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OPINIÃO

Chega!

31 | 05 | 2011   19.48H
José Luís Seixas

Roger-Gerárd Scwartzenberg publicou em 1977 O Estado Espectáculo. O último parágrafo conforma um apelo lancinante às democracias: «Ouçam o rumor profundo, o rumor subterrâneo que vai crescendo para arrebatá-lo. Ouçam a indignação que vem oprimindo esses espectadores involuntários. Trapaceados, enganados, logrados. Ouçam o despertar e o estremecimento daqueles que o Estado espectáculo tem iludido. Ouçam o seu grito. Ele cabe numa palavra: ‘chega!’» De 1977 para cá a política, «feita de vaidade e gloríola», foi refinando. O Estado espectáculo assumiu proporções que nem Scwartzenberg adivinharia. O discurso político perdeu dimensão, valores, autenticidade e verdade. Converteu-se num produto concebido com base na métrica, na sonoridade e no efeito. A comunicação política deixou-se contaminar pelo marketing e misturou-se com o slogan publicitário. Transformou-se num vazio enorme. Hoje o importante é seleccionar uma mensagem apelativa – mesmo que falsa ou ilusória – e repeti-la à exaustão. Dita no tempo exacto para caber nas reportagens televisivas. Por isso, quem tiver lido o memorando celebrado entre o Estado Português e a ‘troika’ não pode ficar surpreendido com o discurso eleitoral de José Sócrates. O que poderiam ser mentiras torpes, promessas falsas, ilusões fraudulentas são, apenas, expressões desta retórica própria do Estado espectáculo. Espera-se ardentemente que a 5 de Junho se recorde o apelo de Scwartzenberg e se exclame nas urnas e massivamente: ‘chega!’

© Destak

11 comentários

  • Dr, o senhor é um Palhaço! Deixe-se lá de escrever crónicas da treta porque está visto que não tem jeitinho nenhum. dedique-se antes a enganar uns clientes a fazer o papel de advogado "sério" que parece que lhe tem saído melhor.
    Clotilde Ramonia | 25.11.2011 | 12.23Hdenunciar comentário
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  • Como sempre o povo português, do mais ilustre ao mais iletrado, deu uma prova de inteligência. Substituiu o melhor primeiro-ministro pós-25 de Abril, completamente exausto e exaurido, por um indivíduo mais jovem, ambicioso, corajoso e pragmático. Passou o testemunho no momento exacto. José Sócrates acertou e não vai governar com o FMI.
    Passos Coelho parece honesto e se assim for não será ele o problema mas os lapuzes que o rodeiam, desde economistas bem falantes a contabilistas gagos a vender a banha da cobra, até Belmirinhos, Ângelos e Balsemões a quererem cobrar os "empréstimos", feitos para o promoverem a ele e à sua entourage de "counselieres".
    Quanto nos custarão estes "pagamentos"?
    Pró Balsemão basta a privatização da RTP, para o Belmirinho vai a PT e para o Angelinho vão o gás, a Galp e a EDP e a TAP vai para ... .
    A nossa safa é que o trabalho vai ser tanto no governo que não vão ter tempo de preparar convenientemente estes assaltos.
    As escolas para quem é que vão (construção civil e centros comerciais - Alexandre ...)? Hospitais e centros de saúde vão para ... ?
    As ruas vão continuar públicas!
    A vitória do Pedro Coelho, foi a demonstração do poder da comunicação social e dos lobys de alguns interesses pessoais e do poder económico.
    E o escavaco vai ficar sem a sua parte? Ou vai contentar-se com migalhas como aconteceu com o BPN?
    A ver vamos! Pode ser que a zanga das comadres e a ganância gere conflitos e daqui a quatro anos ainda possamos andar nos passeios sem ter de pagar o passe.
    Quem sobreviveu 900 anos a mangericos como os actuais não é agora que se vai abaixo. E quem sabe se o Coelhinho não nos surpreende e se transforma num grande estadista como aconteceu com Sócrates. O Povo apostou nele e o povo raramente se engana.
    Manuel Martins | 07.06.2011 | 22.13Hdenunciar comentário
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  • Por muito que queiram desvirtuar as eleições,uma coisa é certa : não são todos iguais!Têm alguns tiques em comum é certo,mas iguais não são,tanto mais que o tempo os encarrega de substituir,e nada é igual senão a si próprio.A calúnia é que é sempre definida da mesma maneira nos dicionários todos, assim com os funcionários dos partidos,embora diferentes,pelas razões atrás apontadas,têm sempre os mesmos tiques fáceis de identificar,porque a inteligência não abunda...
    O Senhor Comentador | 05.06.2011 | 08.10Hdenunciar comentário
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  • O PSD é um partido de mafiosos e de traidores. O PSD já esteve mais de 20 anos no governo... Basta ver os ladrões do PSD que estão em tribunal e os que andam fugidos.
    Não lhes chega terem assaltado bancos, BPN e BPP... não lhes chega terem-nos roubado a Ponte Salazar / 25 de Abril através da LUSOPONTE, ponte que já estava paga, era nossa... não lhes bastou terem roubado a EDP, GALP, PT, etc... e já falam em nos roubar a Caixa Geral de Depósitos …Não lhes bastou a casa de férias e os vizinhos da casa de férias do PR...???
    E agora ainda querem roubar mais...???
    Este porco deste Passos Coelho deve pensar que os portugueses são estúpidos. Aliás, ele nem sequer pensa, ele limita-se a ser porta-voz dos burlões do PSD que nos andam a roubar desde o 25 de Abril.
    O PSD é um partido de gangsters. Deviam ser todos presos, julgados e condenados.
    Estes traidores empurraram-nos para as mãos do FMI.
    Sou a favor da pena de morte para os traidores!
    o psd é o partido do crime organizado | 04.06.2011 | 01.19Hdenunciar comentário
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  • -CHEGA de políticos: com licenciaturas virtuais, corruptos, que compram casa da qual desaparece" o contrato de compra-venda, que procuram manipular a informação, que vêm do nada e passados 2 a 3 anos já mostram fortunas de centenas de milhar (no mínimo), que criam fundações para sacar dinheiro ao Povo Português e traficarem influências, que promovem obras sem interesse nacional mas que servem para os amigos encherem os bolsos..., enfim que arruinam uma Nação secular..., porque a democracia à portuguesa permite que qualquer labrego chegue onde não devia!
    Miguel Vasconcelos | 01.06.2011 | 21.41Hdenunciar comentário
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  • Este tema pedia maior distanciamento do autor.Não foi só o Socrates que perdeu o pio por tentar superar o tom de voz dos adversários...
    maria louraço | 01.06.2011 | 13.59Hdenunciar comentário
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  • Sempre pensei que a principal qualidade para alguém escrever uma coluna de opinião num meio de comunicação social, fosse a idoneidade.
    Pelos vistos, enganei-me.
    Albicastro | 01.06.2011 | 12.08Hdenunciar comentário
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  • E você, também tinha dinheiro no BPP? E o Sócrates não "entrou com a massa", foi? Está chateado?
    Já que não têm vergonha nem bom senso ... | 01.06.2011 | 10.44Hdenunciar comentário
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  • Pois é . . . !
    Caro JLS . . . !
    Isto de vender "malguinhas" . . . !
    Não é nada fácil . . . !
    Agora, na escolha . . . !
    É preciso muito cuidado . . . !
    Com o selo . . . !
    De garantia . . . ! ! !
    alexandre barreira | 01.06.2011 | 07.13Hver comentário denunciado
  • Bem observado.
    CHEGAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    Estamos fartos destes articulistas.
    Chega, chega, chega....
    À vergonha não apelo porque não a têm. Ao bom senso também não porque não sabem o que isso é. À contenção também não porque são uns incontidos.
    À revolta com estes e com os políticos, sim porque não se sabe onde uns começam e os outros acabam. Também aqui é farinha do mesmo saco. Espero bem que esta não seja de mandioca e nos obriguem a comê-la com peixe podre e salgado ou, ainda, lagartas da anhara.
    ESCRAVO | 01.06.2011 | 02.41Hdenunciar comentário
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  • Tem toda a razão no que concerne ao estado espectáculo. Apenas se esqueceu de uma coisa: é que este estado "circo" só tem empresários e e gestores e não artistas. Daí que o povo se recuse a ir aos espectáculos. Esse estado/empresa foi criado pelo PSD com os célebres ministros do Cavaco que lá se mantêm "ad eternum" e tantos outros do PS posteriormente. Daí que votar PS ou PSD seja exactamente igual. Por seu turno, o acólito da missinha também tem das suas: os submarinos, o Nobre Guedes, a Celeste Cardona.... Mas este, apesar de tudo, vende melhor o seu produto, tão só, porque é melhor propagandista. Dito isto, se a maioria dos portugueses fossem filhos de boa gente, sentir-se-iam e não pactuariam com este estado de coisas e com estes partidos políticos. Diriam não, não e não! Dizer, todos o dizem à boca cheia com a expressão "são todos iguais". Agir, só o fazem cerca de 35% ao absterem-se. Porventura, não serão estes arautos da mudança, estes conselheiros e estes fazedores de opinião que convencerão quem quer que seja ou nos manipularão. Tenham juízo!
    FIFI | 01.06.2011 | 02.34Hdenunciar comentário
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