …
    faz lembrar que Agiotagem era crime.
    Fomos confrontados com processos de extorsão por causa dos juros sobre a divida pública… E agora ....
    Instalou-se e vai ficar pelo menos 10 anos ... e também trouxe o medo e estamos à sua mercê ... Os agentes do medo... "Nada há tão contagioso como o medo." Teremos nos próximos tempos um país quase alucino-génio???…
    Marluz | 15.04.2011 | 15.21Hdenunciar comentário
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  • Parabéns pelo seu artigo muito bem escrito,critico e lúcido.Actual e inatacável ;só o insulto soez o poderá atingir, porque você escondeu as pontas da corda. Cumprimentos!
    José Carrapatozo | 15.04.2011 | 13.18Hdenunciar comentário
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  • Modernices pá... modernices!
    Sérgio | 15.04.2011 | 13.12Hdenunciar comentário
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  • : )
    silêncio | 15.04.2011 | 12.03Hdenunciar comentário
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  • Que espéctáculo! Que orgulho tenho em ter aprendido com este Professor; Este artigo leva o teu estilo neo-Eça à perfeição. Quando acabei soube-me a Gogol!
    LD | 15.04.2011 | 08.22Hdenunciar comentário
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  • Parabéns . . . !
    Caro JLPA . . . !
    Belo ensaio . . . !
    De gestão . . . !
    De "malguinhas" . . . !
    alexandre barreira | 15.04.2011 | 06.54Hdenunciar comentário
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