Queda e Ausente
Fechou as memórias numa caixa, escondeu-a no fundo do coração, ou talvez noutro local qualquer. Suprimiu todos os sons que lhe recordavam o passado, todos os perfumes, odores que tinha vivido.
Esqueceu para sempre o som do seu riso, mas não foi capaz de olvidar a última gargalhada que lançara para o ar.
As coisas que a rodeavam perderam a cor, a textura e sabia que os outros falavam porque moviam os lábios e pareciam esperar que ela dissesse alguma coisa.
Mas nada, absolutamente nada, saia da sua garganta.
Assim sendo, mantinha-se queda e ausente mesmo quando presente. Evitava mover-se porque lhe doíam os músculos. Evitava respirar porque lhe doía a alma, ah! a alma que andava por aí à solta, perdida, tão perdida…
A noite confundia-se com o dia e vice-versa. Deitava-se na cama, enrolava-se sobre si mesma como se fosse um bicho, como se fosse possível desaparecer definitivamente.
E para ali ficava com os olhos vazios, as mãos geladas, o corpo tão pesado que flutuava no ar.
A loucura começava a envolver-lhe as entranhas, ou era isso que sentia.
Era apenas isso que sentia.
As pessoas vinham até junto dela. Tocavam-lhe e falavam e ela não as ouvia.
Se pudesse, se tivesse forças para tanto, abria a janela e voava.
Voava para longe, bem para longe, até atingir as nuvens brancas, e depois continuava a subir e a subir até o encontrar.
Porque tinha a certeza que o seu filho estava lá em cima à sua espera.
Porque não a deixavam partir?







10 comentários
E também queria aproveitar para dizer que eu sigo atentamente os seus comentarios e que os acho deliciosos. Não são comentários de baixo nivel com palavrões e insultos como a maioria dos cabrões aqui põe. Eu também detesto palavrões. FODA-SE ! Era incapaz de dizer palavras como CARALHO por exemplo. Mas ha muito filho da puta que não sabe dizer outra coisa que palavrões. Abomino palavrões caralho.
Ó Rui Muge, vai mas é mugir e cala-te. Eu gosto de distância dos caladinhos e intlectuais de meia tijela como tu.
O Destak é um lodo, basta ver o texto desta senhora que nada tem dentro da cabeça. Sempre que escreve leva o unico neuronio que tem à exaustão, e só burros como tu se deliciam com esta jorda de texto decrépito e tumular.
Não te preocupes que um dia, tal como todos nós, has-de ir co car**** pra debaixo da terra. Não é preciso que esta senhora futil nos lembre isso....
Vai mas é dar umas fodas pra te distraires.
Comentar é um direito conquistado pela nova sociedade em que vivemos...
Cidadania é uma prática que acompanhada de boa educação faz crescer as sociedades com saúde mental...
Era bom o Jornal Destak fazer uma triagem a certos comentários e banir de vez certas anormalidades. Quanto ao texto, partir é o destino que nos espera quando nascemos...
Antecipar, será o caminho...
Já volto.....
Como sempre, o seu texto é uma grande merda.
Numa altura em que as pessoas andam depressivas porque não tem o seu dinheiro para andarem a pensar em futilidades, é que quando se tem rendas e contas para pagar e o dinheiro é curto, a malta não anda a pensar na morte da bezerra, tem é que pensar na ginástica que vai fazer para as poder pagar, a sra. vem com uma merda destas??
Pelo amor de Deus. já todos sabemos o que nos espera e que vamos todos para debaixo da terra, àlias, por incrivel que pareça, a morte é a unica coisa que a todos nos torna iguais.
Escreva sobre o sol, o verão, alegria, amigos, coisas alegres que ajude as pessoas a sairem da merda em que os nossos politicos ladrões a todos nos meteram... Agora sobre a morte?? Pelo amor de Deus. Não há quem aguente...
Deve ser......Literatura não é para aqui chamada, ou será um epitafio de uma "morte " anunciada?
Que lindo . . . ! ! !
Até me fez lembrar aquela . . . !
Luisa sobe, sobe a calçada . . . !
Mas, enfim . . . !
Trate bem da "malguinha" . . . !
E não "sofra" tanto . . . !