Uma triste campanha
Anotável capacidade de José Sócrates Pinto de Sousa em vestir as roupas de ‘Calimero’ não cessa de surpreender. Os debates estão feitos. As sondagens começam a solidificar tendências. O desenho da futura governação parece adivinhar-se. Por isso, estas semanas de campanha irão ser de uma penosidade sem limites. O reportório argumentativo não mudará. As acusações e insídias repetir-se-ão à exaustão. As ilusões serão vendidas sem vergonha. E o País, exangue e sem cheta, assistirá bocejante a este espectáculo burlesco, próprio do cabaret falido. Todos percebemos que esta visão alucinada que as campanhas nos propõem faz parte do processo de expiação das nossas culpas colectivas. Mas, que Diabo, poderia ser menos severo. Já bastarão os sacrifícios insanos e a miséria anunciada que o futuro nos reserva. Mas, embalemo-nos nas asas do sonho. Imaginemos que pelo Largo do Rato restava um pouco de decoro. Suponhamos que um acto de lucidez determinava a higiénica surpresa de uma contrição de José Sócrates que também é, mas não usa, Pinto de Sousa. Lobriguemos um gesto de humildade, daqueles que enaltecem os homens e dignificam as instituições, de pedido de perdão ao País, aos Portugueses e à História. Despertamos. E tudo são quimeras. Reconheçamos: mesmo à rasca, somos rascas. E não só nos abstemos de impor que isso aconteça, como até, asseveram alguns, nos disponibilizamos para reconfirmar esta ópera bufa. Esperemos que, desta feita, de Espanha venham os bons ventos da lucidez e apreendamos alguma coisa com a sova socialista do Domingo passado. Assim seja.





10 comentários
Percebeu agora, caro Seixas, porque é que o seu partido não vai ganhar?
Quanto a mentiras, nenhum político fala a verdade. O mais importante é quem constrói e apresenta a melhor mentira. Mentir é condição "sine qua non" para se ganharem eleições. Por tal motivo, os homens sérios e de bem não se metem nestas embrulhadas e quando metem são triturados pelos aparelhos partidários. O próprio povo prefere a ilusão e o sonho. Quem não se lembra dos vendedores da banha da cobra que andavam de feira em feira!? Pois é, vendiam bem a célebre pomada que curava todas as maleitas. Assim são os nossos políticos. E nós, o que fazemos para inverter esta situação? Limitamo-nos a colar-nos a uns ou a outros, consoante defendem mais ou menos os nossos interesses ou com quem simpatizamos mais. Nenhuma das nossas opções tem a ver com o rigor ou a transparência! Se assim fosse, abster-nos-íamos, votaríamos em branco ou nulo. Os dois maiores partidos não apresentam uma única solução credível para reformar a máquina do estado. Essa é sagrada porque é lá que estão os seus, distribuidos entre si, em estranho pacto de não agressão e de partilha. Deixemo-nos de ilusões porque quer um quer outro têm a mesma terapia para as contas públicas: redução salarial e aumento de impostos. Qualquer leigo saberá que desta forma haverá retracção económica, devida à diminuição do consumo. Concordo, no entanto, em que sejam superiormente taxados os bens de luxo, mas aí pouco ou nada tocam. A título de exemplo, por que não deve um carro topo de gama pagar o dobro ou triplo dos impostos? O mesmo poderíamos dizer em relação a tantos outros bens. Mas sabemos que a poderosa união não deixa fazer tal. Afinal, é essa mesma união que tudo nos dá e tudo nos tira. Pois fiquem sabendo que este país está condenado à falência se não arrepiar caminho e explorar todos os seus recursos naturais que não são tão poucos assim. Para além dos recursos minerais temos: o maior mar da Europa (diga-se, zona exclusiva), das maiores manchas florestais (relativas, claro), clima e paisagens aprazíveis, bom povo e boa gastronomia... O que nos falta, afinal? Tão somente políticos com estatura e postura de estado. E nós, o povo, consciencializarmo-nos de que temos que arregaçar as mangas e pôr mãos à obra.
A bem do Estado e da Nação.
E eu aqui a botar faladura, em vez de estar a trabalhar. Que rico exemplo!
Bem prega frei Tomás " Faz o que ele diz e não faças o que ele faz".
Dois tristes . . . !
Três tristes . . . !
Caro JLS . . . !
Desculpa, não é assim . . . !
É . . . !
Um "trigre" . . . !
Dois "tigres" . . . !
Três "tigres" . . . !
Estas "malguinhas" . . . !
Dão "cabo" de mim . . . !