José Socrates
Para bem ou para mal, o ciclo que findou tem um ícone: Sócrates. Deificado e diabolizado, sempre em situação adversa, ele foi um político invulgar. Começou por reduzir o défice, reformou a Segurança Social, a Escola e a Saúde. Modernizou costumes atávicos. Apostou na ciência e fez do país o que mais cresceu neste domínio. Apostou nas energias renováveis, em produtos exportáveis de alta tecnologia, e os resultados, que são lentos, já se começam a ver. Mas afrontou as corporações e começou a perder.
Aceitou ir quinzenalmente à Assembleia da República e, aí, defrontava-se com quatro oposições de direita e de esquerda. Foi combativo, mas gerou crispação. Atacaram-no por todos os lados. Escrutinaram a vida dele, dos pais, dos tios, dos primos e dos amigos. Acusaram-no de tudo. Manipularam a sua imagem para criar um preconceito. Quando se defendia diziam que mentia. Quando tentava ser optimista no meio do pessimismo criado contra si, é porque mentia. A tudo resistiu.
Transformaram-no em bode expiatório da crise financeira internacional. Mas ele tinha uma solução para o País: ganhar tempo até que a Europa ganhasse juízo com o balão de ensaio grego. Tiraram-lhe o tapete e tudo seguiu outro rumo. Sabendo que já não era o seu tempo, lutou até ao fim. Quando, dignamente, aceitava a derrota pessoal, ainda uma jornalista de mau gosto lhe dava facadas. Um dia se reconhecerá a estatura deste político. A mediocridade instalada nos media não o enxerga por agora.






62 comentários
E AQUI, NÃO DÃO NOTÍCIAS?"
Sócrates foi um embuste, que a comunicação social apaparicou durante demasiado tempo...
Não deixa saudades, nem aos Socialistas responsáveis e sérios...
saudades apenas os "boys" socráticos as terão...
Mas quando a social democracia europeia morrer, quero ver quem é que vão culpar ...
PARABENS por ter coragem de dizer aquilo que ninguem nos media teima em não querer ver!!!
CONCORDO plenamente!
O País é grande, com uma alma imensa, porque soube sempre utilizar os talentos dos seus melhores e a inveja dos seus mediocres para os acicatar.
Para mim, José Sócrates foi o melhor primeiro ministro do pós- 25 de Abril e ainda como ministro fez obra de que posso, mesmo sendo eu pobre, usufruir no meu dia-a-dia. Refiro-me ao magnifico parque verde da cidade de Coimbra que foi realizado no âmbito do projecto Polis que ele lançou.
Um povo grande como o português saberá retribuir os serviços que José Sócrates lhe prestou enquanto político. Sobre os mesquinhos que sejam felizes.
Morreu o rei, viva o rei. Que Deus dê muita saúde, sorte, saber e coragem a Pedro Passos Coelho.
Sr. Primeiro Ministro levante a cabeça e saia como deve.
O País passar de 70.000.000 para 150.000.000 de (calo...) não incomoda certos comentaristas... São ou é das mais amplas liberdades!
Não me diga que o Passos e o Portas estão metidos na "coelha" do Cavaco e que foi desses que partiu a crise. Aí está uma novidade, que a provar-se, você pode convencer-me a dar-lhe vinte, no artigo esculpiu na lousa…
Contra o meu desejo o mais provável é que esse reconhecimento seja mais breve do que o desejável.
Enfim, aguardemos, muito embora já saibamos muito do que nos espera.
Por último, louvo-lhe a sua coragem ao vir defender um homem, num momento em que todos o condenam, incluindo os da sua cor política. Um guerreiro é mesmo assim: nunca foge e dá sempre o corpo às balas.
Parabéns, muitos parabéns.
PS. Há coisas que eu não consigo digerir: as licenciaturas ao fim de semana quer na Independente quer na Lusíada. Um filho de um amigo meu "comprou" uma licenciatura em relações internacionais nesta última e a verdade é que línguas não fala nenhuma, excepto português e mal.
Agora surgiu esta questão dos candidatos a juízes !
Sinais dos tempos.
E as "malguinhas" . . . !
Batem palmas . . . !
Em "extase" . . . ! ! !