Ver e não saber em quem crer
As notícias chovem mais rapidamente do que os aguaceiros fortes ou fracos que nos têm surpreendido os dias.
Sem surpresa alguma, é a forma como o cidadão português lê, ou vê na televisão as ditas notícias.
Por definição, uma notícia é verdadeira. Ou era assim que pensávamos até recentemente, principalmente quando falamos de algo tão importante como o futuro da Nação. Mas agora tal premissa deixou de ser verdadeira. De manhã o FMI vai fazer isto, à tarde aquilo.
Hoje o primeiro-ministro diz isto, e duas horas depois é desmentido. O mesmo se aplica a muitos outros dos personagens que fazem a nossa política, que preparam o nosso futuro. De surpresa em surpresa não posso deixar de falar das sondagens que se multiplicam, cada uma ao gosto do freguês, ou quase.
Faço uma pergunta ao leitor/a: Alguma vez respondeu a uma sondagem? Conhece alguém que o tenha feito?
É intrigante no mínimo! Mas a nossa capacidade de nos surpreendermos vai diminuindo todos os dias um bocadinho mais.
Não sabemos onde estamos, e para onde vamos.
Ouvimos muito ruído, muitas trocas de acusações, muito de tudo mas que equivale a nada.
Mas assistimos com espanto à cidade de Lisboa ficar vazia durante os cinco dias de férias, porque como somos um país rico, faz todo o sentido.
E no meio de isto tudo estamos nós, a tentar fazer contas à vida, a tentar imaginar um futuro para os nossos filhos e netos.







8 comentários
Isto é crise?
Valha-me Deus ou o Diabo!
Por favor . . . !
Não se rale . . . !
Porque nós só . . . !
Vemos e cremos . . . !
As "malguinhas" . . . !
Que nos interessam . . . !
Agora diga lá que professor era e a quem pertencia a off-shore. Eram esses mesmos ...
Vou continuar a pensar...