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OPINIÃO

Senso da Rua

15 | 06 | 2011   19.40H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt

As marchas e festas populares destes dias lembram que a oposição ao próximo Governo virá da rua. A maioria absoluta reduz a influência do parlamento onde pouco se passará. Resta a contestação improvisada em greves e manifestações. E a austeridade anunciada cria aí vastas oportunidades.

Essa contestação será preciosa se servir para vigiar o governo e denunciar erros e abusos. Mas torna-se muito negativa ao pretender apenas uma recusa estúpida e oportunista da inevitável austeridade.

Portugal vive uma emergência nacional extrema cuja solução não tem muitas alternativas. O empréstimo de 78 mil milhões de euros, metade da nossa dívida pública, dá-nos um tempo para fazermos as reformas que permitam uma trajectória financeira sustentada. Isso não quer dizer que o Governo vá fazer tudo bem ou que devamos apoiá-lo sempre. Mas é preciso assumir a situação e ser sério e coerente.

Face ao perigo nacional, há limites para a diversidade ideológica. Recusar a ajuda externa e reestruturar a dívida, como dizem os extremistas, levaria ao corte imediato e violento das despesas com sacrifícios súbitos e brutais. Protestar contra o caminho que a ajuda internacional nos definiu, e que PSD, PS e CDS aceitaram, é enorme tolice.

PCP e Bloco de Esquerda mal ligaram aos pormenores dos resultados eleitorais, centrando-se no facto decisivo: está criado o ambiente perfeito para o seu crescimento. Uma maioria de Direita em tempo de vacas magras é o sonho de qualquer movimento subversivo. O único obstáculo à sua actuação será o bom senso das populações.

© Destak

11 comentários

  • O senso de rua dos portugueses, de que nos dão conta, agora até os comentadores mais experientes,não resiste à primeira análise:para protecção da fiscalização no metro do Porto quantos policias são precisos?Dois?Valor em causa: 70 € !Quando mandarem a canalha trabalhar, o que vai acontecer?É só fazer ...as contas!
    Maldizente | 25.06.2011 | 08.13Hdenunciar comentário
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  • Sacrifícios, o Embuste! Não são sacrifícios que vão ser impostos aos portugueses nos próximos anos.
    O que está em curso começou a ser congeminado pouco tempo após o desmembramento da URSS. As melhorias das condições de vida alcançadas pelas populações nos países de economia de mercado durante os sessenta anos em que vigorou a economia planeada nos países socialistas vão ser atacadas, gradualmente, não só nos próximos 3 anos, mas sim continuadamente : tudo o que for retirado jamais será reposto, pelo contrário, o agravamento do nível de vida da população será intensificado.
    Era para isto que o tão cristão articulista devia alertar os leitores!
    Abel | 18.06.2011 | 19.23Hver comentário denunciado
  • Os comunas querem é pobreza para proliferar. Foi sempre assim, quer na China como na URSS, na Africa Portuguesa ou na Coreia do Norte. O engraçado disto tudo é que eles são os mais competentes a criar pobreza por toda aparte, como a história o comprova.
    JM | 17.06.2011 | 03.27Hver comentário denunciado
  • Pleno de hipocrisia, como é habitual, este artigo.
    Gostei sobretudo de "há limites para a diversidade ideológica".
    Eu diria mesmo que há randes limites na diversidade de ideias para ter soluções viáveis, por parte dos economistas portugueses. Ou são limitados, ou ...
    ò vitor, manda vir mais um camião de hipocrisia pró destak | 16.06.2011 | 18.44Hver comentário denunciado
  • Pleno de bom senso, como é habitual, este artigo. Apela à ideia de desenvolver a capacidade de olhar apenas a emblemas e a cores política, apela à ideia de que, se estamo em momento difícil, não é hora de brincar aos partidos, é preciso olhar mais longe. O nosso País tem sofrido muito pelo facto de se colocar rótulos nas pessoas - se é deste partido, é bom e vou defender as suas opções, se é daquele partido, é mau e vou promover contestações. Isto é uma postura obsoleta que tem de ser revista - pelos próprios políticos e também por cada um de nós.
    HUMANA | 16.06.2011 | 15.27Hdenunciar comentário
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  • • - CAVACO SÓCRATES PORTAS E DURÃO OS COVEIROS DA NAÇÃO------------------------
    DEIXEM DE VOTAR EM TODOS OS ACTOS ELEITORAIS - OS MALEFÍCIOS DO VOTO DO POVO SÃO ENORMES------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------
    SÓCRATES PORTAS E DURÃO SÃO OS CULPADOS E O NÓ DA FORCA VAI PARA O PESCOÇO DO POVO.--------------------------------------------- -------------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------------------------------------- CRISE EM PORTUGAL PROVOCADA E MANTIDA PELO PARTIDO ÚNICO :
    -P.S. C.D.S/P.P.D/ P.S.D-BLOCO -PCP E TODOS OS DEMAIS-------------------------------------------- --------------------------------
    Os portugueses vivem muito acima das suas possibilidades uma vez que almoçam 7 dias por semana (de Segunda a Domingo) e exigem pão em cima da mesa!
    Ora na Somália vive-se com um almoço semanal e as crianças bebem água contaminada para não chegarem a dar muitas despesas aos pais e ao Governo dado que 90% destas morrem até à idade de 5 anos! Uma vez mortas logo iniciam uma poupança a 100% e por toda a restante eternidade!
    Teixeira dos Santos com o seu cabelo branco, parece um cão da Serra da Estrela que anda a «farejar» cêntimos nos bolsos dos pobres, desfavorecidos, desempregados e titulares de magras pensões de reforma! Os pobres pagam a crise e os banqueiros ficam isentos de mais impostos!
    Odeio o sistema político actualmente implantado de um partido único com duas siglas, a saber, P.S./P.P.D./P.S.D que há mais de 30 anos dividem entre si o saque aos trabalhadores! Não existe nenhum partido em Portugal sério e válido em todo o espectro político, da esquerda até à direita, motivo pelo qual o ora comentador apela aos futuros boicotes eleitorais a 100%, no sentido de acabar o poder político em Portugal e passarmos a um Estado Federado.
    A União Europeia tem de se tornar uma federação de estados. Os futuros “Estados Unidos da Europa” poderão tornar-se na nova superpotência mundial. Existirá um Governo único em Bruxelas e um Orçamento Comunitário para toda a futura federação. Os políticos portugueses terão de ir trabalhar para poderem viver! Actualmente são todos a 100% larvas parasitárias que sugam todo o Orçamento do Estado e deixam o país na banca rota!
    MIG | 16.06.2011 | 14.52Hver comentário denunciado
  • O João chama os outros de extremistas,mas também é extremista de direita,no entanto,como independente eu gostaria que lhe dessem poder total na pasta das finanças para ver o que você era capaz de fazer,mas com uma condição:
    se falhasse era decapitado.
    Tendo em conta que tem tantas certezas absolutas certamente não hesitaria nesta proposta.
    pedro | 16.06.2011 | 14.24Hver comentário denunciado
  • Caro João Neves, lamentávelmente nos dias que correm qualquer um pode escrever uns bitates e despejá-los em qualquer imprensa local, regional ou nacional, diária, semanal ou mensal, pois que tudo é aceite e tudo se divulga. Isto para lhe dizer que tal como o titulo sujestivo que o sr escreve " senso de Rua", também nós neste país á beira mar plantado cheio de mentes luminosas como a sua, temos os escribas de rua, que creio aplicar-se na maravilha ao seu caso. Estranho tão sómente que não tenha ampliado o emblema da lapela, mas apesar de deminuto nós já entendemos qual é. Para terminar recomendo-lhe vivamente que leia se conseguir o " Memorando de entendimento da troika com o estado português" e depois nesse seu jornalinho de opiniões neoliberais as divulguem para um correcto e cabal conhecimento dos Portugueses, e das malfeitorias que lhes estão preparadas para o presente e futuro próximo das novas gerações. Escrever opinião não é obviamente deturpar mentalidades através de jornal de distribuição gratuita. Mas se o velho do restelo ainda impera na memória dos antigos as novas gerações saber-lhe-ão dar a si e outros com tais opiniões a resposta adequada.
    Creia-me com consideraçõa apesar de não comungar da sua opinião e muito menos da forma sectária como a escreveu
    Luis Filipe Viegas | 16.06.2011 | 13.00Hver comentário denunciado
  • Caro senhor, uma coisa é aceitar o que a Troika diz, OUTRA BEM DIFERENTE é ir a reboque do oportunismo do Passos Coelho que "quer ir mais longe que a Troika"! É vulgar que à custa da desculpa ou de anteriores Governos ou de crises se façam coisas, se tomem medidas PURAMENTE IDEOLOGICAS e sem necessidade. É o tal ataque AO POTE em que o Povo Português é espoliado, abusado, ignorado, com Demagogias e outras tretas. E pode crer que não sou de nenhum Partido anarquista nem de nenhuma cor, mas sou Português e NÃO SOU PARVO!
    NÃO SOU PARVO NEM ACEITO DEMAGOGIAS | 16.06.2011 | 10.34Hver comentário denunciado
  • Mas que bom senso das populações? Tudo tem limites. O programa definido pela "troyka" é arrasador para o povo. Concordo plenamente que fossem impostas metas, mas nunca definidas as estratégias. Afinal, também esta "troyka" não aponta para as soluções que se afiguram como as melhores. Limitam-se a cortes e mais cortes em salários, regalias sociais e às almejadas privatizações. Que privatizassem a TAP, a RTP, os caminhos de ferro e os transportes públicos, eu concordaria. Agora, ir buscar tudo o que é lucrativo ou estratégico, isso, nunca. Enfim, não prevejo nada de bom com as medidas anunciadas. Há que reformar o estado, esse, sim e começar de alto a baixo, sem contemplações pelos lobbies de interesses que foram os que nos conduziram a esta situação. A tarefa é enorme, mas o caminho não é o anunciado! Este só nos traz mais crise e mais miséria. Quanto ao povo, este é ordeiro e tolerante e não se deixará manipular pelos arautos da desgraça. Jamais assistiremos a tristes espectáculos como os da Grécia, mas o governo deverá ter juízo e lembrar-se que as pessoas também são números.
    FIFI | 16.06.2011 | 08.41Hdenunciar comentário
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  • Caro JCN . . . !
    Não seja assim . . . ! ! !
    Vá lá . . . !
    Pegue na "malguinha" . . . !
    Bem "asseada" . . . !
    E ponha-se na fila . . . ! ! !
    alexandre barreira | 16.06.2011 | 07.10Hver comentário denunciado
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