FMI?
É espantosa a quantidade de pessoas que tem caído na armadilha de equiparar a luxúria criminosa do ex-presidente do FMI com os programas da instituição para os países europeus. Compreende-se que a piada é quase irresistível, mas isso não a torna justificada.
Antes de mais temos de dizer que isso é de muito mau gosto. Chega a roçar a obscenidade. Pelos vistos tal já não é problema, mesmo em publicações sérias. Depois é tão óbvia que nem chega a ter graça. Acima de tudo é muito estúpida.
Vale a pena relembrar a situação. Três países europeus, após enormes e continuadas asneiras orçamentais, perderam totalmente a credibilidade junto dos credores. Enfrentavam assim a falência, o que significaria anos de ausência de fundos e brutais sacrifícios nacionais. Foram então forçados a recorrer às instituições internacionais de ajuda que emprestaram fundos vitais para a sobrevivência financeira enquanto, como lhes compete, impõem um programa de reformas para recuperar credibilidade.
Dadas as circunstâncias, o nosso «memorando de entendimento» tem sido considerado pelos especialistas justo, equilibrado e abrangente. Em resumo, estamos a falar de medidas inteligentes, razoáveis, indispensáveis, para mais ligadas a largos montantes de dinheiro. Considerando que somos neste momento um país a quem mais ninguém empresta, dificilmente se pode pedir melhor.
O que é que isto possa ter a ver com um crime baixo e repelente é difícil dizer. A única explicação é que essas comparações provenham da mesma tolice que nos colocou na posição desesperada.





4 comentários
Passa-se aqui qq coisa estranha.
Veja-se que paradoxo! Refere a Bíblia que não se pode amar a dois senhores. Aqui, pretendem-se amar os dois, sendo que o dinheiro tem ascendente sobre o outro. O ex-director geral do FMI (creio que é assim que se designa). Oh, estou como o Cavaco com o FEEF ! Mais um cavaquinho para a fogueira. rsrsrs Tudo isto que o autor escreve é muito interessante. Por acaso, não fala dos STATES, da maior dívida externa do mundo, do país dos maiores desmandos em todos os domínios e de uma falência anunciada. Fala dos pequeninos, claro, porque nesses todo o mumndo carrega. Ainda não se deu conta que tudo isto é um profundo ataque à União Europeia e, particularmente, ao Euro. Assim o queira a China e toda esta questão se esvai. No entanto, não quero desculpar gregos, portugueses, irlandeses, espanhois e outros de terem esbanjado dinheiro que não possuiam. Também aqui, o autor da crónica não estará incólume, pois que li muitos artigos dele em que anunciava a chegada do paraíso. Agora, apela ao Messias Salvador ou Redentor! Estamos como estamos e todos nós sabemos porquê. O mais importante, neste momento, seria indicar soluções e, essas, não as vejo por aqui. Vá lá, doutor, abra o livro ou a cabeça. Se não tiver nenhum deles, deixe a caravana passar ao som e ao ritmo de uma marcha fúnebre anunciada. Cadê os "génios" deste país? Os liberais e os neo-liberais perderam a sua "razão". E os outros, por onde andam? Os sistemas faliram: quer o socialista quer o capitalista. O que nos resta? Não prevejo teoria nenhuma que nos salve, excepto: trabalho e economia (poupança). O tempo das ideologias "baratas" já lá vai. Agora será a voz do povo a que mais ecoará.
Não me canso de repetir . . . !
É TUDO UMA QUESTÃO . . . !
DE "MALGUINHAS" . . . ! ! !