A arte do engano
O‘Memorando de Entendimento’ celebrado entre o Estado Português e o FMI, BCE e EU constitui um violentíssimo repositório de medidas que vão atingir todas as famílias e todos os cidadãos portugueses. Ninguém desconhece a sua necessidade imperiosa. O País estava insolvente, isto é, impossibilitado de satisfazer os seus compromissos imediatos. A forma insólita adoptada pelo Primeiro-Ministro para a sua apresentação – declinando, como grandes vitórias, as migalhas que nos pouparam – foi, realmente, uma ‘tragicomédia’, como, e bem, relevou o sisudo Financial Times. A restante imprensa internacional foi no mesmo sentido e, entre o escárnio e o vexame, zurziu no País e nos portugueses como gente grande. Merecemos? Claro que merecemos. Se aqui chegámos foi porque alguém nos conduziu. Perante a cumplicidade de alguns, a passividade de muitos e o consentimento da generalidade. O rigor é chato e a verdade incómoda. Manuela Ferreira Leite sucumbiu no seu próprio partido por exigir um e defender a outra. Viu-se só, isolada e criticada pela actual liderança do PSD e respectivos apoiantes, combatendo um discurso eleitoral do PS que constituiu um dos maiores embustes da história da democracia. Se houvesse vergonha em Portugal – coisa que, como as sondagens recentes demonstram, não há – o PSD estaria, neste momento, a render-lhe as homenagens à sua coragem e patriotismo. Mas, como a memória é curta e a manipulação desbragada, corremos o risco de ver reeleito o timoneiro da bancarrota. Caso único e de estudo. Se isso acontecer, reconheça-se em Sócrates um prestigiador, herdeiro de Houdini, o grande mágico.






9 comentários
Alternativas? Zero!
Soluções? Zero!
Valor destas crónicas? Abaixo de zero!
É que começa a haver muita gente a perguntar-se que, para tanta maledicência, devem existir interesses escondidos.
Enfim, cada um que coma o que quiser, mas faço votos que o alimento ingerido não lhes venha a causar indigestão ou congestão.
A Isabel . . . !
É que tem razão . . . !
Quando diz que . . . !
Isto é um país . . . !
De "malucos" . . . !
Mas, meu caro . . . !
Com as devidas desculpas . . . !
Ouso aconselhá-lo a . . . !
Cuidar também da "malguinhas" . . . !